sexta-feira, 11 de maio de 2018

E quando te lembras de imitar um prato de um restaurante?


Estão a ver a fotografia deste prato? Não tem um aspecto delicioso? Mas  não tinha oportunidade de ir ao Tasca Fit, um restaurante de comida saudável. E então pensei "Dina Maria agarra o tacho". E ficou delicioso e foi muito rápido.

Para o puré de grão, na Bimby, coloquei meia cebola e um alho, com cerca de 20gr de azeite. Piquei (5segundos/ Vel.5) e depois coloquei 5 min/100º/ vel.1. No final coloquei uma lata grande de grão de bico cozido, sal, pimenta preta, e algumas sementes de sésamo. Triturei tudo e fui equilibrando a consistência com água do grão.

Entretanto tinha temperado os lombos de salmão com molho teriyaky. Coloquei sementes de sésamo de um dos lados e grelhei. Rectifiquei os temperos e pûs mais um pouco de molho.

Ficou excelente! E consegui fazer isso em poucos minutos.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

O casal do lado | Shari Lapena


Já andava com este livro debaixo de olho há imenso tempo, pois ouvi falar muito bem da versão em inglês. O livro conta a história do desaparecimento de uma bebé de apenas 6 meses da sua própria casa, quando os pais estão a jantar tranquilamente na casa dos vizinhos (mais alguém vê aqui semelhanças com o caso McCann?) O que terá acontecido? Os pais terão matado involuntariamente a criança e feito desaparecer o corpo? Terá sido rapto? Afinal uma criança com 6 meses não podia sair sozinha...

É um livro que se lê muito bem, que nos prende através de várias reviravoltas. Vamos conhecendo os meandros psicológicos de várias personagens e francamente não esperava aquele desfecho. No entanto a cena final deixou-me um pouco perplexa, mas admito que foi muito bem conseguido.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Muffins de grão de bico




... e não é que são saborosos? Admito que não estava nada confiante no resultado. Mas são bons. São um lanche proteinado de forma natural e saciante. A textura é bastante agradável. Devia ter colocado mais chocolate, mas para a próxima vez, já sei.

Alguém vai ter coragem para testar? Precisam de:

  • 200 gr de grão de bico cozido 
  • Meia banana madura
  • 1 ovo
  • 35 gr de farinha de aveia integral (podem usar com sabor, mas usei natural)
  • 1 colher de sopa de manteiga de amendoim
  • umas gotas de essência de baunilha
  • 1 colher de sopa de Xarope de Ácer 0%
  • Fermento
  • Pepitas de chocolate


Basta colocar tudo na Bimby ou liquificador e triturar tudo (excepto as pepitas),  para depois colocar a massa em formas de muffins de silicone. Cozer em forno previamente aquecido a 180º durante cerca de 15 minutos (fazer o teste do palito). Deliciem-se!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Pecados Santos | Nuno Nepomuceno


Há muito que tinha ouvido falar de Nuno Nepomeceno mas francamente nunca tinha lido nada dele. E arrependi-me! Porque este Pecados Santos deixou-me com muita vontade de ler mais romances dele. É tão bom ver um autor português de tão boa qualidade. A escrita é sólida, dinâmica; a história é bem documentada e com conteúdos históricos muito interessantes. Ficamos presos à trama e não conseguimos parar de ler. Este é mesmo um grande thriller, bem surpreendente!

E do que trata mesmo este livro? Do homicídio de um rabino em Londres, cujo corpo está disposto numa encenação perfeita de um quadro renascentista que representa o sacrifício de Abraão. Em Lisboa, começa também uma série de crimes macabros com forte significado simbólico. Será que os crimes têm ligação entre eles? Um jovem professor universitário em Londres é preso acusado do homicídio de Londres, mas o seu antigo professor e amigo da mãe vai investigar por conta própria juntamente com a sua namorada jornalista. As peças vão encaixando através da visão de várias personagens. 

O estilo deste livro podia ser facilmente comparado a Dan Brown ou a José Rodrigues dos Santos (no seu período áureo), mas acreditem: tem um nível muito superior. Uma escrita cativante que nos faz descobrir os meandros da religião judaica. Recomendo mesmo! 


segunda-feira, 30 de abril de 2018

Zenith Lisboa - Panquecas deliciosas




É um dos mais recentes spots da cidade de Lisboa. A decoração é moderna, industrial e muito acolhedora. Este fim-de-semana aproveitámos ter acordado tarde para ir conhecer um dos novos Brunch da cidade. 

No Zenith Lisboa os olhos comem e deliciem-se. Tudo o que vem para as mesas tem um aspecto delicioso: as saladas, os ovos, as tapiocas, as panquecas, as tostas. Não existe menu pré-definido para o Brunch, por isso cada um monta o seu menu como preferir. E não é só os olhos que se deliciem: à primeira garfada as papilas dão saltinhos de alegria.

Provámos a Tosta com molho de francesinha e a de Frango (com queijo, tomate seco, manteiga de alho e rúcula) e as Panquecas de Oreo e as de Nutella (mas fiquei de olho nas de frutos vermelhos). Todos os pratos eram ricos em sabores. Mas o que gostei mais foram mesmo as panquecas de Nutella (que existem em variante manteiga de amendoim), com banana, morangos, coco ralado e uma bola de gelado de baunilha. Recomendo mesmo. Estão abertos até às 19h00 na Rua do Telhal (perto da Avenida da Liberdade). 

A verdade é que achei os valores um pouco elevados para aquilo que é. Pelo mesmo valor prefiro ir a restaurantes com outro tipo de comida. Mas para lanche, parece-lhe lindamente. Porque as Panquecas são mesmo deliciosas. 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Quadros DIY







Adoro quadros e paredes com quadros. Gosto de expor algumas fotografias especiais e de quadros decorativos. E a vantagem é que se conseguem quadros a preços minis, o que nos permite ir variando na decoração. Admito que sigo algumas páginas de Facebook onde me inspiro e depois replico facilmente. Sim porque pagar 10€ por um poster com uma frase, acho demasiado caro. O segredo está em ter uma boa impressão: consoante o quadro, opto muitas vezes por uma impressão fotográfica. Na Worten ou no Jumbo, fica muito em conta. Se não tiverem jeito nenhum, sempre podem ir ao Google e procurar sugestões em alta resolução. Depois o IKEA tem uma grande variedade de quadros, e basta escolher o estilo e a cor que preferem. 

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Não sou um monstro | Carme Chaparro



Hoje celebra-se o Dia Mundial do Livro. E para comemorar, nada melhor do que vos falar deste livro maravilhoso! Não percam: leiam este romance. A escrita é fenomenal. Conseguimos sentir a dor das personagens de uma forma muito real e poderosa. Ficamos presos do início ao fim. Foi uma grande surpresa e fiquei deslumbrada com este livro. Desta vez, posso dizer que é com certeza um dos thrillers do ano!

Imaginam estar num Centro Comercial e o vosso filho desaparecer, sem deixar rasto. E afinal nem sequer é o primeiro caso de criança a desaparecer da mesma forma e não vai ser o último... Vamos acompanhando a história através da visão de várias personagens: a  polícia, os pais, a jornalista que cobre os casos,... 

Este é o primeiro livro da jornalista que está repleto de suspense e de reviravoltas. Como eu, podem pensar que se trata apenas de uma simples história de um rapto: mas acreditem que não. Só vos digo: leiam! Porque fiquei mesmo siderada com este livro. 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

A fobia dos alimentos


Por vezes acho que estamos a cair no exagero e numa verdadeira Ditadura da Dieta Saudável. Acredito que devemos educar as crianças para que saibam fazer as melhores escolhas e para que certos hábitos se tornem rotinas, que se irão manter ao longo dos anos. Não deveria ser preciso proibir produtos em bares de hospitais, por exemplo: cada cidadão deveria fazer a escolha certa por ele próprio. E tal como devemos educar e ensinar a fazer contas, a ler, etc., devemos educar para a saúde. E isso sim é obrigação do Estado.

Parece-me exagerado erradicar alimentos da alimentação. Há uma fobia à volta do trigo. Parece um bicho papão, mas este é a base da nossa alimentação. O mal não está no trigo mas nos vários produtos industriais a base de trigo. E nestes o ingrediente "mau" não é o trigo mas sim todos os conservantes e aditivos. Por isso, e tal como qualquer produto, se o fizermos em casa, estaremos a controlar todos os ingredientes: pão, bolos, iogurtes, etc., e serão certamente mais saudáveis. 

Há quem fuja a sete pés do açúcar refinado. Eu também o evito ao máximo. Mas depois não me parece que optar por receitas que têm as mesmas quantidades de açúcar de coco ou mel o torne uma opção mais interessante. É mais saudável certo, mas não deixa de ser açúcar, pelo que deveria se ter cuidado com as quantidades. Não é por ser mais saudável que não tem impacto na saúde. É sempre preciso controlar a quantidade ingerida.

Parece-me que começamos a viver numa Ditadura do Saudável que a longo prazo poderá ter efeitos negativos. O equilíbrio é, em qualquer área, a melhor alternativa. E viver em paz, sem obsessão, é o mais saudável. 

terça-feira, 17 de abril de 2018

Segredo para grelhados cheios de sabor



Há muita gente que torce o nariz à carne grelhada porque diz que não tem sabor. Mas o segredo está no tempero. Se pegarmos num bife de frango e o grelharmos, é normal que não nos dê prazer. O segredo está em apostar no tempero. E se for feito com antecedência melhor. Sal, ervas aromáticas (alecrim, louro, gengibre, etc.), limão, muito alho, etc. 

Um dos meus aliado é este Segredo da Margão Aves: os bifes de frango e de peru ficam deliciosos. Tem um ligeiro toque a caril. Quis alargar a minha colecção de Segredos Margão, porque têm imensa oferta: para carne, peixe, saladas, massas, bifes, Itália, México, Oriental, etc. Mas atenção, alguns destes assustaram-me: consultem as fichas nutricionais, pois são poços de açúcar. A minha próxima missão vai ser experimentar a minha própria mistura de especiarias. 

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Apagar Estocolmo | Jens Lapidus


Este é um daqueles livros que me deixam sem saber o que sinto em relação a todas as páginas que li.

O início deixa-nos cheios de expectativas: quando o alarme de uma casa dispara em Värmdö, perto de Estocolmo, um guarda chega ao local para perceber se foi falso alarme. Mas encontra um corpo brutalmente assassinado, irreconhecível. Ao sair disparado da cena do crime, encontra um jovem inconsciente num carro, que será considerado o principal suspeito. Entra em cena Emelie Jansson, uma jovem advogada comercial que vai assumir este caso contra a vontade do seu chefe. Conta com a ajuda de Teddy, um ex-presidiário que trabalha agora para a firma de advogados e que se vê envolvido no caso de homicídio pelo seu passado. 

Se o início é bombástico, o restante decorre num ritmo mais tranquilo. Não é que seja aborrecido,  longe disso, mas é um relato calmo, sem grandes sobressaltos e apenas alguma tensão. O crescimento da personagem de Emelie também me deixa algumas (grandes) dúvidas. O autor referiu em algumas entrevistas que queria escrever um "anti-policial sueco", e realmente conseguiu um estilo próprio, que não me cativou de forma extraordinária. 

O livro fala-nos do submundo do crime organizado, da máfia jugoslava, do tráfico, dos gangs, mas também de crimes financeiros.  Mas francamente estava a espera de mais deste livro. Faltou ali qualquer coisa. 

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Desabafo tecnológico



A tecnologia está em todos os lugares e em todos os momentos da nossa vida. Há alguns anos atrás, as pessoas colocavam os maços de tabaco na mesa do restaurante. Hoje em dia é deprimente olhar pela sala dos restaurantes e ver casais, famílias, ou grupos em que, em vez de conversarem, estão todos agarrados ao seu telemóvel, nas redes sociais, “ligados” a pessoas noutros lugares. 

Deixou-se de se apreciar a companhia uns dos outros. Deixou-se de se conversar, de olhar nos olhos das pessoas. Em casa, acontece o mesmo. Vejo pais a entregar um tablet aos filhos pequenos ao jantar. E falar sobre o dia de cada um? Lá em casa, nem a televisão fica ligada a hora de jantar. Ao fim-de-semana, marcam-se visitas a familiares ou amigos, e cada um está agarrado ao seu dispositivo móvel. Um vício que está a prejudicar-nos tanto! É tão bom olhar nos olhos de outras pessoas, falar, ver sinais da comunicação não verbal: relacionarmos-nos como deve ser com as pessoas. Na rua, as pessoas param abruptamente para ver notificações. No comboio, está tudo centrado no seu mundo tecnológico. 

Não quero parecer uma velha que critica tudo o que é moderno, mas parece-me que estamos a cair no exagero. As pessoas sentem um vazio quando não têm o telemóvel na mão. Podem passar meses sem falar com certas pessoas, mas estão sempre a par da vida umas das outras. Há dias em que sinto falta do contacto humano de outros tempos.