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terça-feira, 4 de junho de 2013

Ausência por motivos de amor maior

O ritmo deste blogue é directamente desproporcional ao ritmo da minha vida.... Mas vejo aqui tantos novos seguidores! E tenho tanta saudades dos antigos! mesmo!

Mas passei a viver a uma velocidade ultra-sónica. De manhã, alvorada antes das sete para ter tempo de gozar o pequeno, creche, trabalho até às 18h30, trânsito (estou cada vez com mais saudades de cidades do Interior) e depois é chegar a casa, dar banho, dar jantar, fazer jantar, arrumar tudo, preparar tudo para o dia seguinte, brincar e ir deitar. Claro que não tenho tempo de ligar o computador porque quero gozar ao máximo o meu bebé, que já está um homenzinho. 

Estamos a preparar os festejos do seu primeiro aniversário! E na semana seguinte a festa do papá que no ano passado não teve oportunidade de festejar em grande os 30, pois estava a cuidar de uma mãe pós-cesariana e de um bebé chorão cheio de fome. Estou assim para o super feliz e nostálgica. Não há nada melhor do que os ver crescer mas é incrível olhar para ele e imaginá-lo recém-nascido.

O mais complicado tem sido mesmo gerir o stress do papá que passa agora mais tempo em casa. Tem ajudado imenso. O problema é que nunca consegue ter a casa arrumada e limpa como ele gosta (brinquedos espalhados, marcas de mãozinhas por todo o lado) e depois fica em stress. Um homem à beira de um ataque de nervos, literalmente.

Prometo que vou tentar vir mais vezes por cá a partir de agora. Mas pronto, já sabem: a minha ausência é por um bom motivo: amor e mimos em dose industrial!!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Então é assim

 
As últimas semanas foram de loucos: encontrar uma creche, fazer a inscrição, preparar tudo, tratar das burocracias, etc. E claro aproveitar ao máximo os últimos dias da minha "licença de maternidade" alargada.
 
Comecei a trabalhar na segunda e por enquanto está a correr bem. Estou na fase de adaptação e pelos vistos vou mudar de clientes, secretária e chefa, agora que me estava a habituar. Não tenho tempo para nada e esta semana é mais light porque o pai está em casa. Para a semana começa a rotina a séria, que certamente me vai tirar do sério.
 
Estou feliz, mas cansada. O pequeno começou a dar péssimas noites logo agora. Mas tudo se vai fazendo. E agora vou brincar ali com o meu menino lindo.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

E pronto...

 
Fiquei com o emprego, numa das maiores agências de comunicação do país. Estou cagada, com medo de não ser capaz. É um grande desafio. E conhecer mais gente nova.
 
E claro só me apetece chorar por deixar o pequeno. Há meses que vivo 24horas por dia com ele. Custa-me tanto pensar que vou perder tanto do seu crescimento. Mas também sei que tinha de ser. Mas o coração de mãe nem sempre é racional...

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Por aqui...

Ando distante do blogue. Este não me tem dado tanto prazer. É uma fase, com certeza. Tenho tido dias super preenchidos: muitos passeios e brincadeiras com o pequeno. E ele é tão "exigente" que me ocupa o tempo todo e nem me pode ver de computador ligado. Tenho tido outras prioridades. Ando um pouco ansiosa com o resultado de uma entrevista e as mudanças no dia-a-dia que podem daí advir. E sinto-me extremamente cansada. Por isso quando chega a noite e ele finalmente dorme, só me quero enroscar no sofá e descansar...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O meu Segredo


Há quem procura forças e esperança em livros de auto-ajuda (não critico, mas francamente nunca achei grande piada a este tipo de livros), há quem recorra à religião, ...
 
Nesta fase difícil em termos económicos e profissionais, olho para esta foto que sempre admirei e adoro. Desde criança olhava para esta foto com grande fascínio. Não consigo explicar a atracção, mas ainda hoje me dá força. Aqui está o meu pai e dois irmãos acabados de chegar às barracas de Saint-Denis onde iriam iniciar uma nova vida. O seu olhar transmite-me força, esperança, alegria. Olho para ele, e sei que não vou desistir. Que a vida me vai reservar muitas surpresas e que não posso baixar os braços, por mais dificuldades que se apresentam. Afinal aquele sangue corajoso corre-me nas veias.
 
Olho para esta foto e sigo em frente. Afinal aquele homem de 23 anos atravessou meia europa a pé, foi para um país do qual não conhecia nada e teve sucesso. Por isso, eu também vou ter.

sexta-feira, 29 de março de 2013

C´est ma vie III


Em Março...

O S. dá papinhas à boca, já faz xau e choca com a mão. Descobre a senhora pilinha e já dá passos pela mão. Mas continua sem se levantar nem sentar sozinho. Prefere chamar pela escrava pessoal. Eu, enquanto, desmoralizei e fui-me abaixo. Há dias em que me senti um trapo inútil, que ninguém quer. Muitos anúncios para estágios não remunerados e para cargos para os quais tenho ou demasiada experiência ou demasiada idade. Quase queimei a minha roupa de inverno como protesto contra a chuva constante. Os passeios foram poucos. Começei a treinar em casa todos os dias. Mas só durou uma semana. Festejamos a primeira Dia do Pai. Estamos finalmente mais próximos e apaixonados. Tive uma ideia maluca de negócio. Comi imensos doces. Tive a visita da minha mãe. Comecei uma luta com a Segurança Social, pois parece que lhes devo dinheiro.
 
Ou seja, Março fui um mês assim assim. Estamos a espera do bom tempo. Preciso do sol para alegrar a minha alma. Parece que tudo é mais fácil com o sol a brilhar no céu.

terça-feira, 19 de março de 2013

Do dia de hoje

Como podem imaginar este dia tem sempre um sabor agridoce. Claro que sinto sempre um aperto porque sinto muitas saudades do meu pai. Mas o meu presente para ele hoje foi olhar para o céu e sorrir para ele, lembrar-me com amor dos nossos momentos e ser feliz junto dos outros dois homens da minha vida.
 
Sim, porque este é o primeiro dia do pai do L. por isso é muito especial. Nada de comercial, porque acho que estes dias são lindos mas na sua vertente emocional e simbólica. Por isso preparamos uns mimos ao papá (lanche especial quando chegar do trabalho, uma dedicatória e um quadro de lembrança - eu não tenho jeito para trabalhos manuais tá?!).
 
Porque ele é um verdadeiro super pai. Adoro vê-lo a brincar no tapete da sala. E ele na sua infinita paciência a ensinar-lhe mil e umas brincadeiras. O meu pai tinha uma piada especial para o genro: perguntava-lhe mil vezes pela sua pistola (duplo sentido devido à profissão). E sei que hoje teria muito orgulho no resultado e nos pais que nos estamos a tornar.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Marcas de amor

Sou uma pessoa exigente comigo mesma. E odeio falhar. Durante a gravidez e pós-parto portei-me lindamente e não fiquei com marca nenhuma.

Ultimamente desleixei-me na aplicação de creme e tenho bebido pouquíssima água. E pronto, as marcas na pele apareceram logo. Tenho umas marcas estranhas na barriga e estou em sofrimento para perceber se são estrias ou não. Sim, adoro o meu bebé, mas também amo o meu corpo e se depois da gravidez teria ficado com algumas barrigas que se vêem por aí teria ficado louca. Mesmo (e não me venham com sermões que devia ter orgulho das marcas da gravidez porque adoro o meu filho, não me arrependo de nada, mas sou mulher e gosto de gostar do meu corpo).

A minha barriga não é bem a mesma. Não está flácida mas nota-se mais saída. (Pelos visto sou a única a ver qualquer coisa diferente) A ver se começo a fazer abdominais. O pior foram as mamas que perderam tamanho e que ficaram mais sumida e a pele menos lisa. Gostava de ser operada, mas tenho tanto medo a operações. E depois são as cicatrizes que não iria gostar nada. O marido diz que não se vêem nem com biquini mas não me preocupa o olhar dos outros, mas sim quando EU me olho ao espelho. Ele responde que tenho outra cicatriz mais abaixo, mas esta é uma marca de amor, e também não tive grande escolha. Ele responde, e bem, que aquelas também seriam marcas de amor: amor por mim mesma.
 
Mas sou uma medricas e por isso tenho que habituar-me a gostar do meu novo eu (os estragos não são assim tão grandes, mas os suficientes para me deixarem a moer). Mas agora com o Verão a aproximar-se acho que muita roupa vai ser renegada para sempre.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O lado bom da solidão

 
Vejo muitas mulheres que odeiam viver sozinhas. Há quem não gosta da sensação de casa vazia quando chega a casa. Mas eu aprendi a gostar da solidão.
 
Aquela serenidade em casa. O silêncio pode ser tão retemperador. Claro que agora com uma criança em casa é difícil. Mas aqueles momentos em que o homem está a trabalhar e o pequeno já dorme, são momentos de ouro. Antes detestava comer sozinha. Hoje aprendi a gostar de cozinhar só para mim. E até abrir uma garrafa de vinho só para mim. Gosto de ir para uma esplanada sozinha tendo por companhia os meus pensamentos, um livro, um jornal. Não sou uma alma solitária porque adoro estar rodeiada por amigos e família, organizar grandes jantaradas, etc. Mas preciso de momentos a sós para me re-equilibrar. Penso que a ausência do marido muitas noites é o grande sucesso do nosso casamento.

Aprendi simplesmente a me valer só de mim para ser feliz. A aproveitar os meus momentos. A entregar-me unicamente a mim. A aproveitar-me de mim. A gozar o meu melhor. A fazer o que bem me apetece. A ser feliz comigo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

C´est ma vie

Em Janeiro...

Comi o melhor tronco da minha vida. Aproveitei os maravilhosos dias de inverno com sol para passear ao ar livre. O S. deu a primeira queda. Comeu papel higiénico. Provou desconfiado a sua primeira Maria. Deliciou-se com o primeiro iogurte.
 
Iniciei o ano a inscrever-me no Centro de Emprego. Dei muitos beijos nas bochechas. O meu pai faria anos. Fiquei farta de ver anúncios de emprego para estágios curriculares ou com salários abaixo do salário mínimo. O S. bateu palminhas pela primeira vez. E começou a abrir gavetas. Convidámos o padrinho do S. Cá em casa tivemos uma conversa há muito esperada. Deprimi com os dias de chuva, mas melhorei com o sorriso do pequeno. Comecei a tricotar. Andei mais a pé. Diminui o desperdício alimentar. O pequeno aprendeu a berrar de felicidade. E eu tive imensos ataques de riso. Aprendi a fazer um fantástico eye cat e adoro.

Janeiro foi assim um bom mês.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Tiram-me do sério

Gostava que as pessoas compreendessem finalmente que há quem faça dieta por outros motivos além de perder peso.
 
Odeio os comentariozinhos mesquinhos quando digo que não como isto ou aquilo. Não o faço porque respeito a minha saúde acima de tudo (e mais ainda com um filho). Evito comer porcarias com imensa gordura porque vi o meu pai sofrer com doenças cardíacas, porque o meu irmão faleceu aos 29 anos com uma veia que rebentou e porque eu tenho colesterol genético super elevado. Por isso quero cuidar de mim. E quando digo que prefiro uma salada do que um Big Mac, oiço logo «xiii com 50 quilos e ainda queres emagrecer? Nao és anorética, não?».
 
Acho que conseguem ver fumo a sair-me das orelhas. Fazer dieta significa viver de uma maneira saudável. Porque há quem preza a sua saúde e gostaria de chegar aos 60 anos sem enfartes do miocárdio. Só isso.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Raciocínio no masculino

 
Passo pelo quadrante da porta, e oiço: «és uma verdadeira gata», e fico estupefacta. Surgem-me na mente várias hipóteses:

1. O homem apanhou febre devido à chuva dos últimos dias
2. O homem está carente e esta é uma tentativa baixa de ter sexo
3. O homem foi visitado pelo espírito santo durante a noite e converteu-se num menino atencioso
 
Mas a explicação não tardou em chegar: «és uma verdadeiro gata. És independente como eles, precisas do teu espaço, não tens dono e se pensamos que te dominamos é mentira, quando queres é que vens pedir mimo, senão assanhas-te como eles.»
 
Fiquei a olhar para ele. Afinal ele está certo a 100%. Essa sou eu. Simplesmente eu. Uma gata.
 
P. S: será pura coincidência a minha sogra odeiar gatos?

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O poder do cheiro

Sempre fui uma mulher de cheiros. Associo os cheiros à momentos, pessoas, lugares. Fazem-me reviver a vida.
 
E adoro voltar a casa dos meus pais, ir à casa-de-banho, ir à prateleira onde está o estojo da barba do meu pai. Pego no after shave dele, fecho os olhos e aspiro aquele aroma. Pode ser estranho, mas consigo vê-lo ali como ele era, sorridente. Consigo sentir a sua pele suave. O seu toque. O seu cheiro. Naqueles segundos, ele está ali junto de mim. Uma lágrima solitária corre sempre. Mas naquele momento sinto-me completa, serena e feliz.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

De regresso

Cá estamos de volta à grande cidade. O Natal correu muito bem. Melhor do que esperava, para ser sincera. A minha mãe parecia outra, e estava muito mais "calma". Acredito que se arrependeu e mudou de atitude. Senão, foram dias de imensa comida: cozido à portuguesa, alheiras, fumeiro, chocolates, bolos, fritos, enfim só coisinhas boas para o meu colesterol. Afinal há que alimentar um amigo tão fiel. Esteve frio, matei saudades da lareira. Muito carinho. Muitos momentos felizes em família. E agora estamos de volta à rotina. E gosto disto.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Pois é

O Natal este ano não é nada do que tinha planeado. Era para ser cá em casa, mas afinal a minha mãe e os meus sogros já não podem vir (a minha mãe para que a minha irmã não fique chateada e os meus sogros porque sim). E estava decidida a passar as festas aqui na mesma. Mas o marido faz birras como um bebé. Não dá jeito nenhum entre o dinheiro que se gasta em gasolina/portagens, entre o frio horrendo que se vai lá passar com um bebé pequeno, fazer malas com tudo o que é preciso para o pequeno, enfim.
 
Mas sou um coração mole e lá vamos nós. Porque afinal Natal é para ser passado entre os nossos.
 
Entretanto pode ser o fim do mundo por isso queria dizer-vos que adorei conhecer-vos, que tenho uma grande amizade por todas, e que pode ser que nos encontremos no além (só com quem vai parar ao inferno, porque eu dou-me melhor com o calorzinho).

Um beijo grande e um até já!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Houston, sem nada a declarar

A minha vida não tem factos relevantes para serem aqui contados. Além do dia-a-dia de uma dona de casa com uma cria de seis meses, tenho respondido a alguns anúncios. Já fiz contas com o meu ex-patrão. As coisas foram duras, ouvi coisas inacreditáveis, e ainda tive que abdicar de certos direitos. Mas acho que mais vale assim para não ter que enfrentar um processo longo em Tribunal. Enfim, sinto-me mais calma, porque finalmente encerrei este capítulo.
 
A novidade é que dei o primeiro passo num possível negócio. Não acredito que possa ficar rica com ele, nem tão pouco viver exclusivamente disto, mas estou super entusiasmada. Estou a espera do contacto. E eu que sou super impaciente, a demora está a deixar-me louca. Para mim, pensava nas coisas e começava logo a tratar delas. Mas o mundo empresarial é tão lento... Tenho que aprender a ter calma. Torçam por mim, ok?

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

It´s a new day

Hoje é o primeiro dia em casa. Não voltarei mais àquele escritório, a não ser para fazer contas. Mais triste do que perder o emprego, são atitudes de má-fé, de falta de princípios. Sabia que este homem não era de confiança. Mas dizer e fazer certas coisas só porque peço o que é meu de direito é demais. Se continuar assim acabaremos no Tribunal. E sei que se fui despedida foi porque tenho um filho e ele sempre foi contra mães que gozam dias de licença e dias porque os filhos estão doentes. E a crise é desculpa para tudo. Só espero que não me trame mais a vida, porque não sei do que sou capaz.
 
Enfim, vou gozar este mês de férias, que de férias não sabem a nada. Vamos actualizar currículos e pensar cá num negócio que estou a ponderar. E porque não, finalmente escrever aquele livro que sempre quis escrever? Não sei. Só quero ir fazer contas com aquela vil criatura para fechar este capítulo da minha vida. Afinal já encerrei capítulos bem mais difíceis e sobrevivi. O caminho é em frente. E tenho que acreditar que as coisas acontecem por alguma razão.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Palavras que não queria escrever

Nunca fui despedida. E esta notícia tem o efeito de um murro no estómago, mesmo estando à espera dela. Apesar de saber que não fui despedida por incompetência minha, uma pessoa sente-se inútil, um fardo. Somos descartados como meros trapos que já não servem os seus propósitos. Eu não quero parecer derrotista, mas acho que preciso de fazer o "luto" por esta fase da minha vida. Encerra-se um capítulo e quero acreditar que o próximo não irá tardar em abrir-se e a apresentar-me um projecto envolvente. Tenho que me re-erguer para seguir em frente....

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Uma salva de palmas para mim


Pois é. 29 anos já cá cantam. Primeiro aniversário a três. Uma salva de palmas para mim, sim?