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sexta-feira, 30 de março de 2012

Desabafo que não deve interessar a ninguém. E é uma pena.


Agora que a polémica das manisfestações da última greve geral já assentou, acho que posso falar. Tenho a dizer que não sou uma grande defensora da força policial: sei ver os seus defeitos e sou a primeira a apontá-los, sendo este um dos principais motivos de discórdia lá em casa.

Muitos criticam o papel da polícia: ora são uns chulos e caçam multas, ora estacionam mal os seus carros, etc. Mas há uma verdade que muita gente se esquece: que só multando e reprimindo os que fogem à lei, é que os outros cidadãos conseguem viver em segurança. E é pela segurança que estes homens trabalham. É para que nenhum bêbado cause um acidente ao volante e lhe mate o seu filho, se estacionam mal o carro é porque saem em urgência porque uma mulher está naquele momento a sofrer violência doméstica, etc. Os exemplos poderiam ser muitos.

E depois eu sou formada em Comunicação e decidi não seguir jornalismo por uma questão ética. Porque as notícias são feitas para vender. Porque são descontextualizadas para vender. E sem contextualização o povo só vê o que aquele editor quis. Há que tentar perceber o que vai além de algumas imagens e textos. Por exemplo, e é só um exemplo, aquela foto da jornalista da France Press. Alguém vos disse que o polícia exigiu a um manifestante que se afastasse. Este pegou numa cadeira e acertou no polícia com ela. O polícia pegou no cassetete e o manifestante pegou na jornalista e serviu-se dela como escudo... E aí está uma bela foto que correu mundo.

Não gosto de ouvir falar da repressão policial como se tivêssemos voltado ao tempo da PIDE. Eles estão ali para nos proteger e para vivermos em segurança. Para para isso há que por vezes lutar contra criminosos. Claro que por vezes também erram, não é isso que está em causa.

E não nos podemos esquecer que são homens. Homens destacados longe de casa, com um salário base de 700 euros, com ordens rígidas às quais têm que obedecer mesmo que não concordem, homens que têm que pagar a farda e o carro e material caso aconteça alguma coisa. Homens que não têm subsídios de risco. Homens que não ganham mais nos feriados e fins-de-semana, nem quando fazem horas extras para ir a tribunal durante as suas férias para o juiz soltar o bandido. Homens que dão a cara e a da família pelo ideal que é o da segurança. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Estou fula


Há toques ainda piores do que os relatados no post abaixo. A sentença do meu marido saiu hoje (aquele processo por causa de um toque com a viatura da PSP num caso de assalto a um banco com vítimas): 30 dias de multa! Ou seja, um mês a trabalhar de graça!! Estou tão revoltada com o nosso sistema!

Só me apetece chegar à esquadra e partir os carros todos. Tenho a certeza que não me aconteceria nada. Os vândalos saem sempre impunes. Agora um homem de trabalho que se dedica diariamente ao cidadão, que arrisca a sua vida pelos outros, não. Estás no exercício das tuas funções, cumpres ordem, mas se algo corre mal a culpa é tua.

O Estado português está falido, mas continua a comprar carros de alta cilindrada para os membros do Governo, enquanto que os carros da PSP não têm seguro. Pois, mas quem ganha 600€ é obrigado a pagar seguro automóvel, mesmo agora que deixa de receber parte do subsídio de Natal.

Só me apetece mandar toda a Instituição à merd*. E muito mais. E o dinheiro faz sempre tanta falta... Que raiva!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Este é o país em que...


... Se criam movimentos para apoiar jovens criminosos que mataram um ser humano de forma ignóbil
... Se suspendem as penas a criminosos violentos por bom comportamento
... Se destitui um inspector da PJ porque existem demasiadas provas que acusam um casal protegido pelas mais altas esferas da sociedade inglesa
... Um país em que tantos criminosos escapam às merecidas penas devido a um sistema judicial débil

... Mas também é o país em que um homem, trabalhador, dedicado e cidadão exemplar é constituído arguido. A-R-G-U-I-D-O. E porquê? Porque simplesmente durante o seu dia normal de trabalho teve ordem de ir rapidamente resolver um assalto a um banco. Azar, havia areia na via pública. Azar, o carro patrulha anterior deve que parar muito rápido para não atropelar um peão. Por isso houve um toque numa viatura do Estado, que não tem seguro. O próprio Estado que deixou de permitir aos agentes pagarem do seu bolso um seguro de carta de condução. 

Por isso o meu marido é hoje considerado arguido, juntamente com violadores, ladrões, corruptos (ai não, esses conseguem fugir ao sistema, porque eles são o sistema),... Por isso quando da próxima vez estiver a ser espancado, violado, ou roubado e os polícias demorarem uma eternidade, não os acuse a eles. Porque eles têm uma família e contas para pagar e não podem correr o risco de bater com o carro. Até quando é um colega que está em perigo de vida, eles conseguem ser alvo de um processo disciplinar se acontecer algo às abençoadas viaturas...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O ringue da vida

A vida assemelha-se a um ringue de boxe. Quando subimos para lá, sabemos que estamos diante de uma longa e dolorosa viagem. Mas também sabemos que iremos apreciar momentos curtos mas intensos de pura felicidade. Mas chega o momento em que a vida te despoja de tudo o que tens: humilha-te e faz-te sofrer intensamente. A vida não se contenta nunca com três ou quatro pancadas. Só descansa quando estás no tapete, KO, sem forças aparentes para te levantar e continuar a lutar. Eu estou nessa fase, em que tento erguer-me com os braços, em que me mantenho assim durante momentos, mas volto a fracassar e volto a dar com as costas no chão.

Quando ficas KO tens sempre a esperança que o adversário - a vida - te vai dar tréguas algum tempo para descansar e recuperar forças para o próximo combate. Mas a minha vida quer acabar comigo. Não me dá tréguas. Mais um problema, mais uma chapada, mais uma luta.

Ontem, em serviço, o L. sofreu um acidente de carro no auxílio a um assalto a um banco. Não ficou com ferimentos graves mas o carro patrulha não tem seguro, o carro ficou muito danificado, temos que pagar do nosso bolso, arrisca-se a um processo, a ter penas internas, enfim...

Acho que me vou fingir de morta, a ver se a vida pára, por alguns meses, com as hostilidades...