sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Wonderland Lisboa




Ontem rumámos ao Wonderland Lisboa, uma feira de natal em pleno Parque Eduardo VII. Tenho de dar os parabéns às equipas de marketing (é organizado pela Media Capital e por isso foi muito bem noticiado). Por isso, estava à espera de bem mais. Quando me falam num evento no Parque Eduardo VII estava a imaginar algo da envergadura de uma Feira do Livro, mas não: só ocupa a parte mais baixa do Parque. O Mercado de Natal pareceu-me muito pouco interessante, porque estava à espera daqueles produtos que se encontram nos Mercados de Natal noutras cidades europeias. As atracções são gratuitas, por isso as filas são intermináveis!!!

O que podemos lá fazer:

- Entrar numa bola de natal gigante, onde fizemos mais de 40 minutos de fila para entrar durante pouquíssimos minutos num globo com esferovite (no chão, não pensem que o esferovite é bombeado de alguma forma). Nada de especial.

- Patinar numa pista de gelo (que não é gelo), e que fez as delícias do Simão. Foi a primeira vez que patinou por isso valeu a pena a espera. 

- Descer uma rampa de gelo, em que as crianças podem escorregar numa bóia, mas só são admitidas crianças a partir dos 6 anos. 

- Visitar a Casa do Pai Natal: uma casa tosca pré-fabricada de madeira que só vi ao longe porque já não aguentava fazer mais filas.

- Entrar numa roda gigante, que tem um custo de 2,50€ / pessoa / volta. De noite ilumina-se e fica muito giro. Tem uma vista fantástica para a Avenida da Liberdade e até ao topo do Parque Eduardo VII. É sempre uma experiência gira até porque não é todos os dias que montam uma roda gigante em Lisboa.

Se pretendem visitar a Wonderland Lisboa, aconselho a fazê-lo em dias de semana (para quem pode), e ir munido de uma dose extra de paciência e sapatos confortáveis para esperar muitas horas em longas filas....

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Flores caídas no Jardim do Mal / A Quinta Estação | Mons Kallentoft




E com estes dois livros acabo a série da detective Malin Fors. Não se pode considerar a melhor série policial de sempre, mas foi uma boa companhia, com uns livros melhores do que outros, e gostei de acompanhar o desenvolvimento das personagens ao longo dos 5 volumes da série (Sangue vermelho em campo de neve, Anjos perdidos em terra queimada, Segredo Oculto em águas turvas, Flores Caídas no Jardim do Mal e a Quinta Estação). Flores Caídas no Jardim do Mal fala-nos de um atentado numa praça pública na Suécia, dos preconceitos, do impacto no dia-a-dia da população atingida. No entanto, em vez de acabar em grande, o último livro - A Quinta Estação - deixou um pouco a desejar: com menos suspense e com um desfecho demasiado óbvio. Pelo menos assim não vai deixar saudades. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Bowlcake de Banana e chocolate



Já está tudo a pensar nas rabanadas, no bolo rei, nos Ferrero Rochers e outras tantas delícias do Natal, não está? Pois, aqui tentamos minimizar ao máximo o impacto calórico do Natal. Por exemplo, decidi que este ano só haverá Bolo Rainha no dia de natal (em anos anteriores, era presença assídua desde Novembro) e os chocolates também estão a ser racionados.

Seguindo a tendência de comer mais saudável e de variar ao pequeno-almoço, experimentei uma nova receita de Bowlcake. Adoro esta solução rápida, simples, deliciosa e muito saciante! Desta vez foi de banana e chocolate, e fiz assim:

- 1 banana
- 1 clara de ovo
- 40 gr de flocos de aveia
- 3 colheres de sopa de leite (de vaca ou vegetal)
- fermento q.b
- 10 gr de chocolate negro 70%

Numa taça de pequeno-almoço, esmagar a banana com um garfo. Juntar a clara de ovo e bater bem. Adicionar os flocos de aveia e o fermento e misturar. Adicionar o leite e misturar uma última vez.

A versão original da receita diz para colocar 1 minuto e 30 segundos no micro-ondas na potência máxima. Findo este tempo, retira-se e insere-se o chocolate no meio do bolo. Deve-se colocar de forma a não ficar visível mas evitando que toque no fundo da taça. Voltar a colocar 1min30 no micro-ondas. Desenformar e deixar arrefecer um pouco.

Eu preferi fazer pepitas com o chocolate e misturar tudo, e depois colocar 3 minutos no micro-ondsa em potência máxima. 

Podem decorar a gosto, com fruta, iogurte, queijo quark, frutos secos, sementes, manteiga de amendoim, etc.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Frankie Hot Dogs ... uma sugestão para o fim-de-semana




Não sou apreciadora de hot dogs: o último que devo ter comido remonta aos meus tempos de faculdade quando a fome apertava na Semana Académica e não havia mais opções nas redondezas. A verdade é que ouvia falar maravilhas do Frankie e só via  fotografias tão apelativas...

Claro que tinha de ir experimentar, certo?

Lá fomos nós e pedimos o Sweet Mango (maionese de ervas e alho, cogumelos salteados, cebola caramelizada, salsicha de Frankfurt, legumes salteados, molho de manga e cebolinho). Estava fenomenal! A fusão de sabores é óptima e nota-se que os ingredientes são de qualidade, tanto o pão como a salsicha. Há 10 variedades de cachorros, desde o vegetariano, um com onion rings, o caeser, o tuga com ovo estrelado, etc. Em cada um deles, podemos sempre escolher o tipo de salsicha preferido. 

Escolhemos umas batatas mais simples (cuidado o molho Tandoori Masala é altamente viciante) e umas com queijo cheddar derretido (boas demais). O menu infantil também esteve à altura: o hot dog tem o mesmo tamanho, mas tem menos ingredientes extra. 

O espaço também é muito agradável: com um terraço ao ar livre e outro com tecto retráctil. Os colaboradores são muito simpáticos. A relação qualidade-preço é muito boa: pagámos cerca de 18€ pelos 3 (com bebidas e 1 sobremesa). 

Mas não se assustem com as filas na rua. Parecem enormes mas é rápido.

Podem ver mais informações dos menus aqui

Morada:
Rua Doutor João Soares, 8 B, Campo Grande, Lisboa (pelos vistos, está prestes a abrir outro restaurante na zona do Saldanha)


terça-feira, 29 de novembro de 2016

As sombras da dúvida | Tom Rob Smith


Ando a mil. Na semana passada foram dois eventos. Ontem saí do trabalho às 22h00 e hoje repito a mesma dose. Por isso o tempo tem sido mais do que pouco para actualizar o blogue. O meu aniversário foi maravilhoso e muito animado: das melhores celebrações que tive até hoje. Mas prometo revelar mais pormenores em breve :) 

Hoje venho recomendar um excelente thriller de Tom Rob Smith: As Sombras da Dúvida. Imaginem receber um telefonema do vosso pai a anunciar que a vossa mãe está internada num hospital psiquiátrico. Logo de seguida, recebem um telefonema da vossa mãe a dizer "de certeza que o teu pai já falou contigo. Tudo o que esse homem te disse é mentira. Não estou louca. Não preciso de um médico. Preciso da polícia". E se o vosso pai afinal não é o que parece? E se estiver envolvido numa conspiração e em crimes muito graves?

Gostei muito da maneira como a história se desenvolve e como é contada a partir do relato da "mãe". Mantém o suspense. Faz-nos acreditar em algo que afinal pode não ser bem o que parece ser. O final tem algo de surpreendente. 

Li os três livros deste autor publicado em Portugal e gosto muito do género. Recomendo também
A Criança nº 44 e O discurso Secreto. 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Santuário | Andrew Michael Hurley


Este livro recebeu boas críticas e alguns prémios. Como estou numa fase de thrillers, foi uma escolha óbvia. Mas deixou-me um gosto agridoce. É um livro repleto de mistério, em que nada é dito, em que tudo é sub-entendido, em que tudo fica por esclarecer, com personagens complexas e algo sinistras. Não foi bom, não foi mau: foi estranho. Acho que é a melhor forma de definir este livro: "estranho". 

Sinopse:
"Dois irmãos. Um, mudo; o outro, o seu protetor. Todos os anos, a família visita o santuário que fica na desolada faixa de costa conhecida apenas como «Loney», desesperadamente à espera de uma cura. Durante as longas horas de espera, os rapazes são deixados sozinhos. E não conseguem resistir à passagem que se vislumbra a cada mudança da maré, à velha casa que se ergue ao longe… Muitos anos mais tarde, Hanny é um homem feito e já não precisa dos cuidados do irmão. Mas depois descobre-se o cadáver de uma criança, morta há muito. O Loney acaba sempre por dar à costa os seus segredos."

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Muffins de pêra e cacau. Mais uma receita fit para começar bem a semana



Domingo de chuva é propício a ligar o forno e cozinhar um bolo. Nesta fase só tenho feito bolos sem açúcar e gordura adicionada e ontem lembrei-me de experimentar uns muffins de pêra e cacau: afinal a aliança entre estes dois ingredientes sai sempre vencedora. Não esperem uma textura alta e fofa, porque têm pouca farinha. É uma textura mais húmida por causa da compota: mas é muito saborosa. O pequeno amou: diz que estes quequezinhos escurinhos foram os melhores que já fiz (pessoalmente gosto mais dos de banana e de maçã). 

Para 12 muffins, vão precisar de:
  • 2 pêras
  • 2 ovos
  • 200g de compota maçã/ pêra sem açúcar adicionado (tipo Blédina ou então sempre podem triturar 2 pêras)
  • 20gr de amêndoa em pó (moí na Bimby, com pele e tudo)
  • 80gr de farina integral (ou outra à escolha)
  • 15 gr de cacau em pó sem açúcar
  • Fermento q.b
  • Chocolate 70% para fazer pepitas (facultativo)
  • Algumas amêndoas laminadas


Pré-aquecer o forno a 180ºC. Descascar as pêras e cortar em cubos pequenos. Reservar.
Misturar os ovos e a compota. Adicionar os ingredientes secos (farinha, fermento, amêndoa em pó, cacau) e misturar. Adicionar as pêras cortadas (aqui também podem adicionar pepitas de chocolate 70% mas não acho que faça alguma diferença). Colocar a massa em formas de muffins e polvilhar com amêndoa laminada. Cozer 20 minutos. Deixar arrefecer, desenformar e provar!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Vernizes 14Ever Andreia



Ganhei num sorteio a base e o top coat da gama 14Ever da Andreia. Esta gama promete uma manicure, com efeito gel, que aguenta 14 dias em apenas 3 passos: uma camada base, o verniz e o top coat. Proporciona um efeito gel sem lâmpada, com remoção com removedor habitual. Não comprei o verniz de cor desta gama, mas experimentei com vernizes "normais" (da Catrice e da Andreia).

Os resultados?
As unhas aguentaram cerca de 5 dias sem qualquer lasca (e a vida normal de trabalho e casa), mantendo o brilho como no primeiro dia. E é aí que vi a principal diferença. Normalmente, mesmo com top coat, as unhas vão perdendo o brilho e ficando mais baças. Com esta gama a manicure fica mais bonita mais tempo. Gosto imenso do resultado. Mesmo em termo de textura, parece-se mais com o gel. Estou com vontade de comprar um verniz de cor da gama para ver até podem ir os resultados. E muito importante: seca muito rápido!

Preço:
Super Base e Super Shine: 5,99€ / cada
Verniz: 3,40€/ unidade

A Andreia lançou recentemente outra gama: o Hybrid Gel que promete uma manicure de longa duração, em apenas dois passos e também fiquei curiosa, até porque tem muito mais cores disponíveis que a 14Ever. 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

No dia em que o teu filho é quase mordido por um cão



Domingo à tarde, a aproveitar o sol de outono na esplanada num local familiar. O Simão a brincar pertinho de nós na areia com uns carros. Em alguns segundos um cão de médio porte, sem trela, cujos donos também estavam na esplanada, assusta-o. Ele, que tem medo de cães, levanta-se e instintivamente começa a correr para nós. O cão começa a correr a rosnar alto para ele. O pai levanta-se de um pulo agarra no Simão nos braços e dá um pontapé no cão para o afastar, já que este se lançou a ele também a rosnar, sem cima de duas patas. E em segundos quase se gerou uma pancadaria.

Os donos do cão não pediram uma única vez desculpa. Quase nos bateram e só diziam "qual é o mal se o cão mordesse o vosso filho, o meu cão tem seguro". Juro que me passei e ainda bem que Deus me fez pequenina. Adoro cães e animais, sou apologista que os animais têm direitos e devem ser respeitados. Mas há prioridades. E se um cão meu se virasse a uma criança, juro que me sentiria mal e pediria muito desculpa. Não percebo o carácter de certas pessoas. Depois de isso tudo, riram-se porque tinham trela, mas em cima da mesa. Não colocaram a trela ao cão depois do incidente. E ainda ameaçaram de morte o meu marido. Cada vez gosto mais de animais e menos de gente. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Vaticanum | José Rodrigues dos Santos


Ao ler este livro, só pensava repetidas vezes "mas como é que consegue liderar vendas em Portugal?". Como eu, deve haver milhares de pessoas que mantém a esperança de re-encontrar a mestria dos primeiros livros. Não haja dúvidas: José Rodrigues dos Santos tem livros fantásticos e outros péssimos. Li tudo o que ele publicou, e inicialmente apaixonei-me pelas histórias de Tomás Noronha. Mas a cada livro publicado a qualidade diminui. Parece-me que lhe falta sumo, matéria, criatividade. A minha sugestão seria deixar de escrever tantos livros por ano, e dedicar-se mais, publicar menos mas com mais qualidade (outra autora que sofre do mesmo é a Dorothy Koomson).

A leitura desde livro não avança, os diálogos são tão fracos, a matéria histórica é pobre (não me surpreendeu nem me trouxe um único dado novo). É mesmo muito mau. A história? O Estado Islâmico rapta o papa e ameaça decapitá-lo à meia-noite. E pronto Tomás Noronha vai salvar a situação com descobertas que toda a gente conhece e decifrando códigos que são do mais óbvio que há. 

Este tipo de livros é realmente uma ofensa aos leitores. Por favor, quando pensarem em ler ou em oferecer um livro este natal a um ente querido, dêem primeiro uma volta pela livraria. Há tantos bons livros. Se este não fosse assinado "José Rodrigues dos Santos" acredito que nunca chegaria a ser editado.