sexta-feira, 21 de abril de 2017

Essenciais para ter sempre na despensa para uma alimentação saudável




Para comer de forma saudável é importante ter sempre alguns alimentos essenciais em casa, que nos permitem fazer refeições e snacks de forma rápida e simples. Há quem seja apologista de nunca ter em casa certos alimentos, como batatas fritas, gomas, etc., para não cair em tentação.

O fim-de-semana está à porta e a maioria vai fazer compras para encher a despensa e o frigorífico, pois isso pensei partilhar a lista de alimentos que nunca faltam cá em casa:

- Flocos de aveia e farinha de aveia. Dá para fazer panquecas, pão, papas, bolos. Costumo ter sempre várias variedades de farinhas (adoro farinha de centeio integral) para ir variando.

- Ovos: são a base de muitas receitas, desde omeletes (é raro fazer, mas é um SOS),  panquecas, bowlcake e bolos.

- Queijo fresco light e queijo quark 0%. São queijos com validade alargada e que podem ser consumidos de várias maneiras: com pão, com marinheiras (para a semana faço um post com ideias de snacks), com granola, com gelatina, etc.

- Atum em água: haverá algo mais prático do que abrir uma lata de atum e fazer uma salada?

- Courgette. É um legume que aguenta uns dias no frigorífico. Adoro courgette: salteada, no arroz, recheada, em esparguete, na sopa. Também tenho sempre cenouras e couve

- Chocolate negro 80%... Adoro para aqueles dias em que apetece um docinho com o café. E uso nos bolos, nas panquecas, derretido para substituir a nutella. 

- Arroz basmati (tem um índice glicémico mais baixo e cozinha-se muito rapidamente) e massa integral (há várias opções no mercado)

- Doce Dalfour (sem açúcar) e manteiga de amendoim da Prozis (à venda no Jumbo)

- Iogurtes magros/ gelatina (condi)/ leite magro Não sou grande consumidora de iogurtes, mas os homens lá de casa sim. Nunca faltam

- Sementes variadas (abóbora, chia, girassol, ...), frutos secos (os do Lidl), canela, mel, para ir colocando nos lanches, iogurtes, em topping de crepese e panquecas.

- No congelador, tenho sempre peito de frango, frango e pescada congelada. Dá para cozinhar de mil maneiras. Evito ao máximo comprar carnes e peixes processados (hambúrgueres, salsichas, douradinhos, etc.)

- Marinheiras de chia (as minhas preferidas) e bolachas de milho, para os lanches e para andar na mochila para o pequeno ao fim-de-semana. Sim, o meu filho raramente come bolachas "industriais"

- Leguminosas em lata. Eu sei que não é a melhor opção, mas há dias em que não há tempo para mais, e abrir uma lata de grão ou feijão é a única solução.

- Fruta: somos uns grandes consumidores de fruta. Há algumas que se aguentam melhor do que outras, mas não faltam laranjas, maçãs, pêras e bananas. Depois vamos comprando aos poucos, com os outros legumes e a alface para evitar estragar

A ideia-chave é apostar sempre em produtos "limpos"/ naturais, nos frescos, evitando os processados. E claro: ir variando e retirar prazer à mesa. 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sim, somos umas cabras



Esta campanha contra o bullying contra mulheres suscitou grandes polémicas aqui no escritório, onde na equipa directa somos todas mulheres. 

Temos de assumir: nós mulheres somo umas cabras umas para as outras. Estou a generalizar, é certo, mas olhemos à nossa volta e vamos perceber que somos nós mulheres que apontamos o dedo ao comportamento das outras. Não são os homens que criticam atitudes, opções de vestuários, etc. Somos nós que criticamos e que prejudicamos a emancipação das outras mulheres.

Porquê tantas críticas a grávidas que continuam a fazer exercício físico? Para mim, gravidez foi doença, mas se outras se sentem bem a fazer exercício, mesmo com uma barriga de 7 meses, porque hei-de criticar? Porquê insinuar que não deveriam ser mães, porque só pensam no culto do corpo, que ser mulher é ter marcas de estrias, peles descaídas? Porquê não aceitarmos que as outras podem ser felizes de outras formas? Que cada mulher é diferente e encontra o seu bem-estar de maneiras diferentes? Tal como não critico se outras mulheres acham que a gravidez é mesmo para a engorda e não se preocupam minimamente com os 30 quilos a mais.

Eu, por exemplo, nunca optaria por uma cesariana por opção, por vários motivos. Mas porque é que não poderá haver outras mulheres que agendem a sua cesariana, só porque não querem passar por um parto ou porque não querem "certas" marcas no corpo? São piores mães? Não!!

Amamentar é fantástico, cria uma relação especial com entre mãe e filho, é o melhor alimento, etc., mas porra, se uma mãe decidir que por uma questão meramente estética não o quer fazer, quem sou eu para criticar? Quem sou eu para decidir o estado das mamas dela?

Quem sou eu para apontar o dedo por alguém usar uma saia curta, um batom vermelho, optar por fazer férias sozinhas, ter uma relação aberta, decidir ser magra como a Carolina Patrocínio, assumir as suas formas sem complexos, etc.?

Temos de parar de julgar e atacar as outras mulheres. De fazer comentários que magoam, que rebaixem, que ferem a auto-estima, que aumentam a insegurança e a infelicidade...

Cada mulher é um pequeno grão de areia, mas juntas, somos a mais linda das praias. Somos fortes e seremos capaz de nos impor num mundo que continua a ser um mundo de homens. Juntas seremos mais corajosas para ser felizes, para nos assumir tal como somos. E se as mulheres forem felizes, o mundo também será mais feliz e pacífico. Somos nós mulheres os principais entraves à emancipação das outras, por isso, vamos parar um pouco e repensar o nosso modo de agir? 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Pão de banana, figos secos e nozes


Lá em casa tenho um grave problema com as bananas: ou não as deixam amadurecer e desaparecem, ou chegam àquele limite de tão maduras que já ninguém as come. Este domingo, tinha ali 3 bananas perdidas, e fui à procura de uma receita diferente para testar. A escolhida recaiu num pão de banana com figos secos e nozes. A combinação é muito saborosa. Os homens lá de casa adoraram. É uma boa opção para variar dos pães de banana com chocolate.  

Para este pão, precisam de:

  • 3 bananas médias
  • 2 ovos
  • 100 gr de queijo quark 0%
  • 100 gr de farinha (eu usei trigo integral)
  • Fermento qb
  • 1 colher de sobremesa de mel (eu pûs um pouco menos)
  • 5 figos secos
  • 30 gr de nozes + 5 nozes para decorar

Pré-aqueçam o forno a 180ºC. Esmaguem as bananas com um garfo. Num recipiente, bater os ovos, juntar o puré de banana e o queijo. Misturem bem. Acrescentem a farinha e o fermento e misturem bem. Cortem grosseiramente as nozes e os figos secos. Acrescentem à massa e misturem. Vertam a massa numa forma rectangular de silicone e coloquem por cima 5 nozes para decorar. Cozer até o palito estar seco (a receita falava em 45 minutos, mas o meu foi mais rápido). A fotografia é da receita original porque não me deram tempo de tirar foto. 


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Renovar o guarda-roupa dos mais novos


Este fim-de-semana fui conhecer a nova loja da Kiabi no Fórum Sintra. Quando era mais pequena, em França, era nas lojas desta marca que os meus pais me compravam a maioria da minha roupa. A verdade é que os miúdos crescem rápido e não tenho orçamento para vestir o mais pequeno em marcas mais caras. Neste momento, o Simão é um destruidor de calças: rapidamente ficam curtas de pernas ou então rasga as calças todas nos joelhos (brincadeiras de rapazes dá nisso). 

Gostei muito da Kiabi, embora tivesse à espera de uma loja de maiores dimensões. A roupa é gira e acessível. Tem cortes e modelos bem mais interessantes do que a Primark, e a relação qualidade-preço é muito interessante. E a arrumação da loja não é caótica como na Primark: está tudo bem organizado. Mães de meninas, tenho a dizer-vos que a secção de roupa de menina é apaixonante. Para mulheres, também achei alguns modelos giros e gostei de ver que a loja tem secção "tamanhos grandes" para mulheres e para homens. Podiam ter uma secção de acessórios com mais variedade. 

Acho que vale a pena ir à Kiabi. Comprei 2 pares de calças, 1 pólo e uns calções para o pequeno por 22€. O factor mais negativo é a localização, mas tenho esperança em abrem mais lojas em Lisboa. Podem ver a colecção aqui: http://www.kiabi.pt/ 





domingo, 16 de abril de 2017

Dos dias de Páscoa


Ao longo dos anos, a Páscoa foi perdendo significado para mim. Emigrada nesta grande cidade, quase me esqueço que a época pascal está à porta, ou não fosse eu bombardeada pelos supermercados com longos corredores com ovos de chocolate. Pareço uma velha a falar, mas a verdade é que a minha Páscoa está marcada por cheiros, sons e sabores que não consigo reencontrar nos recantos desta cidade.

Nem irei falar da Páscoa da minha infância, que tinha como momento máximo a procura de ovos pela casa, com um singelo cesto de vime no braço. A Páscoa cheira a fumo de chaminés nas aldeias. Tem uma ânsia generalizada de dar as boas-vindas à primavera, com a limpeza das casas e o refrescar das pinturas. Tem o amassar das massas dos folares, de forma vigorosa, à mão, na amassadeira de madeira. O cozer dos folares nos fornos à lenha. O encontro de pessoas à volta destas tradições, e da partilha de folares. Tem o som do sininho do padre pela aldeia para que todos possam receber Jesus em casa. É o calcorrear das ruas para as visitas à familiares. É o ir à missa, a visita de padrinhos e madrinhas. É o cheiro a cabrito assado na forma de barro no forno de lenha. É tudo o que fui perdendo e que sei que não voltarei a encontrar. A solução: criar novas tradições, mas há um fio que me prende a este passado, ainda muito recente, que me deixa sempre um pouco nostálgica.

Boa Páscoa!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

História da Menina Perdida | Elena Ferrante



E com este livro, acabo este quarteto de livros magníficos, sobre a Elena e a Lila. E ao finalizar este livro, não deixo de ter um sentimento de perda e luto. A história continua a desenrolar-se em Nápoles e apresenta-nos as mudanças sociais, políticas e económicas de Itália, através da vida e da amizade entre Elena e Lila, que ascenderam socialmente de forma totalmente diferentes.  O livro não aborda só grandes temas sociais, mas também questões da vida quotidiana das personagens como o amor, a desilusão, a repetição dos erros pelas gerações mais novas, a diferença entre pais e filhos ao longo dos anos, os problemas socioeconómicos dos desfavorecidos, a corrupção, a sexualidade, etc. 

Doce, nostálgico, imprevisível, é assim este fechar de uma série que me prendeu pela sua crueza, pela sua simplicidade e mestria, por conseguir pôr a nu muitos temas sensíveis. Admito que estava a espera de outro final mais conclusivo. Este tipo de livros não é consensual: ou se ama ou se detesta. O primeiro volume é o menos cativante dos quatro livros, por isso, mesmo de o primeiro vos deixe uma sensação agridoce, dêem pelo menos mais uma oportunidade à autora. 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Bolo simples sem açúcar e gordura adicionados


Estou constantemente a testar novas receitas para variar nos lanches, sobretudo quando são dias de treinos. Estes bolinhos (que pode ser feito em versão unidose, mas eu usei formas de mini-tartes - renderam estas 4) são a minha última experiência. São deliciosos, e não se nota a falta de qualquer tipo de açúcar. Gostei muito do resultado. São apelativos e acho mesmo que ficam lindamente na mesa de uma festa infantil, por exemplo. 

Para testar a receita, vão precisar de:
  • 1 ovo
  • 100 gr de leite (à escolha)
  • 80 gr de farinha (usei metade de trigo e metade de trigo integral)
  • 1/2 colher de café de essência de baunilha
  • Fermento qb
  • Maçã qb
Mais simples é impossível: é só bater tudo (ovo + leite+ essência de baunilha + farinhas + fermento). Misturei alguns cubos de maçã bem pequenos na massa. Coloquei em formas de silicone. Por cima decorei com fatias finas de maçãs, algumas nozes picadas e polvilhei com canela. Vai ao forno pré-aquecido a 200ºC até estarem cozidos. 

A receita original fala de duas variações: em vez da maçã/ canela/ nozes, sugere colocar frutos vermelhos e chocolate ou então apenas pepitas de chocolate. É uma receita que vou repetir com certeza!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O trilho da morte | Sara Blaedel


Depois de ficar presa às "As raparigas esquecidas", que tem um final que nos deixa completamente em suspenso, peguei logo n´"O trilho da Morte". Este livro fala-nos do desaparecimento de um adolescente numa floresta dinamarquesa, marcada por ritos e tradições pagãs. Mas rapidamente percebemos que vamos reencontrar muitas personagens do livro anterior e que a investigadora Louise Rick vai levar a cabo uma investigação muito pessoal...

Estou a gostar imenso desta trilogia e convém mesmo seguir a ordem dos livros para perceber bem os meandros das personagens. Este livro oferece umas boas horas de suspense: poucas porque não descansamos enquanto não chegamos ao fim do livro!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Segredos para uma vida saudável


Estava a folhear a Saber Viver deste mês, quando me deparei com um artigo sobre o livro "As novas regras da saúde" de Frank Lipman e Danielle Claro, e identifiquei-me porque aplico muito das regras deles. 

Para o Dr. Lipman a saúde tem de ser vista de uma forma abrangente, porque tudo o que fazemos reflecte-se no nosso bem-estar. No livro, apresenta 110 dicas de alimentação, de exercício, higiene pessoal, de decoração, etc. 

Em termos alimentares, o médico é apologista de que precisamos de comer o que é natural (de preferência biológico) e esquecer as calorias. O importante é prestar atenção à fonte das calorias e não ao número das mesmas (100 calorias de couve não podem ser comparadas a 100 calorias de uma bolacha industrial).

Partilho convosco os 10 passos pela saúde que a revista Saber Viver publicou e que podem ser inspiradores:

1. Comer vegetais em abundância (apostar nos vegetais de folhas verdes)
2. Exercitar o corpo todos os dias (qualquer actividade é bem-vinda) 
3.Comer alimentos completos, densos em nutrientes, proveniente da terra (ou seja, evitar processados)
4. Dormir o suficiente
5. Minimizar o stress
6- Suportar o seu microbioma
7. Manter-se afastada do açúcar (o amarelo  e o mascavado são tão prejudiciais como o branco)
8. Evitar as toxinas tanto físicas como emocionais
9. Fazer parte de uma comunidade afectuosa
10. Escolher gorduras boas e de qualidade (frutos secos, abacate, ovo, óleo de coco, peixes gordos, etc.)

Admito que fiquei curiosa com o livro.


terça-feira, 4 de abril de 2017

As raparigas esquecidas | Sara Blaedel


Li este livro em apenas 3 dias: e isso diz tudo certo? Um ritmo frenético, uma história bem construída, personagens ricas, traumáticas e obscuras, num cenário de floresta nórdica, com descrições bem "gráficas". Portanto, tem os ingredientes certos para nos prender do início ao fim. 

Sara Blaeder é apresentada como "A rainha dinamarquesa do Thriller" e este livro é realmente intenso e fascinante. A autora tem uma escrita fluída, com ritmo. O final deixou-me louca pelo próximo livro (que já o estou a devorar). 

Mas afinal qual é a história por detrás d´"As raparigas esquecidas"? Numa floresta da Dinamarca, é encontrado o corpo de uma mulher, sem registos, de quem ninguém comunicou o desaparecimento. Louise Rick, chefe do recém formado Departamento de Pessoas Desaparecidas depara-se com esta "raparigas esquecidas" proveniente de uma antiga instituição para doentes mentais (e o livro fala-nos um pouco das condições horrorosas que os doentes mentais viviam há algumas décadas atrás) e tem de aprender a lidar com o seu passado...

Mais uma vez, tenho apenas uma coisa a apontar: mas porque é que as editoras teimam em começar a publicar as séries no 7º volume? Porquê?? Percebe-se e acompanha-se bem a história, mas não tem qualquer lógica!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Parque Rural Tambor








Quem tem crianças pequenas está sempre à procura de novos planos para o fim-de-semana e para os períodos de férias. Este fim-de-semana foi rico em experiências: no sábado fomos ver o novo filme dos Smurfs (que adorámos! Eu porque me vi ali com 8 anos outra vez e o Simão que amou conhecer aquelas figurinhas azuis); e no domingo fomos conhecer o Parque Rural Tambor, em Aveiras de Cima.

Localizado a apenas 30 minutos de Lisboa, este Parque proporcionou-nos um dia muito divertido. O conceito é simples: imaginem um campo enorme (do tamanho de 4 campos de futebol), pelo qual estão espalhadas dezenas de jogos tradicionais, para que pais e filhos possa, juntos, divertir-se à grande. É o cenário ideal para esquecer tablets e pc. Os jogos são toscos, feitos com materiais reutilizados, mas proporcionam grandes momentos de diversão em família. Há corridas de sacos, mini golfe, tira ao arco, ordenha de vaca, corrida de ski, rally rural, trampolim, slide, gincana rural, entre muitas outras actividades.

Podem ainda fazer um passeio de tractor e visitar os animais da quinta. O Parque tem um espaço para churrasco e zona para pique-nique (foi o primeiro do ano, e soube muito bem). 

Foi um dia muito bem passado e muito agradável. O Simão só perguntava quando é que voltaríamos. 

É um local simples, genuíno, gerido por pessoas simpáticas. É um bom local para estar em contacto com a natureza, sentir a paz, fugir do rebuliço da cidade, gozar o ar livre, onde as crianças podem correr e brincar com qualidade com os pais. É só calçar umas sapatilhas e aproveitar o dia.

Comprámos os bilhetes na Odisseias (correu pessimamente já agora), mas os bilhetes custam 8 euros (adultos) e 6€ (crianças).  

Não ficámos lá, mas o Parque tem duas caravanas amorosas para quem quiser lá ficar hospedado. Vejam só: