No livro que estou a ler, fala-se de macaquinhos amestrados. Quem são eles? Os nossos maridos (a maioria vá). E se olharmos à nossa volta encontramos alguns homens que se anularam com o casamento e que deixaram de fazer muitas das suas actividades preferidas para só fazer o que a mulher deles quer e gosta.
Quem de nós nunca disse ao seu companheiro "claro que não me importa que faças isto", mas pensando completamente o contrário. Depois recriminamos-o justamente por aquilo que nós próprias o incentivamos a fazer. É uma espécie de coerção emocional. Podemos não nos dar conta, mas a verdade é que caimos facilmente na tentação de moldar o nosso companheiro àquilo que nós gostaríamos que ele fosse.
E a deixa de "faz isto quando poderes (mudar a lâmpada fundida, baixar o estrado do berço, etc.)", mas com isso queremos dizer "já". E os homens são bichos que gostam de liberdade, por isso se não têm prazo, alongam-se no tempo. E depois algumas amuam e quando lhes perguntam o que têm só respondem "nada". Um "nada" que encerra mil e umas queixas.
Mas será que nunca ninguém pensou fazer uma investigação científica do verdadeiro alcance e significado da linguagem feminina?

















