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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Amor não se mete em cifrões


Custa-me ver tantos pais e futuros pais tão preocupados com o bem-estar "económico" dos seus filhos. Quando há coisas que só os pais é que precisam delas por uma questão de ego social.

O meu tem o melhor apoio de saúde, tem a alimentação que considero a mais saudável, tem tudo o que precisa para viver em segurança e a melhor higiene. Depois, não tem uma única peça de roupa de grande marca (só os sapatos porque uma questão de saúde), tem brinquedos q.b, tem um quarto do IKEA. E tem uma coisa super importante: amor. Muito amor. E tempo de qualidade com os pais. Muitas brincadeiras. Tudo ao ritmo dele e pensado para ele. Ele é a prioridade do pai e da mãe. E isso sim é o que ele vai recordar, isso sim é que o vai tornar um adulto saudável, e não se a etiqueta do blusão era Chicco ou Primark.

As crianças não precisam nem de metade daquilo que nos fazem crer. E por vezes estamos tão preocupados em juntar dinheiro para coisas que não são assim tão importantes que nos esquecemos de passar tempo com as crianças. Quero acreditar que não há melhor plano para uma criança do que chegar ao fim-de-semana e poder ir andar de bicicleta com o pai, jogar a bola no parque, fazer um bolo com a mãe, rebolar na relva.
 
Porque há coisas a que eles não ligam nada. E é tão fácil fazê-los felizes. E sim, pode-se ser pobre e muito feliz!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A verdadeira seita do século XXI

As mães são uma verdadeira seita dos tempos modernos. E tudo começa quando há uma grávida à sua volta. Começam logo a dar conselhos e avisos (muitas vezes sem serem pedidos) sobre tudo, como se fossem donas da verdade absoluta. Não comas isto, o teu médico disse para fazer isso?  mas faz antes aquilo, prepara-te o parto é horrível, blablabla.

Mas se eu pensava que a preparação a grávidas por parte de outras mães era dura e chata, quando a cria já nasceu a seita torna-se ainda mais fanática. As mães têm a mania de considerar o seu filho a regra absoluta de como é criar um filho, e esqueçam-se de que cada bebé tem o seu tempo, as suas necessidades, a sua personalidade.

Claro que há mães e mães. Há mães que só opinam quando a isso são convidadas. Há mães que são umas queridas por simplesmente partilharem a sua experiência. Mas há outras que têm um tom acusatório só porque não fazemos o mesmo, só porque não damos o mesmo que comer, só porque impomos outras regras, só porque a nossa cria ainda não faz isto ou aquilo.

Quase parece que existe uma competição latente. Os nossos filhos têm que ser os primeiros a andar, a falar, os mais bem vestidos, etc. Mas também têm que ter as mesmas dores, as mesmas maleitas, as mesmas dificuldades, porque senão és tu que estás a falhar porque não te preocupes o suficiente. És desleixada. Se dizes que o bebé é calmo, é porque te armas e tens a mania que para ti tudo é fácil e cor-de-rosa. Se dizes que o bebé é um diabo, és uma bruxa, que não mereces o que tens.
 
Só tenho um conselho a dar (afinal já faço parte da seita): deixem as crianças crescerem, sem stress. Têm tempo para tudo. E já agora deixem as mães vê-los crescer, com calma. Porque têm tempo de aprender com os erros. Porque ninguém é perfeito e toda a gente os faz.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Adiar um sonho

Há dias li um post sobre o adiar de um sonho. O da maternidade. É triste hoje em dia uma decisão desta se tornar uma decisão económica, tal como se pondera a compra de um carro ou de uma nova casa. É triste hoje não se poder realizar o sonho de uma vida por causa da incerteza do futuro e a instabilidade presente.
 
Mas também há pessoas que se queixam por adiar este sonho (e isto nada tem a ver com a autora do post ou alguém da blogosfera) por questões financeiras, mas estas mesmas pessoas não são capazes de fazer concessões. Sim, num mundo perfeito, deveríamos ter um filho e manter o mesmo nível de vida. Mas para a maioria isto é uma miragem. Quando se tem um filho tem que se ter noção que há que abdicar de muita coisa em prol dele. Deixar de comprar muita roupa para o vestir a ele, deixar de frequentar os restaurantes mais in para pagar vacinas, etc. Mas acreditam que tudo é feito naturalmente. Mas não se pode culpar o mundo por concessões ou sacrifícios que não se quer fazer. Há que definir prioridades.
 
Mas eu sei o que é adiar ou abdicar de um sonho. Sempre sonhei ter uma casa cheia. Não há maior felicidade do que uma casa repleta de risos de crianças. Mas não. Impossível. Porque infelizmente ter filhos é um luxo, e este é um sonho vedado a muitas pessoas que dariam pais tão bons...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Descobrir o amor

Não podia adevinhar que existisse um amor tão grande, tão incondicional como este. Um amor que cresce diariamente, e que nos enche o peite de felicidade. Não há melhor sensação no mundo. Por mais negro que as coisas estejam à nossa volta, a felicidade está sempre connosco. Aquele sorriso maravilhoso. Aquele olhar de admiração e de amor. O riso que nos preenche. O cheiro da sua pele acabada de lavar. E quando se aninha a nós e adormece nos nossos braços: é tão bom ver a serenidade que lhe transmitimos. A paz da sua cara laroca. Quatro meses e descobri o que é a plenitude. O amor. Verdadeiro. Puro. Eterno. Não quero mais nada da vida. A não ser aprofundar este sentimento.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Coerência precisa-se

 
Há por aí tantos pais preocupados quando os filhos querem aderir ao facebook. Estrebucham, queixam-se e muitos proibem os filhos que tenham a sua conta pessoal para não se exporem em demasia. O engraçado é que estes mesmos pais têm exposto a vida íntima dos seus filhos desde o seu nascimento: fotos dos banhos, fotos diárias, relatos de brincadeiras, de asneiras, dos seus feitios, etc. Quando a criança chega aos dez anos, já toda uma comunidade o conhece através dos relatos dops seus pais. Estranhos sabem mais do que ele, por vezes. E depois são contra que os seus filhos se exponham. Sou apologista que lhe devemos dar asas, superviosionando-os, chamando a atenção para os riscos, mas deixar que eles se assumem e vivem: só assim se ganha o sentido de responsabilidade.
 
E claro, é sempre bom agir com uma dose extra de coerência...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A perseguição do leite

Se houve algo para o qual não estava preparada antes do nascimento do S. é o grande estigma e pressão social exercida sobre a mulher para amamentar.
 
Quando engravidei pensei logo em amamentar porque a minha filosofia é dar o melhor ao meu filho. Mas nunca fui muito paranóica com isto, como outras mulheres: se dêsse muito bem, se não, há crianças muito saudáveis alimentadas a biberão.
 
O problema é que desde a clínica que vos fazem uma pressão terrível para amamentar. É uma pressão tremenda por parte dos profissionais de saúde. São olhares, são frases pronunciadas como «tem que amamentar, tem que se esforçar mais». E numa altura em que as hormonas estão em alta, estamos imensamente cansadas e num periódo difícil de adaptação à criança que acabou de nascer. Até ao ligar para uma linha de apoio de uma marca de leite artificial ou na farmácia, atiram logo «mas porquê é que não amamenta? Não sei se sabe mas esta é a opção mais saudável!». E francamente acho que essa pressão é ainda mais prejudicial ao processo de amamentação, que para mim não foi nada fácil (entre dores horríveis, entre fome e noites horríveis, etc.). Felizmente a pediatra do S. foi excelente. Mas mesmo assim senti-me uma merda, a pior mãe do mundo quando tive que começar a dar leite artificial ao S., mesmo não sendo fundamentalista quanto à amamentação.
 
Acho francamente que a sociedade deve potenciar a amanentação, mas de uma forma mais consciente, sem tanta pressão. Acho que todos ficariam a ganhar: mãe e filhos. Porque o mais importante no processo é mesmo o amor que se cria, o cuidado, e esse nasce seja através da mama quer seja através de um biberão.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Vencer o preconceito

Sempre o disse e agora sinto-o ainda com mais convicção: o mais importante para mim é a felicidade e bem-estar do meu filho. E para isso terei que apoiar as suas decisões de vida, seja a nível pessoal, profissional ou afectivo. E sendo assim, sempre disse que se ele fosse homosexual sempre o apoiaria incondicionalmente.

Mas mesmo assim fiquei impressionada (pela positiva) com uma conhecida. É recorrente perguntar-se às crianças pequenas se já têm namorado (o amor nestas idades é tão bonito). A pergunta foi feita à miúda mas a mãe corrigiu logo dizendo: «namorado ou namorada, não é filha?». Considero-me uma pessoa liberal mas não sei se seria capaz de eu própria levantar a questão assim ao meu filho: «tens namorada ou namorado?». Mas admiro quem o faça com esta naturalidade. Pode ser que assim se vença o preconceito.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Há vida para além de...


Ontem li um post da Pipoca que falava acertadamente que há vida para além de um casamento. Porque há tempo e espaço para tudo: companheiro, amigos, actividades de lazer, etc. E eu acho hiper saudável que os dois não estejam sempre juntos.

E acrescento há vida para além dos filhos! Sim, eu sei que o nosso S. ainda não chegou, mas estou ciente de que não quero nem devo concentrar a nossa vida SÓ nele. Porque isso não é saudável. E eu acho que não se é pior pai por pensar assim, antes pelo contrário. 

Esta conversa porque a je já chocou umas quantas porque estamos a tencionar pôr o S. na creche em dias em que até o marido está em casa. Porque um bom pai está sempre com o seu rebento. Concordo no geral, mas acho que um homem/ mulher precisa de se dedicar a mais coisas do que ao seu filho para ser feliz e se sentir bem. Ou senão, depois há casos de pais recentes que se arrependem e culpam os filhos pelas mudanças da sua vida. 

Perguntam-me se não fico chateado com ele. Claro que não, antes pelo contrário incentivo-o! Há dias em que chega depois de 8 dias de trabalho às 7h30 da manhã (depois de 2 noites a trabalhar e mais de 48horas sem dormir) e precisa de dormir. Seria uma irresponsabilidade ele ficar a cargo de um bebé, quando o cérebro simplesmente não funciona. E depois precisa de fazer o seu treino, por exemplo. É tudo uma questão de equilíbrio e de manter a sanidade. Para depois passar momentos de qualidade com o filho... porque só nos dedicamos bem aos outros quando nos dedicamos a nós também.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Gostava que me tivessem dito...


Gostei do artigo com o mesmo nome que saiu na Activa. Aí estão as partes que mais gostei para as futuras mães darem a ler aos pais!

Só há um chefe lá em casa: ele [o bebé].

Vestir a camisa deve ser sempre a última coisa que faz antes de sair para trabalhar.

Existe uma ligação entre a máquina de lavar e a vida sexual. Sim, as mães ficam enervadas, despenteadas e fartas. A melhor maneira de melhorar a situação é tirar-lhe trabalho de cima: ou pagar a alguém que tire. 

Faça o impossível para que a mãe tenha tempo livre. E tempo livre não é "vai tu ao supermercado enquanto eu fico com o puto".

Se não sabe o que há-de fazer respire fundo. As coisas vão voltar ao normal. Um dia... mais ou menos daqui a 45 anos.

A missão de um bebé é desconcentrar-nos. Perceba isso. Não perca o controlo.

Quando pensar que a coisa não está a correr bem, lembre-se um dia eles vão ter 15 anos e vai correr muito pior. 


Se o bebé não se cala, cante-lhe, mesmo que desafine horrivelmente, pois os bebés são generosos. 


Quando a mãe lhe der um livro sobre bebés, leia mesmo. É verdade que os homens não lêem manuais de instruções de nada, nem de computador, nem de GPS, nem de bebés. Mas leia. Roube-lhe uns minutos ao Top Gear ou ao Benfica-Gil Vincente mas poupa-lhe aquela cena futura de andar à ligar à mãe sempre que a criança chora ou dizer " Vai lá tu, que tu é que percebes disto".


Aprende a dar banhos. Capacite-se que tem 7 anos de banhos pela frente."

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Maminhas, para que vos quero...


Hoje em dia, voltou a tendência de amamentar os filhos, o que acho muito bem, visto ser a melhor opção para o bebé como para a mãe. No entanto, parece que está na moda amamentar até tarde, até aos 3/4 anos. E isso francamente incomoda-me:seria incapaz de o amamentar até tão tarde (vá não me chamem já de egoísta e de má mãe).

Mete-me bastante confusão ver uma criança crescida a mamar ao peito. Não sei explicar, mas mete-me impressão. Acho que a amamentação em bebé até aos 6, vá 9 meses, ou até ao ano de idade, é um momento único de partilha entre mãe e filho. Mas acho que depois deve haver ali um momento de corte. E depois que me desculpem as almas mais sensíveis mas onde fica a sexualidade do casal? Não interfere? A mim iria ser confuso e difícil partilhar a mama entre a alimentação do meu filho e a sexualidade do meu marido. Acho que tudo tem um momento, um período ideal, mas claro que pode variar de família para família...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Boa nova natalícia

Não há mil maneiras de anunciar esta boa-nova: estou grávida!! Sim, o sonho aconteceu. Até o meu médico ficou espantado, mas a verdade é que já mora em mim o fruto do nosso amor. É uma felicidade tão grande, mas também é uma fase vivida com bastante preocupação. Porque à partida temos muitas mais probabilidades de abortar e porque já vivi alguns sustos valentes. Mas o importante é que estamos a espera do nosso rebento!!

Queria agradecer a todas as palavras de apoio e esperança que me deram nos últimos meses. Em especial à Andreia, que tem sido um apoio imprescindível. À Liliana, que também está grávida, e com a qual tenho partilhado esta fase. À Me que nem imagina a força que as suas simples palavras me deram «o milagre acontece»...
Mas hoje queria dar uma palavra especial às mulheres que têm tido dificuldade em concretizar o seu sonho. Sei como ficamos felizes com gravidezes alheias mas como fica um sabor amargo na boca. Quero dizer-vos para nunca deixar de acreditar, ter sempre fé e esperança. Nunca baixar os braços. A mim também me disseram que seria quase impossível e aqui estou. Por isso, um dia o vosso sonho se vai concretizar. Nunca deixem de acreditar!

Agora torçam por nós... O médico já o chamou de pestinha, por isso, promete :)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Equação familiar


Ontem à hora de almoço, comentávamos eu e a M., que há tantos famosos que passado pouco tempo de serem pais se divorciam. O que também acontece à nossa volta em casais que pareciam ter relações muito felizes.

Eu penso que, em parte, isso acontece porque têm filhos sem alcançar primeiro a solidez do casal. Sim, no amor, também existem patamares, que têm uma sequência lógica e que não podem ser saltados. Primeiro, há que criar laços fortes de amor (totalmente diferente da paixão), há que tornar o sentimento forte e quase inabalável, onde poderemos ir buscar forças para enfrentar todos os problemas da vida. Eu não digo que um filho é um problema, mas que tudo muda com a sua chegada lá isso é verdade. 

Têm filhos pouco depois de casar. Quase ainda não criaram uma rotina a dois (tão difícil de alcançar) que já se têm que habituar a um novo ser com hábitos muito difíceis! Um filho não salva um casamento. Tem antes todas as potencialidades para minar uma relação. Só um casal coeso terá força e determinação para criar um filho, enfrentando todas as mudanças.

Por isso é que esperei tanto tempo antes de pensar em engravidar. Porque precisei de sentir primeiro a nossa relação amadurecer e criar fundações sólidas para pensar num filho. Há quem diga que não se deveria esperar tanto (foram cerca de 4 anos de vida em comum) e que se tivesse engravidado logo, que possivelmente não teria tido estes problemas. Claro que penso nisso, mas penso que tudo tem a sua razão de ser. Que sem este tempo de amor a dois, nunca teríamos ter tido as condições para pensar mais além...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Filho é ADN ou Amor?


Desde sempre a adopção fez parte dos meus planos. Ao longo dos anos amadureci este projecto de vida, e hoje espero poder adoptar uma criança, além de ter um filho biológico. Existem tantas crianças no mundo a necessitar de amor, porque não lhes dar uma oportunidade? Respondem-me que adoptar é difícil, que nunca sabemos o feitio que a criança vai ter, os seus traumas, os problemas de saúde genéticos que pode ter. Não sei se estarei errada, mas um filho biológico também é um bilhete de lotaria, a um nível diferente certo, mas não deixa de ser uma surpresa. Pode sair de nós, dos nossos genes, mas uma criança é mais do que um banco biológico. Nunca sabemos a pessoa em que se vai tornar um filho biológico, apesar do nosso amor e da educação que se lhe incute. Tenho noção que educar uma criança adoptada é difícil, mas educar uma biológica também o é. Tantos casos de vagabundos filhos biológicos de pais extraordinários...

E depois é um contrasenso. Se adoptar uma criança é uma dor de cabeça, porque é que a sociedade (as mães biológicas) tendem, mesmo que inconscientemente, a fazer as mães adoptivas sentirem-se «menos mães»? Segundo os próprios argumentos não deveriam ser mães de coragem?

E depois tenho aversão a que me digam «nunca se pode amar um filho adoptado como se ama um que sai de nós». Percebo que é carne da nossa carne, sangue do nosso sangue, fruto de um amor incondicional entre um homem e uma mulher. Por isso mesmo gostaria muito de ter um filho biológico. Mas o amor vai além disso. E não me digam que digo isto por nunca ter sido mãe. Porque a relação de amor que nos une não advém do sangue, mas do companheirismo, da amizade, da união. Se não, nunca ninguém iria amar de verdade o seu companheiro. Esta questão faz-me lembrar uma parábola de Jesus que dizia «é fácil amar os seus, difícil é amar os seus inimigos». Pois, é fácil amar o ser que nos sai das entranhas. Difícil é amar um ser perdido, fruto de outro amor, sangue de um desconhecido. O amor (entre pais e filhos, entre homem e mulher, ...) é algo superior. E acredito que o amor incondicional não esteja acessível a qualquer um de nós...

* Escrevi este post a pensar muito na minha vivênvia mas também num casal amigo que já luta há mais de 10 anos para engravidar: tratamentos dolorosos, tentativas falhadas, economias e créditos gastos, etc. Mas não seguem para adopção por causa da família e amigos que são apologistas deste tipo de conversas...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Lindo e sexy...


Francamente há coisas nos homens que me encantam: a inteligência modesta, ser bom conversador, um sentido de humor inteligente, vestir fato (um homem de fato fica logo mais sexy), e poderia estar aqui a enumerar mais algumas características que fazem de um homem atraente. Sim, porque pode não ser belo, mas há atitudes e características que os fazem ser homens muito interessantes e atraentes.

Mas acima de tudo, adoro ver homens a cuidar dos filhos. É tão ternurento vê-los a cuidar dos seus filhos, com tanta dedicação e brilho no olhar. Adoro ver homens com bebés e crianças pequenas: acho lindo. E torna os homens tão mais sensíveis e atraentes, sim (lembrar de nunca deixar o marido sair sozinho com a prole [brincadeirinha]). Os grandes clássicos sempre retrataram a mãe e filho mas acho que o sentimento que emana de uma cena entre um homem e o seu filho pode ser tão mais mágica e encantadora...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Adorei saber...

Finalmente alguém que me conseguiu revelar as verdadeiras maravilhas da maternidade. Doces palavras que me fizeram pensar seriamente em ter um filho. Há quem tente nos seduzir pelos horrores do parto e dos primeiros meses de convivência com as proles. Há quem tente babar-mos com os sorrisinhos, com as roupinhas, etc. Há mim bastaram-me poucas palavras para me convencer....

4 meses em casa de licença + 2 horas por dia durante um ano para amamentar a prole

Que bela melodia para os meus ouvidos. Sou ali engravidar e já volto...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Rumos da vida...


Ser mãe nunca foi o grande sonho da minha vida. Há quem olha para mim com olhos esbugalhados, mas nunca foi de todo o meu sonho, a minha meta de vida que me deixaria completa. Penso que o medo do parto e o facto de acreditar convictamente que se consegue ser feliz a dois ajudou nesta maneira de pensar.

Mas tenho que admitir que nas últimas semanas a ideia de ser mãe tem-se cimentado em mim. Porquê? Porque adoro os meus pais, e esta cumplicidade extrema que vivemos é a melhor coisa que tenho na minha vida. Nos dias em que estive lá em cima (principalmente quando o meu pai ainda interagia), pensava o quanto era bom termo-nos um ou outro, as nossas brincadeiras, confidências, os nossos silêncios. É um amor tão puro: então porque é que eu não quereria sentir isso enquanto mãe?

Esta altura não é a melhor para isso, mas ser mãe começa a entrar nos meus planos de vida. Apesar de continuar a dizer que não é o meu objectivo final, e ODEIO quando oiço que não se é totalmente mulher enquanto não se é mãe. O meu maior sofrimento: saber que um dia o meu filho não terá a honra de conhecer o maravilhoso homem que é o meu pai...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Você deixa-me parva


Há cada vez mais pais que tratam os filhos por você. Sinceramente não consigo conter um franco sorriso quando oiço tal coisa, tendo sido eu criada e educada junto de gente de por trás das fragas. É tão ridículo, principalmente porque normalmente os filhos tratam os pais por tu. É uma inversão de papéis. E gosto ainda mais quando sei que esses pais são os que estranhavam que alguns dos seus amigos possam tratar os pais por você, designando tal acto como retrógrado.

Mas o que gosto ainda mais é de ver casais jovens a tratar-se por você. Que queques! Não consigo abster-me de os imaginar logo em cenas mais íntimas. Será que nesses momentos ainda se tratam assim? «você deixa-me louca», «venha-se já!»,... Tão queridos, sem dúvidas...

E depois há alquelas coisas que para além de ridículas, não consigo compreender mas isso é, segundo as sábias mães, porque sou uma insensível nata mas para não me preocupar que quando tiver um filho vai tudo ao sítio. Então mas porque é que se dá beijos na boca a crianças? Não estou a falar de bebés. Para mim beijos na boca é reservado ao casal e ponto. E aquelas mães que quando a cria deixa cair a chupeta ao chão, agarram e a chupam para lhes tirar os vermes? Não era mais sensato limpá-la em água corrente? com água engarrafada? É que a boca de um adulto nem está cheia de bactérias, nem nada. Como dizia o padre da minha aldeia (quando as velhas reclamavam por os jovens tomarem a hóstia na mão ser porco e que não sabiam onde tínhamos andado com as mãos antes de tomar o Senhor): «eu também não sei onde andaram com a língua. E pode ter sido em sítio bem piores..»

terça-feira, 30 de março de 2010

Filhos empecilhos rima ou não rima?


As minhas férias são momentos únicos de descanso. Eu e o L. não somos muito de torrar ao sol. Gostamos de combinar praia com passeios pela natureza e roteiros culturais. Os nossos destinos de eleição não são propriamente ilhas paradisíacas, mas sim Itália, China, Perú, e companhia.

Mas estamos conscientes de que quando tivermos um filho, vamos aprender a concilar a presença deste novo ser. Vamos aprender a fazer outro tipo de férias (pelo menos nos primeiros anos). Eu acho que quando casamos aprendemos a ter novos gostos, e quando temos filhos também. Agora não consigo perceber como há casais que dizem que nunca hão-de ir com as crianças para a praia porque só fazem barulho e se mexem muito e que quando vão à praia é para descansar (teoria aprovada pela minha colega de trabalho). Até fico com os cabelos de pé: primeiro tudo parte da educação que se dá, segundo, devias ficar feliz por o teu filho se divertir e sair da gaiola.

Outro casal amigo tem uma miúda de 6 anos e nunca fizeram férias com ela. Chega a altura e mandam a garota para a casa dos avós. No futuro também quero poder passar umas férias a sós com o marido, para namorar. Mas, também hei-de querer aproveitar as férias para passar tempo de qualidade com os meus filhos já que durante o ano, o tempo é tão pouco.

Será que só se tem filhos durante o ano? Quando se mandam para a escola e a noite se põem a frente da tv? Será que é assim que se cumprem os cânones sociais? E são essas pessoas que olham para mim de lado quando digo que não sei se quero filhos porque eu quero poder ser Mãe (dar atenção, estar presente, etc.) Eu acho estas teorias muito estranhas e muito pouco saudáveis. O que acham? Férias com ou sem rebentos?