terça-feira, 9 de abril de 2013

Dos macaquinhos amestrados

No livro que estou a ler, fala-se de macaquinhos amestrados. Quem são eles? Os nossos maridos (a maioria vá). E se olharmos à nossa volta encontramos alguns homens que se anularam com o casamento e que deixaram de fazer muitas das suas actividades preferidas para só fazer o que a mulher deles quer e gosta.
 
Quem de nós nunca disse ao seu companheiro "claro que não me importa que faças isto", mas pensando completamente o contrário. Depois recriminamos-o justamente por aquilo que nós próprias o incentivamos a fazer. É uma espécie de coerção emocional. Podemos não nos dar conta, mas a verdade é que caimos facilmente na tentação de moldar o nosso companheiro àquilo que nós gostaríamos que ele fosse.
 
E a deixa de "faz isto quando poderes (mudar a lâmpada fundida, baixar o estrado do berço, etc.)", mas com isso queremos dizer "já". E os homens são bichos que gostam de liberdade, por isso se não têm prazo, alongam-se no tempo. E depois algumas amuam e quando lhes perguntam o que têm só respondem "nada". Um "nada" que encerra mil e umas queixas.
 
Mas será que nunca ninguém pensou fazer uma investigação científica do verdadeiro alcance e significado da linguagem feminina?

8 comentários:

Lea disse...

Ola!

Revi-me em algumas das tuas palavras! A verdade é que tento ser o mais verdadeira possível quando lhe digo para sair com os seus amigos...mas por vezes é tão difícil!E eu até gosto dos momentos em que fico sozinha...
Ultimamente tenho tentado combater os amuos do "nada" e até tenho conseguido, explicando muito bem o que me magoa/chateia :)
Acho que estes esforços da minha parte só contribuem para que a relação seja melhor...

me disse...

Concordo parcialmente com a tua opinião. Eu qdo digo ao meu namorado e já vão 10 anos de namoro..."tás à vontade para isto ou aquilo" digo-o sinceramente,até pq n precisa da minha autorização mas apenas do meu conhecimento (como é natural)e se não vai mais com os amigos é pq n quer ou não pode..Sou da opinião que somos todos livres...e preciamos dessa liberdade para nos sentirmos bem connosco mesmos. Mas sei que há muitas mulheres/namoradas que elas precisam de dar autorização. Mas tb conheço o oposto "mulheres amestradas" e diga-se de passagem muitobem amestradas, pq so vestem aquilo que eles gostam, pq so estão com quem eles querem, pq fazem isto ou aquilo que eles querem que elas façam..por isso no fundo seriamos todos amestrados...Bjs Raquel

Jo disse...

É mesmo... ;)

Maria disse...

A nós mulheres...não é fácil entender...mas embora pareçam mais fáceis não me parece que os homens sejam assim tão amestraveis...à sua maneira vão levando a deles avante...muitas vezes!!!

Maria

Opinante disse...

Uma espécie de dicionário!

Dina disse...

Me: É bem verdade!

Maria: Sim, às vezes são mais "inteligentes" do que parece ;)

A Dieta e a Cidade disse...

Concordo em parte, porque acho que quando começamos uma relação com alguém é natural que tempo para outras coisas deixe de existir.

No entanto, nós também deixamos de fazer muito para podermos engiomar a roupa toda, planear as refeições, lavar a louça, etc. etc. etc. Se eles não podem sequer mudar uma lâmpada, não me parece muito lógico.

Se virmos os estádios de futebol, continuam a ser maioria homens. O que é que as mulheres fazem durante esse tempo? E não estou só a falar dos 90 minutos. Há que ir cedo para o estádio para guardar lugar e depois há que ir comer uma bifana para se cimentar o jogo.

Não falo por experiência própria pois o meu homem nem liga à bola, mas falo por experiência de amigas, familiares, que passam o domingo em casa nas lides domésticas enquanto os maridos vão para a bola.

Não temos que nos anular, mas também acho que não podemos ser assim tão benevolentes. Devia ser 50/50, mas ainda é muito 80/20, estou em crer.

Um beijinho.

Bárbara Marques disse...

Como nós mulheres somos difíceis. Às vezes penso que não devia dizer isto e aquilo porque o namorado vai dizer outra vez que não me percebe e então acabo por dizer "nada", mas isso só pior as coisas, porque enquanto depois não desabafar e contar tudo e mais alguma e "gritar" lhe mesmo o que quero dizer não ficamos bem, os problemas acumulam-se, as conversas ficam mais ríspidas e as coisas assim não podem correr bem.. Temos de pensar um bocadinho naquilo que também não gostávamos que eles nos fizessem... Quem gosta de ouvir "não foi nada" quando se vê perfeitamente que "foi tudo"? ninguém gosta...