sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Desabafo

Sempre soube que um filho não salva casamento nenhum. Mas não tinha noção como pode abalar tanto os pilares de um relacionamento.
 
Considero ter um casamento sólido que já ultrapassou muitos problemas. Claro que temos os nossos altos e baixos, mas qual relação que não os tem? A criança foi muito desejada, tanto por um como pelo outro (sendo que ele desde sempre quis ser pai, coisa que não aconteceu comigo). E o dia do parto foi um abalo tremendo para nós.
 
É difícil lidar com as mudanças. E, por mais que um pai goste de um filho, parece-me que a mãe tem uma capacidade de abnegação única. Coloca o filho em primeiro lugar, frente ao seu próprio bem-estar. Tentei desde o início não pôr de lado o marido, porque tinha ouvido falar vezes de mais de homens que se sentem afastados aquando do nascimento dos filhos. Mas infelizmente ele é que se barricou numa posição com a qual é cada vez mais difícil lidar. Culpa-me quando o pequeno chora, fica chateado com o pequeno quando tem noites mais difíceis, e afins.

Há dias em que tenho dúvidas sobre o nosso futuro. Mas quero crer que tudo voltará ao normal com o tempo. Só que entretanto há mágoas que se criam, distanciamentos que se pronunciam, palavras que nunca deveriam ser ditas...

32 comentários:

Isa disse...

Até me arrepio ao ler as tuas palavras. Coisa que todas estamos sujeitas.
Espero que tudo corra bem!

Cookie disse...

Havendo amor tudo se ultrapassa. E quem te diz isto está "cheia de medo", porque vai ter o segundo filho, do segundo marido, sendo que se separou 2 anos depois do nascimento da primeira. Ou seja, não correu muito bem. Ainda hoje escrevi sobre isto no meu blog... Mas desta vez vai correr, sei que sim. E contigo também vai correr tudo bem, vais ver :-)

Alminhas disse...

Pode ser que seja só uma fase. Existem homens que têm uma pior adaptação... e depois também é os ciúmes. Tenta ter calma, pode ser que não se torne um padrão e as coisas melhorem:) Beijinhos grandes

Cláudia disse...

Infelizmente conheço poucos homens que sejam tão pais como as mulheres são mães.
Desejar ser pai é uma coisa simples, a prática é mais complicada e lavar as mãos e passar o testemunho acaba sempre pos ser o caminho mais simples. Se há uma coisa que me assusta (muito!) em ser mãe é poder desiludir-me com o meu companheiro. Força Dina!

Polly disse...

AO fim de 10 meses do nascimento da minha filha, ainda me sinto, às vezes assim! Há dias em que é muito difícil. Mesmo!

Opinante disse...

Acredito que não seja nada fácil querida, tenta falar com ele... Tenta fazer algo a 2 enquanto o S. dorme, um lanche, ver um filmezinho, qualquer coisa para namorarem...

Diana disse...

linda, não te quero desanimar... mas é tão verdade o q dizes. o meu não resisitiu
e queriamos muito o nosso filho e tudo e tudo e tudo mas foi o descalabro.

Hoje ele tem tem 9 anos, estou divorciada, e muito feliz mas os primeiros meses e anos, em termos de relação, foram um inferno.
sofri atitudes de EGOISMO, lamento mas é isso que me parece que descreves... o filho é dos dois certo? pois, mas eu é q tinha de me levantar pois: se ele ia trabalhar era porque ia trabalhar, se ele estava de folga era porque tinha de descansar e EU é que tinha de me levantar SEMPRE.
nunca duvidei do seu amor pelo nosso filho mas era do genero a culpa de tudo é tua, a responsabilidade de tudo é tua, mas eu sou muito pai sim, para as aparencias. para o que dá trabalho (e dá muito) era eu. Lá está não duvido do amor q tem pelo filho, mas à antiga, a mulher que trate...
desde q o pequeno tinha meses que só me apetecia sair de casa, institntivamente não me sentia bem e hoje acho que o deveria ter feito, tinha sido um alerta e talvez pudessesmos ter resolvido a situação, se ele tivesse acordado com o choque de ver a mulher e o filho de dois meses (SIM, DOIS MESES) sair de casa.
mas deixei andar, desvalorizei, achei q conversando iamos lá... mas não, a aitude dele não o permitiu e hoje passados 9 anos... acabou o amor, já não havia respeito de parte a parte, amizade nem falar nisso, não eramos companheiros não eramos nada... era gritaria e gritaria, que a criança obviamente acabava por testemunhar (chegou a acordar com os gritos) e tudo se foi desvalorizando e perdendo.
Deixei de gostar aos poucos, mas o medo e o não querer aceitar a situação, impediram-me de ver a realidade, e depois como ia viver sozinha com um menino tão pequenino? Sei lá tudo, acabámos por manter as aparencias, ele sempre a dizer que gostava de mim, que me amava, mas era tudo mentira. O amor sente-se a cada atitude. Ele mostrava que eu não valia nada.
No final... uma relação de 15 anos (desde os meus 18!) o choque foi grande para todos à nossa volta que não esparavem, pois “eramos o casal perfeito” “estavamos tao bem um para o outro” pois sim, nos jantares e almoços de familia, nas festas de casamento dos outros, assim que entravamos em casa era o berreiro, a gritaria, a falta de respeito – que acabou por ser em relação a tudo em casa e tb como pessoa.
No final... eu só queria fugir, não acreditava nele nem no amor dele (era inexistente! E demonstrado a cada grito, a cada atitude!) assim como o meu. Só queria ser feliz ter paz, estar bem. E consegui.
minha querida, desculpa o desabafo e o que te quero dizer é essencialmente o que eu quero q percebas é TRAVA enquanto podes. não deixes andar. Quanto o meu filho era bebe talvez ainda houvesse amor, nós tinhamos uma grande paixao/ amor um pelo outro, a sério, e queriamos muito o bebe... talvez tivesse sido possivel salvar a relação... mas não ignores, não deixes andar. Se ele não colaborar, toma uma atitude. Se feliz. Por ti e pelo teu filho. Pensa em ti! PENSA EM TI!
Tu tens de estar bem para ele, hoje percebo o que isso quer dizer. Hoje estou bem e o meu filho tb.

Sónia disse...

Tenham calma. um filho muda e muito a vida de um casal, principalmente se dorme pouco ou come pouco, é motivo de stress.
Mas tudo passa, por isso tentem ter a cabeça fria e relativizar. Acredita que eu sei o que digo! Sei bem que tem dias que apetece voltar as costas. Mas respiramos fundo e descobrimos de novo o porque de tudo :)

Filipa disse...

Aconteceu-nos o mesmo e estava a ver uma relação sólida, inabalável de 10 anos a ir por água abaixo contra todas as expectativas. Tal como tu era uma filha muitíssimo desejada, mas acho q enquanto nós pomos a criança à frente de tudo, eles não tiveram 9 meses para se habituar devidamente e nunca estão preparados para as enormes alterações. Por aqui andou muito tremido os 3 primeiros meses. Conforme ela começou a dormir e o cansaço baixou, as discussões desapareceram. Por aqui achei q era o cansaço a falar mais alto porque da mesma forma q as discussões apareceram tb desapareceram.

Cantinho da Bê disse...

É uma grande mudança nas vossas vidas, que exige uma grande adaptação. As pessoas reagem de forma diferente e a ritmos diferentes e se têm um casamento sólido, então têm apenas que encontrar o vosso ponto em comum numa relação que agora é a três. Vai correr tudo bem - eu estou aqui cheia de fé que sim!

MissBlueEyes disse...

Dina, quando te posso fazer uma visita minha querida?

Podia ter sido eu a escrever este texto... Foi tão tão tão difícil os primeiros 6 meses, até que nos separamos, fui de mala e cunha para a minha Mãe. A minha irmã que mora no interior a 300km de mim, veio-me ajudar a levar as coisas para a minha Mãe, a 300km tb, fui o caminho todo a chorar, ela é que levou o S.. E até nos percebermos da burrice, foram 4 dias. É muito difícil... Calma e força!

Palco do tempo disse...

Dizem que um filho muda completamente a vida de um casal por mil e um motivos uns conseguem mudar para melhor outros nem por isso... No vosso caso espero que seja apenas um momentos menos bom, que "ali" à frente esperam-vos momentos felizes, cheios de sorrisos e coisas boas **

Bom fim-de-semana :)

Vee disse...

Tudo a correr pelo melhor.
Para mim o maior problema é mesmo aquele que referiste, há mágoas que se criam e ainda que um dia a pessoa queira reaproximar-se vai haver sempre aquele grãozinho de areia.

Petra disse...

O nascimento de uma criança abala imenso uma relação.
Por vezes é um teste a solidez da mesma, uma fase que depois com o tempo tudo se encaixa.
Outras vezes há que se instala uma distância que pode mesmo levar a ruptura no casal.
Conversem, tentem uma vez por outra ter um tempo para o casal.
beijo grande e espero que tudo melhore, lembra-te que ainda se encontram em fase de adaptação.

Pipa disse...

Vais ver que com o tempo passa. É dificil a capacidade de adaptação a um filho, pelo menos é o que oiço dizer. Mas olha, eu não tenho filhos e também tenho desses problemas, distanciamento, ideais diferentes, etc... são fases.

Força querida. Tudo vai passar e ficar tudo bem.

Beijinhos

M. disse...

Tens que levar com calma e pensar que tudo se vai resolver.

Beijinho e força **

Lea disse...

Ola Dina, já dialogaste com ele acerca do que sentes?Eu compreendo que eles nem sempre nos entendem, por mais explicitas que sejamos, mas não desistas!Este é um momento maravilhoso para ambos e não faz sentido não ser vivido em pleno!Vostos de muito boa sorte!

susiedesonho disse...

Tudo isso é normal. Vais ver que passa. E enquanto não passa, força e paciência.

Anabela disse...

A minha experiência no assunto não é nenhuma, mas acredito que com o tempo as coisas voltem ao normal.
Beijinho Grande

Fernanda disse...

Calma! As hormonas também ajudam pouco. Os homens, ai os homens, sentem sempre ciúmes quando não estão em primeiro lugar. Crianças grandes sempre. Mas, tenha um pouquinho de paciência e verá que quando o filho disser pai, papá ou outra qualquer imitação destas duas palavras a "babação" vai ser enorme. Depois já vai ser "o meu filho", esquecendo-se até que o filho também tem mãe. E, se a palavra nem se aproximar, ele vai jurar a pés juntos que foi pai que o bébé disse e, pasme-se, primeiro que mãe. Então, quando a criança começar a gostar duma bola, é o delírio. Por isso, Dina, tenha um pouquinho de paciência e releve. Homem é assim mesmo: formatado. São quase todos iguais!

Alice disse...

Desejo que isso seja só um momento passageiro.

Não vou por-me do lado de ninguém, mas creio que com um bom diálogo talvez a coisa melhore. Ter filhos não é só fazê-los e ambas as partes têm de estar cientes disso.

Sei que falar é fácil, e mais ainda quem nunca foi pai nem mãe.

tudo se recomporá, vais ver.

Bom fim-de-semana

Joa disse...

estou a viver o mesmo... e estamos numa crise mto grande, o cansaço acumulado, o pouco tempo a dois e o desgaste, e tantas outras coisas que advieram dai. As esperanças já são poucas... No teu caso espero que lutem um pelo outro e pela vossa familia! força, bjinho

Miss Star Pink disse...

Querida,
espero do fundo do coração q isso seja apenas uma fase menos boa.
Acredita q na vida das pessoas nem tudo são rosas, e por vezes todos nós passamos por situações complicadas. Coragem! Vais ver q vai passar.

Beijinho com carinho

Tsuri disse...

Querida Dina, não tenho experiência suficiente para te poder dar as palavras que desejaria mas posso dizer-te que quando a comunicação funciona (o que é dificil), o resto acabará por fluir.
E foi uma grande mudança, por isso, é natural que ainda se sintam frágeis.
beijinhos

Devaneios.de.mestra disse...

Calculo que seja preciso paciência, se calhar ele não está a conseguir lidar bem com a situação. Se a vossa relação é forte isso vai passar e o bebe só vai solidificar o que vocês têm... Um abraço grande (é o que precisas agora) ;)

Moa disse...

Um bebé traz imensas alterações à vida de um casal, confesso que tenho muito medo disso...
Vocês vão ultrapassar esta fase vais ver, quando há amor...tudo acaba bem! beijinhos

Fanny disse...

Hallo Dina!
Meu deus, quando vejo estes comentários todos até me assusta um pouco, mas é melhor saber do que ficar na ignorância. Ainda nao cheguei ao ponto de casar e ter filhos, mas quando vejo a dificuldade que é, as vezes, de se estar numa relação, e que vejo que ainda há muito que me espera se esta for para a frente, relembro-me o quanto somos estupidos quando ainda somos solteiros e lamentamos o nosso estado. Ao invés de aproveitarmos lamentámo-nos. Ambas as coisas são boas mas também têm coisas menos boa e tudo faz parte da vida. Por isso coragem, dessejo-te muitas coisas boas mesmo se antes de as ter tens que passar por coisas menos agradáveis.
Com isto tudo só me apetece é dar os parabéns a todas as mulheres do mundo que têm que aguentar e tudo e mais alguma coisa e parecerem sempre fortes e em bom estado. Dizem que ser mãe é o trabalho mais dificil, mas eu prefiro dizer que ser mulher é o trabalho mais complicado, porque estar perfeita enquanto mulher, amante, mãe, profissional e todas as responsabilidades que nos são dadas não é pêra doce, no entanto muitas de nós conseguimos.

Muitos beijinhos e muita coragem ;)

S disse...

Para a mãe eu também acho que é mais fácil perceber mais essas mudanças do que para o pai, secalhar para ele vai demorar mais tempo é só isso, mas não podes deixar que te culpe pelo choro do vosso bebé, põe os pontos nos is logo de inicio com ele senão tens duas crianças em vez de uma!
Bj S

Friendly words disse...

Querida Dina,

Todas as novelas demasiado cor-de-rosa que se contam acerca do nascimento de filhos e acerca dos pais serem uns amorosos, românticos, queridos em ajudar 100% as suas esposas são, em cerca de 95%, mentira! A vinda de um filho mexe com todos os casais! Uns têm problemas mais sérios que outros mas, segundo a minha perpectiva( dcomo mãe de um menino, que começou a dormir a noite completa apenas aos 3 anos e que têm características de hiperactivo) só com muito diálogo, mta paciência, mta flexibilidade é que um casamento, após o nascimento de um filho resulta. Qtas vezes eu e o meu marido tivemos discussões acesas, fizemos malas, "decidimos" separar-nos e hoje, mesmo perante tantas dificuldades passadas e outras pelas quais estamos a passar, sabemos que tudo passa e que, maiortariamente sacrifico-me eu pelo menino, mas que a balança tem que estar equilibrada, que tb preciso de descanso e ajuda para poder estar bem como esposa! Acredito que encontrem o equilíbrio mais tempo, menos tempo. Que descubram a melhor forma, dando a volta por cima, claro que isto, sempre com mto diálogo aberto, para dizer sinceramente o que se acha.

Um beijinho grande e mta força! Acredita que dias melhores virão e... mto diálogo aberto!

Manuela Palma disse...

Dina, antes que estoire a bomba procura ajuda profissional. A terapia de casal pode ser a solução.

Pipita de Chocolate disse...

Dina gosto de vir aqui porque não pintas a vida de cor de rosa, como se vê muito por ai. As pessoas reais têm problemas reais. Eu ainda não tenho filhos, mas observo muito as coisas há minha volta e não sinto aquela coisa "do marido das outras". Nenhum é melhor ou pior que o meu, não invejo nenhuma dos outros maridos. Por vezes elas tentam pintar os cenários de rosa, com maridos perfeitos e pais exemplares, mas vê-se pelos gestos e maneiras de ser que não é bem assim.
Eu tenho uma relação de muitos anos (quase 12) e não é fácil. MESMO! Há muitas coisas boas, mas depois há feitios muito diferentes! Gosto de muitas coisas nele, claro, mas há alturas em que me apetece virar as costas para sempre! São fases.

Acho que como têm levado as coisas até aqui irá ajudá-los a superar estes momentos de adaptação.

No meu caso sei que irei contar muito com o marido para ajudar porque ele tem jeito com miudos, mas tenho noção que como em muitas outras coisas temos tendência a achar que nós é que sabemos fazer tudo, e não é bem assim! Tenta envolvê-lo no máximo de tarefas relacionadas com o S. sem estares a pé dele. Mudar a fralda, dar banho, dar o leitinho, etc. Fá-lo-á sentir-se mais útil e inserido nas rotinas do bebé.

Beijinhos e boa sorte! Não desistas!

Jo disse...

Espero que seja apenas uma fase e que tudo melhore! Um beijinho.