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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Paciência


Se há coisa que Deus não me deu foi paciência. Paciência para esperar. Paciência para aturar pessoas com atitudes "estranhas". E estas últimas semanas têm sido ricas.

A minha amiga M. que no facebook faz várias entradas apocalípticas, dizendo que pensa no suicídio, que a morte é a única saída, etc. Afinal era só uma problemito no trabalho. Odeio pessoas que se fazem de mártires, que se vitimizam. E que o fazem publicamente no facebook para toda a gente lhe ir perguntar o que se passa. A mim não me dá vontade de mais nada: viro costas e mantenho o silêncio para não dizer coisas demasiado frontais. Não alinho em paninhos quentes.

E depois é a minha amiga J. que tem problemas de amores desde o início da relação. Tudo corre mal, mas tem que se manter com ele porque com 30 anos ainda fica para tia. Pois. Como é uma amiga mesmo especial e me custa vê-la a destruir a sua vida, ainda faço um esforço para falar com ela. E depois diz-me coisas como «nem toda a gente tem sorte de ter uma vida tão fácil como a tua». Foi a melhor anedota do ano. Eu bem lhe perguntei se realmente julgava que eu tinha uma vida fácil, eu? A 500 km de casa, com as doenças sucessivas que passei junto do meu pai, a perda do meu pai, a do meu irmão, a minha doença, o meu trabalho precário, ...? A única diferença é que não ando a remoer as coisas, levanto a cabeça, sorrio para as pessoas, não vivo na amargura, mesmo estando triste às vezes.

Na minha terra diz-se que «A sardinha na mão dos outros é sempre maior». Toda a gente tem os seus problemas. A diferença entre uma vida que parece mais fácil e outra não, está na maneira de encarar os problemas e de seguir em frente. Mais nada.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Devaneios matinais


Andar de transportes também tem os seus inconvenientes (e não estou só a falar do aumento exorbitante dos preços). Conviver no lugar exíguo de uma carruagem tem muito que se lhe diga. E as pessoas não estão preparadas para viver em comunidade: uns falam ao telemóvel aos berros, outros mantêm conversas com o vizinho como se este fosse surdo. Enquanto a música salta dos fones de uns, outros põem a tocar música rasca alto e bom som para toda a carruagem. Outros mascam pastilha de boca aberta, em que consigo vê-lhe as amígdalas. Outras lêem em voz alta. Outros jogam no telemóvel com som irritante. Sim, um dia se virem na capa do Correio da Manhã: Jovem mata à estalada companheiro de viagem, já sabem de quem se trata...

E há mais um ódio de estimação. Eu sei que posso ser uma pessoa bastante esquesita. Mas, não gosto que estranhos me toquem. Estranhos ou pessoas com as quais não tenho confiança. Sinto que invadiram a minha privacidade. Odeio quando me sento descansada no meu lugar e vem um obeso sentar-se ao meu lado (não tenho nada contra os gordos juro, mas estas situações acontecem com eles). É que eles ocupam um lugar e meio o que faz com que sinto o braço deles colado ao meu, e aquela sensação de pele húmida (do verão) contra a minha dá-me tremeliques.Odeio mesmo. E depois têm que abrir o raio das pernas, e eu fico confinada a sentar-me só sobre uma nádega. Mas não tenho lata para me levantar e ir para outro lugar, porque tenho medo de ofender as pessoas e de as fazer sentir mal, porque afinal não é bem culpa delas. Mas se eu fosse assim preferiria ficar de pé...

Cheguei ao trabalho e já fui lavar o braço esquerdo, porque não descansava enquanto não tirasse aquele suado alheio de mim. Devo ter uma patologia obsessiva (explicaria muita coisa), mas sou assim. Também não gosto de pessoas que falam muito próxima da minha cara como se a qualquer momento nos fossêmos beijar. Já tive que explicar a regra protocolar da distância de conversação consoante a ocasião a um dos meus chefes. 

Pancas. Mas até eu tinha que ter algum defeito...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Contracepção natural


Costumo dizer que há crianças que funcionam como contracepção natural: fazem perder a vontade a qualquer um de ter um filho perante tamanha falta de respeito e saber-estar. Sim, eu sei que a culpa é dos pais. Dizem-me que é fácil falar enquanto não se é mãe, que vou aprender a que é melhor deixá-los fazer e não lhes dar atenção...

Quando entro no comboio, fujo dos lugares junto de crianças. Já vi um pouco de tudo: crianças que esfregam os seus sapatos nas pernas da pessoa sentada à frente, dando pontapés, crianças mal-criadas, crianças a limpar as mãos sujas de comida nos bancos (uma vez foi o próprio pai que lhe disse para o fazer!), etc. E claro os pais estão logo ali. Não percebi ainda se me dá mais vontade de bater nos progenitores ou à criança... E depois há aquelas noites em que se quer descontrair e se vai jantar fora para nos afastar da confusão e relaxar um pouco. E depois há aquelas pestes que correm à volta das mesas, ameaçando derrubar tudo à sua passagem. E não estou a falar de restaurantes de centros comerciais! E depois há aqueles pais que ficam chocados quando há solteiros que gostam de frequentar sítios livres de crianças! E na praia? Putos aos berros desnecessários, a correr por cima das toalhas alheias, salpicando tudo e todos?

Eu sei que uma criança tem energia, que tem que gozar a sua juventude e brincar. Concordo plenamente! Sou apologista que as crianças foram feitas para brincar. Mas será que não se podem divertir com regras? Eu tive-as em criança e não fui mais infeliz ou frustrada por isso. Temos que ensinar-lhes desde pequenos a respeitar o espaço dos outros. Pode ser que assim tivessemos adultos mais conscienciosos. E parem de pôr as culpas a quem não acha piada à falta de educação dos miúdos: se calhar deveriam somente repensar o tipo de educação que lhe estão a dar...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

[sem título porque não me apetece pensar...]


Gosto de praia. Mais no inverno do que no verão, porque gosto de usufruir da paz que a praia me traz. A serenidade, o som das ondas e aquele cheiro fantástico. E o silêncio. Coisa impossível de ter em pleno verão, nas praias da linha. Para além de não gostar de pessoas aos berros, de me atirarem areia para cima, de lixo pelo areal fora, há uma coisa que me deixa cheia de urticária. Qual a necessidade de as pessoas se exporem em demasia? 

São as crianças e bebés totalmente nus. Qual a necessidade? A criança estará igualmente confortável se tiver uma cuequinha de banho. Será que as pessoas não têm noção que hoje em dia qualquer um tem telemóvel com máquina fotográfica? E que as fotos vão muito facilmente parar a net? E que mexer no photoshop pode ser uma brincadeira de criança? Não, eu é que sou paranóica.

Depois são as beldades da praia (quando o são). Bato palmas pela auto-confiança que as mulheres têm para fazerem topless assim no meio da multidão. Eu não sou propriamente pudica, mas tenho decoro. Cada coisa no seu lugar. Também não gosto de marcas de biquinis, mas para topless e afins que o façam em praias próprias ou mais afastadas da muldidão. E as tangas na praia. Mais uma vez, não era capaz de usar. Para mim é demasiado exposição. Estou bem com o meu corpo, mas continua a haver coisas para a minha esfera privada e outras para a pública. O que não percebo é o porquê de ver mulheres de biquinis/ tanga nas vilas junto das praias. Há mais de 3 km do areal. Usar tanga na praia sim mas depois, ao sair, veste-se uma saia, calções, etc. Uma pessoa de biquini fora da praia perde toda a noção do saber estar. E não gosto de estar a escolher fruta num supermercado ou de lanchar junto de uma cueca reduzida ambulante.

Tudo fica bem dependendo da hora e do local...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Serviço Público


A grande maioria dos suburbanos (dos quais faço parte) usa os transportes públicos para se deslocar para o trabalho. Mas existem regras simples que podem tornar a viagem dos seus compatriotas muito mais agradável...
  • Banho tomado e cheire a lavado! Sim, porque cheirar suvacos de cavalo às 8h30 da manhã é coisa para me dar umas voltas valentes ao estômago. Se for no final do dia e vir que se trata de um senhor que trabalhou ao sol nas obras, cheiro, agonio mas não me revolto. Agora é vê-los jovens, com polos de marca a cheirar como se fossem mendigos. E caras mulheres, mais vale apostar num sabonete e num desodorizante do que numa nova camisola da moda: o impacto será muito maior, garanto!

  • Seja invejoso! Sim, quer ouvir a sua música favorita, então faça-o num volume adequado para que toda a carruagem não oiça o seu batuque. Põe-me os nervos em franja ouvir a música alheia! E quando não oiço uma melodia da esquerda e outra da direita...

  • Fale baixinho! mas porque é que as pessoas fazem tanta questão de falar para que toda a multidão oiça a sua conversa?! Fico a saber que a vizinha da esquerda anda de saltos altos em casa, que o zé bateu na Maria e que o filho engravidou a colega da escola...

  • Amarre as suas crianças. Ou eduque-as. Eu apostava na última, mas isso sou eu. Porque podem ser lindos, bem vestidinhos mas já ninguém aguenta piralhos! Mexem, remexem, dão pontapés, gritam, incomodam toda a gente mas os pais nem parecem notar. Ou então a maternidade/ paternidade traz a alienação como bónus grátis!

  • Levantar o rabinho. Mas porque é que serei só eu que me levanto para ceder o lugar a idosos e grávidas? Mas será que os Lisboetas não ensinem esta regra às proles? às vezes, eu é que me sinto um bicho por ser amável...

Gosto de andar de transportes. Facilita-me a vida e o orçamento. E posso dedicar-me a uma das minhas paixões: a leitura. Mas a falta de civismo e de «co-habitação» como os outros é flagrante e irrita-me profundamente. Isso ou eu é que serei picuinhas?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Crucifiquem-me


Este post contém pensamentos abusivos. Desaconselhável a almas sensíveis.

Cada vez tenho mais horror a crianças. Nunca tive muito instinto maternal (como as mulheres que dizem desde muito novas que o sonho delas é ser mãe) mas pensei que com os anos, gostaria cada vez mais destas criaturas. Enganei-me! Cada vez atrofio mais quando elas estão num raio de 1 km a minha volta. São cenas horripilantes no metro, no comboio, no supermercado, na sala de espera do médico, na rua. Enfim, são umas birrantas e mal-educadas. Afasto-me delas como se fossem pesta! Não aguento estar ao pé delas. É estranho mas fico espantada quando vejo uma criança bem comportada e educada. Não deveria ser o contrário a surpreender-me?

Mexem por todo o lado, incomodam quem está ao pé, enfim. Mas de quem é a culpa afinal? Dos pais que assistem serenamente à cena e ficam impávidos «olha que incomodas a senhora». Pois incomoda mas não fazem nada. E uma palmada no cuzinho da criança não? Parece que os pais é que têm medo dos filhos! Uma vez assisti a esta cena: numa rua em Telheiras, uma mãe tira a criança do carro e diz-lhe para ficar ali. A criança põe-se a correr e não é atropelada por sorte. A mãe agarra na criança para repreendê-la e é premiada por dois valentes pontapés do filho. Moral da história: larga o filho que volta a atravessar a estrada a correr, sem ela dizer ou fazer nada. Serei só eu que me cagava toda, só de o meu pai arregalar os olhos.

Não tenho filhos por isso não quero julgar a educação que os outros dão os seus lindos rebentos. Mas nada têm de lindo, meninos mal-comportados e mal-educados de quem toda a gente foge a sete pés. São estes os adultos de amanhã que não têm respeito por nada, nem ninguém. Medo, muito medo!

* Falo de crianças dos 4 aos 10 anos mais ou menos