quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

No Canto mais Escuro | Elizabeth Haynes


Este livro é brutal! Deixa-nos os nervos em franja, sempre em suspense, a sentir um nervosismo latente, e é daqueles que nos fazem olhar por cima do ombro nas noites solidárias em casa. Gostei muito!

No canto mais escuro fala-nos de relacionamentos abusivos, de maus tratos e violência doméstica. A autora conta-nos a histórica de Catherine Bailey em dois períodos, alternando entre o passado (2003) e o presente (2007). Quase conseguimos sentir o medo dela e ficamos a conhecer as consequências que a violência física e psicológica pode ter numa pessoa. Mesmo as mulheres independentes e com uma grande auto-estima podem envolver-se em relações abusivas e doentias.

O livro começa com uma cena de um crime que nos deixa o estômago retorcido para prosseguir com relatos do dia-a-dia de uma mulher jovial. Admito que me senti um pouco enganada nas primeiras páginas, mas tudo faz sentido. É um trillher psicológico soberbo e arrepiante, com níveis de tensão dramática e de suspense muito elevados. Não o conseguimos largar. É um livro perturbador a não perder. 

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Baked Oats deliciosas



Nunca experimentei papas de aveia. Podem ser a 5ª Maravilha do Mundo, mas aquela textura não me captiva. Nunca fui fã de papas, nem sequer de Cerelac. Tinha curiosidade nas papas de aveia no forno, porque têm uma consistência mais parecida com bolo. Tenho inúmeras receitas guardadas mas a minha escolha recaiu numa receita partilha no instagram pela Ana Rita Rato. Fiz umas pequenas adaptações e digo-vos: são deliciosas! Ideal para o pequeno-almoço (fazendo de véspera) e para o lanche. Adorei!

Para fazerem esta delícia precisam de:

  • 2 chávenas de chá de flocos de aveia
  • 1 colher de sopa de canela
  • 2 chávenas de chá de leite magro ou de bebida vegetal à escolha
  • 2 ovos
  • 1 colher de sobremesa pequena de mel (a receita original fala em 2 colheres de  sopaa de Agave)
  • 1 banana grande madura às rodelas
  • Framboesas ou mirtilos a gosto. 
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Misture a aveia com o fermento e a canela. Num outro recipiente, misture o leite, os ovos e o mel. Junte tudo e misture bem. Coloque papel vegetal numa forma ou use uma forma de silicone. No fundo da forma, coloque meia banana cortada às rodelas e verta o preparado por cima. Por fim, coloque as framboesas e a restante banana às rodelas. A massa parece bastante líquida mas não se preocupam. Vai ao forno cerca de 30 a 35 minutos. Depois é só resistir à tentação enquanto arrefece. 


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Doença de Köhler


Na quinta-feira passada, o mais pequeno chegou a casa a dizer que lhe doía o pé esquerdo. Mas estava animado, não parou quieto, e o pé nem sequer estava inchado, por isso não me preocupei. Na sexta-feira de manhã, quando acordou, já não conseguiu pôr o pé no chão e andar.

Fomos às urgências onde lhe fizeram um RX e que revelou ser a Doença de Köhler... Só ouvimos o ortopedista dizer "o osso está a morrer" e caiu-nos tudo. Mas depois das explicações, ficamos um pouco mais tranquilos. A doença afecta crianças até aos 5 anos, principalmente rapazes. Um dos ossos do pé parte-se em fragmentos (sozinho) para poder cicatrizar e endurecer de novo para formar novamente um só osso. Lá em casa só atraímos coisas estranhas! Nunca tinha ouvido falar de tal doença.

Tem estado em descanso absoluto, o que se tem revelado uma epopeia para uma criança que não costuma ficar quieta. Vamos hoje fazer nova reavaliação e ver o que nos espera nos próximos dias. Estamos a cruzar os dedos. 



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Sushima - Uma boa sugestão de restaurante de Sushi em Lisboa






Agora que as Festas já passaram, já podemos pensar em sushi novamente? Fui conhecer o Sushima, um restaurante de sushi no Chiado. Fui lá almoçar com uma amiga, um pouco sem saber o que esperar. 

Quando entrei no restaurante, fui invadida pelo cheiro a peixe fresco: como se tivesse entrado num Mercado de peixe. Gostei muito da sensação de frescura que me transmitiu. Mal se entra, deparámo-nos com um espaço muito agradável e confortável. A decoração é minimalista mas os arcos e paredes de pedra à mostra de um lado e o papel de parede do outro tornam o restaurante bastante acolhedor. 

O Sushima tem um menu executivo por 9.90€ (que serviram na mesa ao lado e pareceu-me muito composto e agradável), mas optámos pelo menu completo de 15€ que inclui Kimuchi de Salmão (salmão aos cubos temperados), 2 variedades de Gunkans (ambos muito bons) e Hot rolls (não sou apreciadora), e uma variedade de sashimi e sushi à vontade do sushiman, com repetições incluídas. 

Sou sincera: visualmente o prato de sushi não nos deixa de pouca aberta: as peças parecem simples. Mas foi mesmo uma agradável surpresa. Peças muito bem confeccionadas, com pouco arroz, com combinações bem equilibradas, com peças originais, sem artefactos, nem molhos/queijo em excesso. Tudo deixa brilhar a frescura do peixe. Gostei muito! Claro que o salmão está presente na grande maioria das peças, mas para mim não é problema porque é o que mais aprecio.

Francamente acho uma muito boa opção. O menu que experimentei também está disponível ao fim-de-semana. Pelo menos durante a semana, o restaurante encheu, por isso deve ser preferível fazer reserva.

Não sei como foi possível mas não tirei fotos, por isso fui buscar algumas à Zomato.

Sushima
Rua da Horta Seca, 42, Chiado, Lisboa

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Uma coluna de Fogo | Ken Follett


Ken Follett não precisa de apresentações. Li os livros todos dele publicados em Portugal. E tanto nos thrillers/ policiais como nos romances históricos, ele é um mestre (ok, há ali uns dois ou três livros que não são tão bons). Há alguns anos fiquei encantada com os Pilares da Terra e o Mundo sem Fim, pelo que não poderia perder o regresso aos palcos de Kingsbridge. E não poderia ter começado melhor o ano!

Em 1558, Ned Willard regressa a Kingsbridge e depara-se com o cenário de ódio entre religiões, que divide os católicos e os protestantes. O livro retrata de forma magistral questões históricas, como a subida ao trono de Isabel Tudor e os planos de conspiração contra ela, as perseguições religiosas, e o amor entre o protestante Ned e Margery Fitzgerald, católica fervorosa. Uma Coluna de Fogo mostra-nos a dedicação de homens e mulheres à luta pela liberdade de cada um poder rezar a Deus como bem quiser. 

O livro fala-nos de tolerância, de extremismo, traição, de serviços secretos, de amor,... Faz-nos pensar muito sobre a religião cristã, e lembra-nos que não é nenhum exemplo de paz e tolerância (e muitas vezes, muita gente se esquece do nosso passado quando aponta o dedo a outras religiões). 

Este é um romance histórico excepcional, que retrata a sua época com crueza e brilhantismo. São quase 800 páginas, mas ficamos presos até ao fim. É uma grande obra a não perder!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Panquecas de trigo sarraceno


Já há muito que ouvia falar dos benefícios do trigo sarraceno. Isento de gluten, é rico em aminoácidos, ferro e magnésio. Trata-se de uma variedade de trigo ancestral, que não sofreu tantas alterações como o trio "normal". Sentia muito curiosidade, mas o preço é bastante elevado. Mas esteve recentemente em promoção no Jumbo e comprei farinha para experimentar. Testei em panquecas e gostei muito do resultado. Ficam um pouco mais altas e fofas que as de aveia e são muito saborosas.

1 clara de ovo
100 ml de leite
70 gr de farinha de trigo sarraceno
Fermento q.b
Umas gotas de essência de baunilha

É só misturar a clara com o leite, adicionar algumas gotas de essência de baunilha a gosto, juntar a farinha com o fermento até obter uma massa homogénea. Fazer panquecas numa frigideira anti-aderente. Juntar os toppings que mais gostarem e deliciarem-se.

Boa semana!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Aproveitar os saldos


Não sou grande adepta dos saldos, até porque a confusão generalizada costuma-me tirar qualquer vontade de comprar roupa. Tenho noção que perco muitas oportunidades, e tento todos os anos, mas desisto sempre. 

A única coisa em que invisto verdadeiramente nesta fase é na lingerie. Estamos sempre a precisar de renovar a roupa interior e por isso, todos os anos, é nesta altura do ano que compro a grande maioria da minha roupa interior. Os modelos não passam de moda e conseguimos poupar muito dinheiro. E parece que este fim-de-semana vai estar mau tempo, por isso... 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Começar o ano em grande


Ano novo, vida nova... mas problemas antigos. Com o novo ano, chega sempre a sensação de um novo ciclo, de novas oportunidades. Muita gente aproveita para planear mudanças na sua vida e faz várias resoluções para o ano que se inicia. Mas o mais importante é ser sensato e fazer planos plausíveis, senão vamos sentir-nos frustrados e isso é contraproducente. Ficam aqui algumas pequenas mudanças que se podem implementar neste início de 2018...

1. Planear mudanças realizáveis. Não vale a pena decidir ir ao ginásio todos os dias se sabemos que só vamos conseguir ir algumas vezes por semana. Mais vale colocar-nos metas mais sensatas, e depois superá-las. Nada de dietas super restritivas que não vão chegar ao final desta semana. 

2. Livrar-se do supérfluo. Ao longo do tempo, vamos acumulando objectos que já não usamos e que só ocupam espaço. Porque não aproveitar o início do ano para limpar armários e separar roupa que já não vestimos há anos (mas que continuam ali porque nunca se sabe se um dia o voltaremos a vestir...), e brinquedos que as crianças já não usam, principalmente agora que receberam novos no Natal? Até podemos doar o que ainda estiver em bom estado a amigos ou associações de solidariedade social. 

3. Limpar redes sociais de conhecidos e amigos com quem não temos assim tanta ligação e que têm uma aura negra. Por vezes precisamos de afastar algumas pessoas...

4. Renovar produtos de cosmética. A maquilhagem e os cremes também têm validade. Muitas vezes vamos comprando produtos que depois nem usamos e vamos acumulando imensa coisa e afinal usamos sempre os mesmos poucos produtos. Toca a fazer a separação daquilo que realmente usamos. 

5. Renovar a nossa casa. Em breve vamos arrumar a decoração de natal, o que pode ser uma óptima oportunidade para renovar o interior da nossa casa. Podemos não mudar móveis ou pintar paredes, mas há pequenas mudanças que fazem toda a diferença: trocar almofadas, colocar uns quadros novos ou pequenos objectos de decoração novos, etc. É importante sentirmos-nos bem em casa.

6. Ser mais flexível. Com os outros, mas principalmente connosco mesmo. Ninguém é perfeito e a procura da perfeição só traz frustração. Sim, temos defeitos, uns quilos a mais, celulite, falhamos por vezes... é normal. E aprender a lidar com a imperfeição faz de nós pessoas bem mais felizes. 

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Em 2018...



... Quero ir a Budapeste e Praga (viagens marcadas por isso é só torcer os dedinhos para que não haja contratempos de última hora).
... Preparar tudo para a entrada do Simão na escola (choradeira garantida)
... Conviver muito com os amigos
... Investir no casamento (vamos celebrar 10 anos! 10 anos! Como é que o tempo passa tão rápido?)
... Cuidar mais da minha pele (afinal caminho para os 40...)
... Dar o salto e começar a sério a trabalhar em 2 projectos pessoais que me são caros
... Na loucura ir celebrar o meu aniversário em Paris ou o Natal a Toulouse
... Descansar e aprender a stressar menos com as obrigações do dia-a-dia
... Passear e descobrir novos lugares, e voltar a sítios onde fui feliz
... Simplesmente tentar ser feliz todos os dias

domingo, 31 de dezembro de 2017

Feliz Ano de 2018!!


Desejo-vos a todos um Feliz Ano de 2018, com muita saúde, amor, paz e alegria. Que concretizem todos os vossos sonhos. Nunca deixem de ter esperança e nunca baixem os braços. Somos donos dos nossos destinos.

Mas pelo sim, pelo não, toca a ir preparar a cueca azul, as passas, e outros artefactos para entrar em grande no novo ano!

Bom Ano!!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Lobo Solitário | Jodi Picoult


Este foi o último livro do ano. Admito que li poucos livros da autora, mas gosto do estilo, pois consegue fazer-nos pensar sobre temas sensíveis. Neste caso a questão de desligar o suporte básico de vida em casos de diagnóstico de perda de consciência irreversível. 

Em Lobo Solitário, Luke Warren passou a vida a estudar os lobos, passando grande parte do tempo a viver com alcateias. A mulher Georgie deixou-o e o filho Edward fugiu deixando para trás uma relação destrutiva com o pai. Até que este recebe um telefonema: Luke ficou gravemente ferido num acidente de viação com a sua irmã Cara... Quem deve decidir o destino de uma pessoa que amamos? Queremos mantê-la viva ou deixá-la partir, mas qual seria a vontade dela?

São temas controversos e a autora tem o poder de nos fazer ver os dois lados da moeda, em que todos os argumentos estão certos. Esta deve ser uma das decisões mais difíceis de tomar e espero nunca ser confrontada com uma situação destas. 

Gostei muito de aprender mais sobre os lobos e a maneira como vivem em grupo, que pode até nem diferir muito do modo como as famílias se organizem. 

Gostei muito deste livro e espero ler mais alguns da autora, porque acho sinceramente que dentro deste estilo ela é uma das melhores.