Custa-me ver tantos pais e futuros pais tão preocupados com o bem-estar "económico" dos seus filhos. Quando há coisas que só os pais é que precisam delas por uma questão de ego social.
O meu tem o melhor apoio de saúde, tem a alimentação que considero a mais saudável, tem tudo o que precisa para viver em segurança e a melhor higiene. Depois, não tem uma única peça de roupa de grande marca (só os sapatos porque uma questão de saúde), tem brinquedos q.b, tem um quarto do IKEA. E tem uma coisa super importante: amor. Muito amor. E tempo de qualidade com os pais. Muitas brincadeiras. Tudo ao ritmo dele e pensado para ele. Ele é a prioridade do pai e da mãe. E isso sim é o que ele vai recordar, isso sim é que o vai tornar um adulto saudável, e não se a etiqueta do blusão era Chicco ou Primark.
As crianças não precisam nem de metade daquilo que nos fazem crer. E por vezes estamos tão preocupados em juntar dinheiro para coisas que não são assim tão importantes que nos esquecemos de passar tempo com as crianças. Quero acreditar que não há melhor plano para uma criança do que chegar ao fim-de-semana e poder ir andar de bicicleta com o pai, jogar a bola no parque, fazer um bolo com a mãe, rebolar na relva.
Porque há coisas a que eles não ligam nada. E é tão fácil fazê-los felizes. E sim, pode-se ser pobre e muito feliz!
















