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terça-feira, 9 de abril de 2013

Dos macaquinhos amestrados

No livro que estou a ler, fala-se de macaquinhos amestrados. Quem são eles? Os nossos maridos (a maioria vá). E se olharmos à nossa volta encontramos alguns homens que se anularam com o casamento e que deixaram de fazer muitas das suas actividades preferidas para só fazer o que a mulher deles quer e gosta.
 
Quem de nós nunca disse ao seu companheiro "claro que não me importa que faças isto", mas pensando completamente o contrário. Depois recriminamos-o justamente por aquilo que nós próprias o incentivamos a fazer. É uma espécie de coerção emocional. Podemos não nos dar conta, mas a verdade é que caimos facilmente na tentação de moldar o nosso companheiro àquilo que nós gostaríamos que ele fosse.
 
E a deixa de "faz isto quando poderes (mudar a lâmpada fundida, baixar o estrado do berço, etc.)", mas com isso queremos dizer "já". E os homens são bichos que gostam de liberdade, por isso se não têm prazo, alongam-se no tempo. E depois algumas amuam e quando lhes perguntam o que têm só respondem "nada". Um "nada" que encerra mil e umas queixas.
 
Mas será que nunca ninguém pensou fazer uma investigação científica do verdadeiro alcance e significado da linguagem feminina?

quinta-feira, 14 de março de 2013

Inveja conjugal

Há dias estavam na televisão a falar da inveja entre membros do casal. É incrível como pode existir um sentimento tão negativo e destruidor entre duas pessoas que são, na teoria, um só, um porto de abrigo, uma família.
 
Dizem que há mais inveja no masculino, porque a mulher está habituada e preparada para o sucesso do homem. Agora há muitos homens que vivem muito mal com o facto, por exemplo, da sua companheira ganhar mais do que ele ou ter uma carreira de sucesso que ele não alcançou.
 
E acho isso tão, mas tão parvo. Incompreensível mesmo. Se o outro ganha muito, melhor: é mais dinheiro que entra em casa, o que vai proporcionar uma melhor qualidade de vida para ambos, certo? Não importa qual a proveniência do dinheiro. Como é possível acusar, prejudicar, fazer a vida num inferno à sua companheira por uma questão destas. Mas isso pelos vistos penso eu. Porque pelo que tenho vindo a perceber no que diz respeito a dinheiro conjugal tenho um pensamento antiquado...

domingo, 10 de março de 2013

Descida ao Inferno

Nem sempre se consegue manter a moral lá no alto e por vezes é preciso descer ao Inferno para recuperar forças e avançar.
 
Estes dias têm sido difíceis. O S. sempre requereu muita atenção mas agora tem sido asfixiante. Só me quer a mim e tenho que estar a poucos centímetros dele senão chora. Se o deixo chorar canso-me de o ouvir, mas também não posso estar sempre presa a ele. Mas depois sinto-me culpada por não lhe dar todo o carinho que necessita.
 
E estou saturada de não ter uma actividade profissional. Tenho saudades de me levantar de manhã a pensar nas tarefas do dia. Tenho saudades de reuniões criativas, de prazos apertados, de escrever, do café com colegas, até do comboio pela manhã! Acho que não fui feita para me dedicar exclusivamente à casa e filhos. Mas também sei que se o S. fosse uma criança mais fácil, tudo seria diferente. Sinto-me numa engrenagem onde os dias são sempre os mesmos, com as mesmas tarefas. E perdi a minha liberdade e espaço que tanto prezo.
 
E depois não tenho disponibilidade para o marido. Só me apetece estar sozinha noutro planeta. Sinto-me mesmo esgotada.

Amanhã será um dia melhor, tenho a certeza.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Do amor


Devo ser das poucas mulheres que ontem não receberam o mais pequeno presente, nem sequer uma flor. E não me importo nada, antes pelo contrário, porque gosto de presentes sem datas marcadas, quando menos estou a espera.
 
As celebrações da São Valentim foram óptimas e a três. O homem organizou um lanche ao ar livre e à noite cozinhámos juntos um jantar romântico que apreciamos juntamente com o nosso amorzinho. Isso sim, para mim, é que faz sentido. Se é o dia do amor, o amor é para ser celebrado pelo que ele vale e não por objectos.
 
Podem pensar que isso são argumentos de uma ressabiada que diz que gosta assim porque tem um homem que não lhe oferece nada. Mas não. Pode não oferecer nada nestas datas, mas mima-me à sua maneira tão especial. Quando faz noite chega sempre de manhã com um bolinho ou pão de deus quentinho para o meu pequeno-almoço. Agora que estou desempregada, chega à casa muitas vezes com uma revista, sem que lhe tivesse pedido nada, para me entreter.
 
São gestos pequenos e simples que mostram amor e carinho. E eu sou feliz assim. São estas pequenas coisas que nos fazem esquecer as menos boas e nos fazem seguir em frente.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Rubrica do maloman

Tenho um homem super atencioso, mas como diz a sabedoria popular, de boa vontade está o inferno cheio.

Ontem estava com uma crise de sinusite super aguda. Depois de dar banho ao pequeno, o marido oferece-se para acabar de tratar e vestir o bebé, para eu descansar. Mas, algo me fez voltar ao quarto e dou-me conta que o marido tinha acabado de passar creme de forma generosa na pele da cria. Só que em vez de creme aquilo era o gel de banho. Estava tão peganhento. Toca a voltar a dar banho ao pequeno e ainda consigo ter o dobro do trabalho.

E ainda acaba o dia a beijar-me o pescoço de forma carinhosa, dizendo:
«-Cheiras a bebé
- E isso é bom ou mau?
- Cheiras a baba»

Ainda me pergunto se me vendem o homem no olx...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Vivement la Saint Valentin

Nunca percebi muito bem porque é que se associa tanto o Dia dos Namorados a lingerie nova, como se só nesse dia é que as mulheres usassem uma lingerie bonita. E por certas conversas parece que é mesmo verdade.
 
Eu considero a lingerie tão ou mais importante que a roupa exterior (sendo que é ela que muitas vezes faz que uma peça de roupa nos caia bem). E depois para nós próprias é fundamental sentirmo-nos bem. Claro que há dias de básicos outros de lingerie mais sensuais, mas há um mínimo.
 
Em conversa com uma ex-colega de trabalho fiquei a olhar embasbacada para ela. É uma mulher com cerca de 30 anos, sempre bem vestida, maquilhada e com o penteado da moda. É casada e disse que dia 14 ia vestir algo mais elaborado já que passa o inverno a dormir com um macacão polar.

Se há mulheres que se queixam do desleixo dos homens, há mulheres que não percebem que há coisas que são verdadeiros corta amor (para não usar outro termo).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Desabafo

Ultimamente tenho pensado muito em algo que a minha mãe repetia vezes sem fim: «quando um homem se julga dona de uma mulher e começa a mandar nela, ou o casamento chegou ao fim ou a mulher passa a viver um inferno».
 
E eu não queria nem uma coisa nem outra. Mas desde que estou em casa desempregada, tenho notado algumas atitudes de que não gosto nada. Nunca ninguém mandou em mim. Sabe Deus o quanto o meu pai sofreu para me domar, e mesmo assim sempre fiz o que a minha cabeça me ditava. Sou um pouco selvagem. E se me mandam fazer isto podem estar certo que faço aquilo, mesmo se não era isto que queria fazer à partida.
 
Podem dizer que sou mimada ou teimosa. As pessoas podem sugerir as coisas. As pessoas podem apontar caminhos e opções. Mas não me podem dar ordens como se fossem um objecto ou uma criança. Isso nunca. Tons autoritários e arrogantes e a prepotência deixam-me de cabelos em pé.
 
Por isso depois de me controlar os movimentos e depois de me proibir comer o meu almoço de Domingo, disse basta. Mas será que as pessoas têm que ter um sentimento de posse tão grande a ponto de exigir que as suas companheiras façam o que elas querem? Conversamos, amuamos e agora vamos ver se seguimos em frente. Porque assim não. Nunca.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Raciocínio no masculino

 
Passo pelo quadrante da porta, e oiço: «és uma verdadeira gata», e fico estupefacta. Surgem-me na mente várias hipóteses:

1. O homem apanhou febre devido à chuva dos últimos dias
2. O homem está carente e esta é uma tentativa baixa de ter sexo
3. O homem foi visitado pelo espírito santo durante a noite e converteu-se num menino atencioso
 
Mas a explicação não tardou em chegar: «és uma verdadeiro gata. És independente como eles, precisas do teu espaço, não tens dono e se pensamos que te dominamos é mentira, quando queres é que vens pedir mimo, senão assanhas-te como eles.»
 
Fiquei a olhar para ele. Afinal ele está certo a 100%. Essa sou eu. Simplesmente eu. Uma gata.
 
P. S: será pura coincidência a minha sogra odeiar gatos?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Uma questão de intimidade

Sempre fui contra ter televisão no quarto. Mesmo quando estava confinada à cama 24horas por dia, não quis tv no quarto.
 
Porque para mim há um local e momento para tudo. E o quarto é sinónimo de descanso. E de convívio entre os membros do casal: seja para conversar antes de dormir no quentinho dos lençóis ou simplesmente para namorar! Para ver televisão temos a sala que é feita para o convívio do final do dia: ver tv, ir à net, conversar, brincar, jantar.
 
E quando comemos, a televisão nunca está ligada! Porque para mim as refeições são momentos importantes para uma família: é o momento de todos partilharem um pouco dos seus dias, de conversar, etc. E não como acontecia muitas vezes em casa dos meus pais/ sogros, quando uma pessoa queria falar, mandarem-nos calar porque queriam ouvir a novela ou o telejornal.

Há quem não perceba esta minha posição. Mas para mim não é questionável. Porque antes de tudo estão as pessoas.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Traumas no masculino


Os homens são conhecidos como sendo os seres mais fortes, em comparação às mulheres. E sempre os considerei muito mais racionais do que nós no que toca a certos assuntos. Nós mulheres deixamo-nos levar muitas vezes pelos sentimentos aquando da tomada de certas decisões: como casar, ter filhos, etc. No geral, os homens são mais ponderados.
 
Há quem me apelide de maluca, para para mim, teria já outro filho. É verdade. A gravidez foi difícil, mas parece tudo tão longíquo, que já não me lembro das dificuldades, nem das dores. Dores de pós-parto? Foram horríveis, mas com a distância parecem doces. E a sensação de estar grávida é tão boa. E ser mãe é tão maravilhoso, que teria a casa cheia de crianças, sem problemas.  E para ter outro filho, esqueço-me dos problemas associados.
 
Mas o homem tem os pés mais assentes na terra, e ainda bem. Ele pergunta-me «não te lembras das dores»?, com uma cara sofrida, como se as dores fossem dele. Eu é que aguentei tudo mas ele é que ficou traumatizado. E como não me convence assim, lembra-me as dificuldades económicas, e eu vejo-me forçada a acalmar a minha veia maternal...
 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

mesmo depois de tantos anos...

...ainda há coisas que me surpreendem. Em mais de 12 anos de namoro, e mais de 6 anos de vida em comum, juntos já passamos por doenças, pela morte da avó dele, por acidentes, pela expulsão de concursos profissionais, ele ser declarado deficiente pela GNR, a doença do meu pai, a morte do meu pai, a minha suposta infertilidade, o facto de qualquer dia me retirarem todo o sistema reprodutor, uma ameaça de aborto, uma gravidez de alto risco, o meu recente desemprego.
 
E nunca o vi verter uma lágrima. Nem uma. Pode não revelar falta de sensibilidade ou humanismo, mas simplesmente uma maneira diferente de sentir as coisas. Mas a mãe despediu-se porque o pai não gostava daquele trabalho e ele chorou. Quase como uma madalena. E eu fiquei perplexa quanto a aquela alma. Que Deus me permite que o meu filho me adore sempre, mas espero que ele nunca seja assim, com amarras emocionais muito pouco saudáveis.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Uma questão de sexo

Em pleno século XXI há coisas que ainda me ultrapassam. Graças a um livro erótico (As 50 sombras de Grey - que não li ainda mas tenciono ler) há mulheres que redescobriram a sua sexualidade. Acho que uma pessoa deve abrir horizontes e abrir a mente a novas experiências, claro. Seja no sexo ou noutras áreas da vida. Mas não me deixa de surpreender, como há mulheres da minha idade que em entrevista admitem que descobriram que podem admitir gostar disto ou daquilo ou que puxar os cabelos não quer dizer que gostemos menos do parceiro.

Como é possível mulheres da nossa idade ainda sofrerem preconceitos em relação ao sexo. Como é possível ainda haver mulheres com pudor e vergonha de admitir que gostam de certas práticas (e por vezes coisas "simples" como uma trinca ou um puxão de cabelo) porque têm medo de ser mal vistas pelo seu parceiro ou marido, até!

E depois foi preciso um livro destes quando hoje se tem acesso ao sexo em qualquer sítio, onde a pornografia/ erotismo está acessível a todos, em revista, na net, na televisão.

Estranho. E tenho pena de quem não consegue viver a sua sexualidade em pleno. Porque acredito que uma sexualidade feliz e completa tem um peso muito importante da nossa vida. Não só de casal, mas para nós enquanto mulher. Viver frustrada por causa do medo é irracional. Pode ser que agora algumas mulheres saibam que não é pecado fazer "sexo" em vez de amor, como algumas teimam em dividir.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Desabafo


O homem lá de casa está chateado. Quanto me irrita ele fazer asneira e depois ficar amuado, fazendo-se de vítima.

Está há uma semana em casa a gozar licença de paternidade. Está sempre a dizer que é muito cansativo, que mais valia estar a trabalhar. Cansado de fazer sopa e dar de comer ao pequeno?

Pois, estou aqui pelos cabelos porque não faz mais nada. Não arruma nada, tira os móveis do sítio para fazer ginástica e deixa-os fora do sítio e sou eu que os arrumos todos os dias à noite. Sou eu que faço jantar, faço almoços, dou banho ao pequeno, lhe dou o jantar, passo a ferro, faço o grosso das limpezas, me levanto de manhã a tratar do pequeno para ele dormir mais. Ontem nem foi capaz de passar duas peças de roupa do pequeno que não estavam secas no domingo e que eu não passei a ferro. Não pode ir às compras.E está sempre a queixar-se que está cansado. Quando dorme até às 11h todos os dias.

Ontem tive o azar de lhe dizer calmamente «não arrumastes nada» e foi como se o tivesse insultado. Porra. Mas a sala parecia um campo de batalha e nem a loiça tinha lavado. Só disse a verdade. Ontem estava cheia de dores e nem o jantar ele foi capaz de fazer. Nem quero imaginar quando estivermos os dois a trabalhar então aí vou transformar-me numa verdadeira escrava. E ao menino não se pode dizer nada que amua. Raiva!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Da vida a dois

Este fim-de-semana tive mais uma prova que as mulheres são mesmo um bichinho esquesito.
O pequeno estava a dormir e nós, no sofá, a discutir qual o filme que iríamos ver. E começamos com a conversa recorrente do «escolhe tu». E é uma das conversas que mais me irrita. E é se calhar das mais injustas.

Acredito que deve acontecer com mais casais. Quando queremos ir jantar fora ou ir ao cinema por exemplo, queremos sempre que seja o outro a escolher. Para lhe agradar. Se o pobre homem teimar em deixar-nos escolher, acusamo-lo logo de falta de personalidade. Dizemos-lhe que gostaríamos que ele fosse mais decidido, com opiniões mais vincadas. Porque «odeio que seja sempre eu a decidir tudo, porque afinal cai sempre tudo sobre os meus ombros, blablabla».

Mas se o pobre escolhe um filme (que normalmente mete armas ou piadas estúpidas), dizemos-lhe que é egoista, que só pensa nele e que não tem em atenção os nossos gostos e necessidades.

Quem é que nunca passou por isso? 

Pois é. Depois desta fase, também tivemos outra em que cada um escolhia o que pensava que o outro queria, e chegamos a estar os dois a ver um filme contrariados a pensar que o outro estava feliz. Cromos. Por isso agora é sinceridade acima de tudo e depois se houver vontades diferentes, conversamos e decidimos em conjunto.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Harcèlement

Estou a ser vítima de assédio. Por parte do meu próprio marido. É no que dá ver programas de homens na SIC Radical. E nem imaginam o que ele descobriu?
 
Dizem que, para um creme para as estrias ser bom, tem que ter colagénio. Por isso, sempre que compro um, procuro na etiqueta se tem.
 
O problema é que o meu marido descobriu de onde vem o colagénio da maioria dos cremes norte-americanos (e o meu é um deles!)... Não adevinham? Do prepúcio dos homens. Sim, leram bem. Nos EUA recuperam o prepúcio dos homens para produtos de coméstica porque tem concentrações elevadíssimas de colagénio. O prepúcio vale mais do que ouro! (homens deste país, se a crise apertar já sabem).
 
Pois e agora tenho que me aguentar com as piadinhas do homem cá de casa. E imaginam bem as propostas que me tem andado a fazer. Já que ele tem altos níveis de colagénio. Directamente do produtor, diz ele. Ninguém aguenta estes homens...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Almas gémeas

Qualquer mulher vive à procura da sua alma gémea. Há quem tenha a ideia que a alma gémea é uma alma idêntica, alguém que gosta das mesmas coisas, que tem os mesmos ideiais, etc.

Mas eu acho que uma alma gémea é alguém que nos complementa. E para nos complementar tem que ser diferente. No geral, tem que partilhar objectivos, maneiras de ser, etc. Mas é bom que esta pessoa tenha gostos diferentes. Numa relação duradoura, é bom poder aprender com o outro. Conhecer o mundo do outro e dar a conhecer a nossa realidade. Não é maravilhoso experimentar uma modalidade desportiva diferente que ele adora e nós, por exemplo, levá-lo ao teatro?

Se as duas pessoas tivessem os mesmos gostos e partilhassem as mesmas opiniões em tudo, eu acho que a longo prazo as pessoas se aborreceriam. Porque o que é bom na vida é fazer descobertas constantes. Há quem diga que não, que assim se vive uma plenitude sem altos e baixos. Devo ser eu que tenho a mania do dramatismo e não gosto de uma vida demasiada linear. Por isso, às vezes, depois de uma discussão, penso que afinal é bom sermos diferentes: para aprender, crescer e ver o outro lado da vida.

E para vocês o que é uma alma gémea?

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Desabafo

Sempre soube que um filho não salva casamento nenhum. Mas não tinha noção como pode abalar tanto os pilares de um relacionamento.
 
Considero ter um casamento sólido que já ultrapassou muitos problemas. Claro que temos os nossos altos e baixos, mas qual relação que não os tem? A criança foi muito desejada, tanto por um como pelo outro (sendo que ele desde sempre quis ser pai, coisa que não aconteceu comigo). E o dia do parto foi um abalo tremendo para nós.
 
É difícil lidar com as mudanças. E, por mais que um pai goste de um filho, parece-me que a mãe tem uma capacidade de abnegação única. Coloca o filho em primeiro lugar, frente ao seu próprio bem-estar. Tentei desde o início não pôr de lado o marido, porque tinha ouvido falar vezes de mais de homens que se sentem afastados aquando do nascimento dos filhos. Mas infelizmente ele é que se barricou numa posição com a qual é cada vez mais difícil lidar. Culpa-me quando o pequeno chora, fica chateado com o pequeno quando tem noites mais difíceis, e afins.

Há dias em que tenho dúvidas sobre o nosso futuro. Mas quero crer que tudo voltará ao normal com o tempo. Só que entretanto há mágoas que se criam, distanciamentos que se pronunciam, palavras que nunca deveriam ser ditas...

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Altos e baixos amorosos

"era a vida real e se não era tão curiosa ou apaixonada como fora outrora, era apenas por ser inevitável. Aos trinta e oito anos seria desapropriado, indigno, conduzir amizades ou amores com o ardor e a intensidade de alguém com vinte e dois. Apaixonar-se assim? Escrever poesia, chorar com canções pop? Arrastar pessoas para dentro de cabines de fotografia, passar um dia inteiro a fazer uma cassete de compilação, perguntar às pessoas se queriam ficar na nossa cama, só para fazer companhia? [...] Ridículo, aos trinta e oito anos, esperar que uma canção ou um livro ou um filme nos mudasse a vida. Não, tudo se nivelara e assentara e a vida era vivida sobre um pano de fundo geral de conforto, satisfação e familiaridade. Não haveria mais daqueles altos e baixos de arradar os nervos. Os amigos que tinham agora seriam os amigos que teriam dentro de cinco, dez, vinte anos. Não esperavam tornar-se dramaticamente ricos nem pobres; esperavam manter-se com saúde ainda durante muito tempo."                                 Um Dia |  David Nicholls


E eu pergunto-me: será que há várias maneiras de amar consoante a idade? Claramente que sim. Quem, como eu, está prestes a chegar aos trinta apercebe-se que a paixão dos vinte quase se perdeu. Deixamos de beijar a pessoa amada da mesma forma em público. É um amor mais recatado. Não significa que é menos forte. É apenas vivido de forma diferente. Não sei se as pessoas não seriam mais felizes se se soltassem mais, se vivessem sem pensar tanto no que os outros pensam. Mas a verdade é que de forma inconsciente as pessoas vão adequando-se à idade.

O conforto, a familaridade e a rotina passam a ser coisas boas, agradáveis. Um porto de abrigo. E imagino que quando chegar aos 60 anos esta sensação será ainda maior. Já não existem altos e baixos, aquelas preocupações diárias que vivem os apaixonados com 15/ 20anos. O pior é quando as pessoas procuram constantemente a sensação do amor adolescente numa relação madura. Ou então quando os parceiros se deixam comer pela rotina.

A vida é feita de equilíbrio e é na procura deste equilíbrio que reside o segredo da felicidade a dois...

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Uma questão de perspectiva

O pimpolho cala-se automaticamente quando, no meu colo, começo a cantar (e quando mais pimba for a música mais rápido se cala). Enquanto eu fico contente pelas minhas capacidades apaziguadoras o homem cá de casa diz-me confiante: «coitado, é inteligente. Mais rápido se cala ele, e mais rápido tu páras de cantar e o suplício acaba...» E eu que já estava a pensar tornar-me a nova Ruth Marlene...

* Eu não queria que isto se tornasse um baby blog, mas a minha vida agora resume-se a isto, por isso...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

21 é dia do amor. Do nosso amor

O que vi neste dia? Muita felicidade e amor. Estava radiante por oficializar o meu amor por aquele homem fantástico. Já lá vão 4 anos e apesar dos altos e baixos, valeu muito a pena. Foi um dos dias mais felizes da minha vida, mas o importante é que sou feliz nos restantes em que passo ao seu lado, longe da ribalta.

Já tinha partilhado convosco alguns pormenores e este ano decidi mostrar-vos o nosso carro nupcial. Sim, há quem opte por grandes carros. Nós escolhemos uma 4L. O marido adora este tipo de carros, por isso também ele tinha o direito de concretizar o seu sonho, e lá fomos nós naquela miniatura para a quinta. E não foi fácil entrar lá dentro com a armação do vestido.