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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A insensibilidade

Há grávidas tão pouco sensíveis. A minha melhor amiga está a passar há mais de dois anos por uma dificuldade em engravidar. Não posso falar de infertilidade, pois apesar de há dois anos fazer exames e mais exames e consultar especialistas, o seu problema ainda não foi identificado. E ela chegou agora à beira do abismo. Ainda por cima o resto da sua vida também não tem sido fácil e agora toda a gente a sua volta está grávida.

Apesar de todos saberem do seu desespero, estas grávidas não se abstêm de partilhar com ela «ai nem imaginas o quanto é especial sentires vida a crescer dentro de ti», «ai sabes o bebé mostrou a carinha na ecografia», «ai o Miguel deu mais um pontapé», etc. Cada frase destas é como uma facada para ela.

Apesar de estar a viver uma fase que gosto de partilhar com as minhas amigas, abstenho-me de falar com ela, em pormenores. Já dei o recado e responderam-me que ela estava a ser egoísta de se sentir mal pela felicidade dos outros e que se fosse a minha amiga iria partilhar da minha felicidade. Mas eu sei que ela está feliz, mas sei que a dor que lhe provoco insconscientemente é ainda maior, por isso não há necessidade. Quando me faz uma pergunta, respondo vagamente e só falamos do seu problema quando quer. Não acho que ela esteja a ser egoísta. Só acho que esteja a fazer o mais certo. Se calhar porque já passei pelo mesmo.

Como li recentemente «O mal é a incapacidade de nos pormos no lugar do outro. É a incapacidade de imaginar os sentimentos do outro e de os sentir como se pudéssemos ser nós.» E esta frase aplica-se a tantas áreas das nossas vidas. Se mais gente conseguisse fazer mais pequenos sacrifícios em nome dos outros, não olhando tanto para o próprio umbigo, a vida seria mais fácil e não teria agora uma grande amiga à beira da depressão...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Paciência


Se há coisa que Deus não me deu foi paciência. Paciência para esperar. Paciência para aturar pessoas com atitudes "estranhas". E estas últimas semanas têm sido ricas.

A minha amiga M. que no facebook faz várias entradas apocalípticas, dizendo que pensa no suicídio, que a morte é a única saída, etc. Afinal era só uma problemito no trabalho. Odeio pessoas que se fazem de mártires, que se vitimizam. E que o fazem publicamente no facebook para toda a gente lhe ir perguntar o que se passa. A mim não me dá vontade de mais nada: viro costas e mantenho o silêncio para não dizer coisas demasiado frontais. Não alinho em paninhos quentes.

E depois é a minha amiga J. que tem problemas de amores desde o início da relação. Tudo corre mal, mas tem que se manter com ele porque com 30 anos ainda fica para tia. Pois. Como é uma amiga mesmo especial e me custa vê-la a destruir a sua vida, ainda faço um esforço para falar com ela. E depois diz-me coisas como «nem toda a gente tem sorte de ter uma vida tão fácil como a tua». Foi a melhor anedota do ano. Eu bem lhe perguntei se realmente julgava que eu tinha uma vida fácil, eu? A 500 km de casa, com as doenças sucessivas que passei junto do meu pai, a perda do meu pai, a do meu irmão, a minha doença, o meu trabalho precário, ...? A única diferença é que não ando a remoer as coisas, levanto a cabeça, sorrio para as pessoas, não vivo na amargura, mesmo estando triste às vezes.

Na minha terra diz-se que «A sardinha na mão dos outros é sempre maior». Toda a gente tem os seus problemas. A diferença entre uma vida que parece mais fácil e outra não, está na maneira de encarar os problemas e de seguir em frente. Mais nada.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Meio termo


No amor, não gosto de pessoas controladoras. Em quase todos os casos, essas pessoas revelam uma dose mínima de confiança e para colmatar esta insuficiência, controlam os outros como se fossem objectos. Para que haja um controlador, é preciso que o outro se deixe controlar, o que também revela pouco respeito por si próprio. Uma relação é mútua e baseia-se em respeito. O controlo excessivo só prejudica um casal e na minha opinião, só leva a que o controlado pise os limites. Mais se diz a alguém não faças isto, não faças aquilo, mais uma pessoa terá tendência a fazê-lo. E o mais engraçado é que normalmente os homens mais controlados são os que são mais dignos de confiança...

É tão degradante e desagradável estar com amigos em que temos que ter o cuidado de não falar para um dos homens porque está acompanhado pela namorada, porque mal se fale para ele a sorrir, ela vai colocar a sua tromba característica e o serão fica logo estragado. Eu não suportaria isso. Liberdade é um mote para mim. Porque também liberdade significa responsabilidade. Deixa-me triste ver um amigo que não pode vir almoçar lá a casa sozinho, sem primeiro ter a certeza que não estará nenhuma mulher (mesmo estando ela casada com um dos seus amigos!)...

Isso não é amor, é asfixia. É matar a pessoa que está connosco. Se desconfiamos dela a tal ponto de não a deixar viver, porque não acabar logo a relação? Em tempos, ouvi uma máxima que dizia mais ou menos assim: Se pegares num punhado de areia e abrires a mão ao vento, a areia irá levantar voo. Mas se fechares a mão com muita força, também a areia desaparecerá por entre os dedos. É preciso meias medidas, abrir a mão a meio, fazendo uma concha, protegendo a areia mas deixando-a livre, e assim ela permanecerá connosco...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O meu marido foi vítima de fraude!


Uns amigos ofereceram-nos um ambientador (de pauzinhos) com cheiro a Pó de Talco da Loja do Gato Preto. Coloquei-o há dias no móvel tv. Deita um cheiro suave e agradável. O homem lá de casa está sempre a dizer: «hummm cheira tão bem a rabinho de bebé!». E é vê-lo maravilhado.

Meu pobre rapaz, fostes defraudado. Quando cheirares uma fralda ou um verdadeiro rabinho de bebé, quem se vai rir maravilhada sou eu!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quer fazer obras em casa? Este post é para si!

Para arredondar os finais de mês, dois amigos chegados fazem obras de remodelações. Sempre trabalharam nessa área (começaram com 14/15 anos) e quando chegaram a Lisboa depararam com o quanto os preços são absurdos por cá. E então nos tempos livres, dedicam-se a remodelações de interiores: aplicação de tecto falso, pintura, aplicação de azulejo, papel de parede, pavimento flutuante, canalização, electricidade, enfim quase tudo. E trabalham bem. Porque já trabalharam para mim, e eu sou exigente.

Se quiserem fazer obras em casa, ou conhecerem alguém que esteja interessado, ajudem e pensam n´Os Faz Tudo. O mail deles é os.faz.tudo@gmail.com. 
Visitem o blog http://remodelacoes-interiores.blogspot.com

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Faz parte da maior troca de postais de Natal


Adorei esta iniciativa! Ide ao blog da Pólo Norte e increvam-se na maior troca de postais de natal da blogosfera. Com as novas tecnologias, deixamos pouco a pouco de receber postais de aniversário, cartas longas escritas a mão, postais de locais exóticos do outro lado do planeta, e os postais de natal também não resistiram à tendência dos postais eléctrónicos.

Eu adoro receber cartas/ postais, escolhidos pessoalmente para mim, onde posso decifrar a caligrafia da pessoa, enfim...

Tenho saudades disso (ultimamente só recebo facturas) por isso toca a participar. Que acham da ideia?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Espontaneidade masculina


Cenário: café entre amigos em que uma das meninas está grávida e outra mãe há poucos meses.

Amigo P [muito sério e compenetrado]: Mas diz-me lá oh M., se tu não podes beber café, chocolates e companhia porque estás a amamentar e isso faz mal ao bebé, porque passa pelo teu leite. O que não percebo é porque é que há tantas pessoas adultas que bebem leite e sofrem de obstipação. Afinal as vacas passem o dia a pastar erva!

Foi a risota geral! Nem imaginam a cara da M.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Todos temos um passado


Com o passar dos anos, conheço cada vez mais divorciados. Pessoas que já passam dos trinta, que têm uma maturidade advinda de uma maior vivência (ou deveriam) e muitas vezes, para além das mágoas herdadas de um casamento falhado, também têm filhos.

São mulheres que sofrem muito porque, com o divórcio, o pai se afasta cada vez mais, até mal ver o filho. E a criança sofre porque o pai não está presente e sofre devido ao sentimento de abandono. São mães que fazem de tudo para ser mãe e pai em simultâneo, porque este refez a vida e esqueceu-se do filho do primeiro casamento.

O que me choca nisso tudo? É quando esta mesma mãe refaz também a sua vida. E quando a refaz com um homem divorciado que também tem um filho de outra relação. E que esta mesma mãe faz com que o seu novo companheiro se afasta do seu primeiro filho, que o obriga a escolher. Se esta mulher viu sofrer o seu filho devido ao abandono do pai, como é possível depois incentivar que outra criança passe pelo mesmo! A memória é assim tão curta? Será falta de confiança na relação? Uma mulher que já passou por tudo isto, não deveria antes incentivar o pai, (mesmo tendo ele uma nova família) a nunca esquecer o primeiro filho e a tentar passar tempo com ele? E já nem estou a falar de questões monetárias!

As crianças é que não tendo culpa nenhuma, são sempre quem sofrem mais. Por isso, neste momento há uma amiga tremendamente chateada comigo porque eu não apoio as pressões que está a exercer no parceiro. Porque não posso ser cúmplice disto, porque a minha boca grande diz sempre o que pensa...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Boas Festas!


Este Natal desejo-vos muita Saúde, uma dose extra de Amor, muita Paz e uma pitada de Trabalho (que dê pelo menos para marcar o ponto e receber um salário no fim do mês). Mas principalmente muita saúde, porque havendo saúde o resto vem tudo atrás...

Desejo-vos um doce natal e que a vida vos sorria sempre, com muita felicidade!

Boas festas em família!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Amizade amarga


Pessoalmente, sempre me magoou mais uma «traição» de um(a) amigo(a) do que de um namorado. Porque a amizade deveria estar acima de tudo. Sempre ouvi dizer à minha mãe «os amigos vêem-se no hospital e na prisão». E dou-me conta que ela tem muita razão.

Toda a gente sabe que estou a passar por uma fase difícil da minha vida. E o apoio dos amigos ajuda-me muito. Ou não. Há pessoas que me desiludem pela sua ausência. Sempre estive por perto quando precisam, sempre nos tivemos como melhores amigas e ainda nem me perguntaram «como correu a operação do teu pai?». E depois há aqueles que mal matinhámos contactos que me ligam de dois em dois dias a perguntar novas do meu pai e a saber como estou. E também há aquelas pessoas que nunca conhecemos pessoalmente mas que partilham conosco todas as nossas alegrias e momentos difíceis, como vocês!

Sinto-me magoada e injustiçada principalmente quando a tal melhor amiga fica chateada quando quer desabafar via msn os seus males de amores e eu não tenho tempo, quando nem me perguntou uma vez pelo meu pai. Porque é que certas pessoas não percebem que as relações têm que ser recíprocas, que temos que dar para receber. Eu sei que sou burrinha: dou sempre de mais e sofro com isso mas não consigo ser de outra forma. Porque a amizade não pode ser de outra forma: é uma entrega total, ou não é...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ter amigos é...


... Marcar jantares para nos reencontar, conviver, partilhar vivências e comemorar a vida. Mas é muito difícil juntarmo-nos a todos.

... É decidir que não podíamos deixar de nos ver antes que a vida nos afaste ainda mais.

... É oferecer a nossa casa para acolhê-los, numa semana de loucos no trabalho, cansada, e no único dia da semana que dava para o casal F&M.

... Eu limpar a casa de véspera, pôr a mesa com requinte (eu adoro mesas bonitas), cozinhar na véspera até as 23 horas depois de um dia de trabalho, comprar petiscos e vinho especial para muita gente (tudo a meu custo).

... É desmarcarem todos, um a um, no próprio dia, sendo que o F&M só desmarcaram às 17h30 porque o F. se embebedou durante a tarde.

... É sentir uma fala de respeito e consideração. É estragar comida, é ter trabalho em desmantelar a mesa, etc.

... Ter amigos, às vezes, é sofrer desilusões!