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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Porquê fazer das crianças mini-adultos?



Estamos a uma semana do Natal. Quase toda a gente tem crianças a quem oferecer presentes e os brinquedos são muitas vezes a opção óbvia. 

Os brinquedos de primeira idade são incríveis: ensinam a contar, as formas, palavras e até inglês. Toda a gente apregoa que as crianças têm de ser estimuladas. Mas a verdade é que hoje vejo que estes brinquedos são inúteis nessas idades porque as crianças têm ritmos de crescimento e aprendizagem. Ou seja, brinquedos de 6 meses só têm utilidade prática a partir dos 4 anos.

E depois penso: porque é que insistimos em brinquedos didácticos, menosprezando o simples facto de brincar? Brincar não deveria ser uma diversão? Não é fantástico lançar simplesmente carrinhos por uma pista, correr atrás de uma bola, ou cozinhar com uma panela? às vezes acho que exigimos demasiado aos nossos filhos. Têm de aprender demasiado rápido e esquecemos-nos que até ao pré-escolar têm é de brincar. E nas brincadeiras mais simples aprendem papéis sociais, desenvolvem a motricidade, etc. Os tablets são bons, mas têm tempo de se tornarem um ás da informática: ir esfolar os joelhos na rua, andar de trotinete é tão bom! Preocupamos-nos tanto em que saibam escrever o nome completo, contar, etc. quando vão para a escola, mas a escola é que tem esta função. 

Sim, compro puzzles, brinquedos mais didácticos, mas tem de haver um equilíbrio. Às vezes os adultos preocupam-se tanto em comprar brinquedos ultra-modernos, quando a felicidade deles pode estar em algo tão simples como uma bola saltitona ou um pote de plasticina.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Dinossauros Alive e Exposição Angry Birds

Estas mini-férias privilegiámos actividades em família. Aproveitámos e fomos visitar duas exposições em Lisboa:


 Dinossauros Alive na Cordoaria Nacional
Desde miúda que sou uma apaixonada por Dinossauros: o meu sonho era ser arqueóloga/ paleontóloga. E o Simão está na idade em que começa a sentir-se atraído pelo mundo dos Dinossauros. A exposição está muito bem conseguida, com muita informação, com cenários realistas e alguns fósseis. Aprendemos imensas curiosidades e dados interessantes sobre os corpos e o quotidiano destes "monstros". Também ficámos a saber mais sobre o seu desaparecimento. No final há um espaço dedicado às crianças, onde podem fazer desenhos e escavar o seu próprio dinossauros. Eu e o Simão, munidos de um pincel, vestimos a pele de paleontólogos e adorámos.

O que nos desiludiu foi a experiência 9D (que é paga a parte- 3€/px) que dura breves minutos e não tem nada de especial: um passeio junto dos dinossauros, com raros movimentos e um sopro de ar na cara. Nem me conseguiram explicar onde estava o 9D. Não recomendo. 

A Exposição está patente na Cordoaria Nacional até dia 28 de Janeiro de 2018. O bilhete de adulto custa 11€ e o de crianças 8€. O bilhete de família (2 adultos + 2 crianças) fica a 30€. 

Adoraria partilhar fotos da exposição, mas é proibido!
Mais informações: aqui




Os Angry Birds invadem o Museu do Conhecimento
O Simão adora os Angry Birds e ama o Museu do Conhecimento, por isso tínhamos de visitar esta exposição. E está muito gira! Há muitas actividades e experiências. Mas as mais giras são as fisgas gigantes com as quais lançamos Angry Birds para destruir construções de blocos, os slides em que as crianças se assumem como Angry Birds para derrubar estruturas, as pistas de caros, a parede de escalada... A exposição está patente até Setembro de 2018. Por isso nos dias de chuva e de frio este inverno, aproveitem. Aproveitam e visitem o piso do Doing e a exposição permanente. 

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Assalto às lancheiras



No fim-de-semana passado fomos assistir à peça infantil "Assalto às lancheiras" no Teatro Tivoli BBVA. E adorámos!

O Tomate Cherry, do Reino dos Alimentos Saudáveis, está preocupado: os alimentos das lancheiras das crianças estão a ser trocados por gulodices. Mas o acordo entre alimentos saudáveis e as gulodices é claro: é preciso equilíbrio, mas o Lord Cheeseburguer tem um plano maléfico...

É uma peça colorida, com músicas que ficam no ouvido, e divertida. E ensina às crianças de forma leve e animada a importância de consumir alimentos saudáveis e a necessidade de apenas comer doces em ocasiões especiais. A mensagem é importantíssima mas a peça não é nada enfadonha nem moralista. As personagens são muito atractivas e divertidas.

Numa época em que a obesidade infantil está na ordem do dia, parece-me uma peça muito conveniente, até para as escolas. Afinal é a cantar e a brincar que aprendemos melhor. A peça é mesmo "deliciosa". Os bilhetes custam 10€/ pessoa. Fica a sugestão para este sábado.

Fotografias retiradas da internet 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Hello Park - Sugestão para os mais novos








Junto ao Parque da Serafina em Monsanto, encontrava-se um local sujo e velho com insufláveis. Este espaço transformou-se no Hello Park. Ontem fomos lá dar um salto e adorámos o conceito. 

Este espaço de diversão dedica-se principalmente a festas de aniversário (15€/ crianças com lanche incluído, com o mínimo de 12 crianças) mas é possível as crianças usufruírem do espaço durante 1 hora pelo valor de 7€. O Hello Park está dividido em cinco zonas principais: arborismo, karts, insuflável enorme indoor, zona de desenho e zona de refeição para as festas de aniversário. A equipa de monitores é muito simpática. O espaço foi muito bem concebido, com recurso a materiais recicláveis e amigos do ambiente. Não é propriamente uma opção barata mas para variar um pouco os programas em família, parece-nos muito bem. Os pais que deixam os filhos nas festas podem descansar numa esplanada muito acolhedora e agradável. E também aceitam grupos de escola. 

Fica a sugestão! Quem quiser mais informações pode consultar o site

Tivemos tão entretidos no Hello Park que deixámos fechar o Panorâmico de Monsanto. Vamos ter de lá voltar em breve. 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sugestão para o fim-de-semana - Parque Aquático de Santarém





No fim-de-semana passado, fomos conhecer o Parque Aquático de Santarém e adorámos! Embora, por ser domingo e mês de Agosto, houvesse imensa gente e demorámos bastante tempo nas bilheteiras. 

O espaço é bastante agradável, e tem várias piscinas para todos os gostos e alturas. Uma para bebés de dimensões generosas (com escorrega e uns jogos de água), uma até aos 8 anos (com escorrega também), uma piscina de ondas, um jacuzzi, e outra grande  que está dividida em várias zonas e que faz parecer que se tratam de várias diferentes. E tem ainda dois escorregas para adultos. Tem espreguiçadeiras, colmos e uma extensa zona relvada. Tem bar mas podem perfeitamente levar piquenique. 

Não tem bilheteira online, por isso convém chegar cedo (as piscinas abrem às 10h00). Os bilhetes não são baratos, mas para variar da praia, acho que vale muito a pena. Aos fins-de-semana e feriados, o bilhete de adultos custa 10€, as crianças (dos 4 aos 12 anos) pagam 6,20€. Existe um bilhete família (2 adultos e 2 crianças) pelo preço de 27,30€. É preciso contar com o aluguer de "sombras. " De Alverca, pela A1, demora-se cerca de 50 minutos. Vale muito a pena!

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Salame de chocolate e avelã (mais fit)


As crianças estão de férias e é preciso mimá-las. Qual é o miúdo (e o graúdo) que não gosta de uma fatia de salame? Fiz esta receita no aniversário do pequeno e foi um verdadeiro sucesso. Se pudermos satisfazer a gula de uma forma mais saudável, porquê resistir? O resultado não é muito doce e vai depender do teor em cacau do chocolate que usarem. A quantidade de etapas da receita pode assustar mas é fácil. Nunca tinha feito salame da vida e correu lindamente. Se eu consegui, qualquer pessoa consegue!

Vão precisar de:
  • 200 gr de bolacha maria
  • 100 gr de chocolate negro amargo (eu usei de 85% com um pouco de 50% por causa das crianças)
  • 1/2 chávena de avelãs
  • 2 colher de sopa de leite vegetal
  • 3 colheres de sopa de açúcar amarelo
  • 3 colheres de sopa de manteiga vegetal (devem poder substituir por óleo de coco...)
  • 1 colher de café de extracto de baunilha
  • 1 colher de sopa de linhaça moída
  • 2 colheres de sopa de água quente

Parta as bolachas em pedacinhos (não use o processador), coloque-as num saco transparente fechado e bata com um rolo da massa. 

Separe os quadrados de chocolate.

Pique grosseiramente as avelãs com uma faca afiada. Leve a tostar numa frigideira anti-aderente (sem gordura) por cerca de 3 minutos ou até dourarem.

Aqueça o leite e dissolva o açúcar. Acrescente a manteiga e o extracto de baunilha e mexa. Retire do lume e junte os quadros de chocolate, mexendo até obter um creme liso.

À parte, misture a linhaça com a água quente e mexa energicamente até formar uma goma. Deite a goma da linhaça, o creme de chocolate e as avelãs na taça das bolachas e envolva bem para obter uma massa pegajosa.

Estenda uma folha de papel de alumínio ou um pedaço de película aderente na bancada. Deite a mistura ao longo da folha, cubra e molde em forma de rolo, pressionando com as mãos, para que fique compacto.

Leve ao frigorífico para solidificar durante pelo menos 6 horas. Sirva cortado em fatias.

Deliciem-se!

A fotografia não corresponde à receita. Foi retirada da net. 

Bom Fim de semana!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Sugestões para o fim-de-semana com crianças



Em maio, fomos conhecer a iniciativa da Junta de Freguesia do Areeiro: Jardim de Encantar. Até Setembro, todos os primeiros sábados de cada mês, o Jardim Fernando Pessoa recebe muitas actividades para as famílias e principalmente para as crianças. Fomos conhecer a iniciativa no dia 6 de Maio, mas este sábado, dia 3 de Junho há mais: insufláveis, pinturas faciais, jogos tradicionais, caça ao tesouro, fantoches, teatro e ainda pipocas e algodão doce. E é tudo grátis. Às 21h00 há sessão de cinema grátis ao ar livre (Um porquinho chamado Babe). Gostámos muito da primeira edição e passámos uma tarde bem diferente. Fica a sugestão para este sábado. 




segunda-feira, 15 de maio de 2017

O Patinho Feio




Este fim-de-semana foi repleto de bons momentos: ainda ontem passámos novamente o dia no Parque Tambor com um grupo de amigos para uma grande churrascada e muita brincadeira com os mais pequenos. No sábado, ganhámos bilhetes para a estreia da peça de teatro infantil O Patinho Feio. Foi a primeira vez que levámos o Simão ao teatro (já foi algumas vezes com a escola), porque é uma criança que dificilmente se mantém concentrada durante 1 hora a acompanhar um espectáculo (já no cinema se o filme não o cativar e não for mexido, a situação complica-se). 

Trata-se de teatro de improviso que nos conta de forma original a história do patinho feio... Existe muita interacção entre o público e os actores, o que torna a peça bastante dinâmica. Gostei muito da performance do actor que interpreta o patinho feio. Embora ache que poderia haver ali uma caracterização melhor, foram 50 minutos pontuados por muitos risos e humor. Foi uma peça bastante divertida, dirigida a crianças a partir dos 3 anos. 

A peça está em cena até dia 24 de junho, na Sala Polivalente no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa. Os preços dos bilhetes são de 8 euros/ adultos e crianças e pelo que percebi 3€ para crianças até aos 3 anos de idade. 

quarta-feira, 1 de março de 2017

Kidzania - ir ou não ir com crianças pequenas?





Há semanas que andava a pensar levar o Simão à Kidzania, mas estava na dúvida se não seria cedo. Até porque o valor do bilhete é um pouco elevado (crianças de 3/4 anos pagam 14€, dos 5 aos 15 anos 19,50€ e adultos 10€). Fomos este fim-de-semana porque ganhei bilhetes num passatempo. O Simão está a caminho dos 5 anos e sim, acho que ainda é cedo. Acho que o ideal é a partir dos 6/7 anos, em que eles percebem melhor o conceito e conseguem desfrutar mesmo das actividades. 

O conceito é muito giro: o parque tenta assemelhar-se o mais possível a uma cidade de verdade. Cada criança recebe um cheque que vai trocar por dinheiro no banco. Depois tem de gerir o seu orçamento: tem de ir trabalhar para ganhar dinheiro, para depois poder ir divertir-se em actividades pelas quais têm de pagar. Podem abrir contas no banco para guardar o dinheiro que lhe sobrar no final do dia, e têm de tirar a carta de condução (muito parecida com a verdadeira) para poder conduzir, etc. O conceito é mesmo muito giro. Mas deveria haver mais monitores para acelerar as actividades: a demora é imensa e passa-se demasiado tempo nas filas (e se as crianças mais pequenas não tiverem muita paciência, torna-se difícil). Outro ponto negativo comum a este tipo de parque: falta uma opção de comida saudável!!!

Há mais de 60 profissões para experimentar, desde polícia, bombeiro, veterinário, pintor, jornalista, caixa de supermercado, entre muitas outras.O Simão gostou imenso e foi difícil tirá-lo de lá, mas vou deixar que ele cresça mais para regressar. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Sushi para crianças


Nem sempre é fácil ir jantar fora com uma criança de 4 anos. Não temos onde o deixar e há sítios onde me recuso a ir com ele, nomeadamente aqueles restaurantes mais "in": por um lado porque ele não iria sentir-se bem e porque os outros casais não têm de aturar o meu filho. Ele porta-se bem mas é um crime obrigá-lo a estar à mesa durante muito tempo, num sítio onde se deve falar baixo e onde por vezes demora-se muito tempo a comer. 

Por isso temos sempre em consideração o bem-estar do pequeno quando vamos comer fora em família. E o Sushisan da Ribeira (Cais do Sodré - Rua da Moeda) foi uma agradável surpresa. À partida não seria um espaço kids friendly mas amei o serviço. Fomos comer o rodízio de sushi e as crianças já pagam metade do valor. Em outros espaços do grupo, não recebemos cuidados extra. Mas desta vez o Chef preparou um prato especial só para o Simão: peças de sushi mais pequenas, adequadas à boca dele, e peças especiais. Ele delirou com a atenção! Gosto quando os restaurantes vão mais além do que nos servir uma mera refeição, e o fazem com uma atenção extra, adequada às nossas necessidades. Não deu tempo para tirar fotos ao sushi dele, porque devorou tudo (estou a criar um monstro, eu sei). 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Do fim-de-semana: Ciência e doces à mistura




O fim-de-semana foi bom, embora precise de resolver definitivamente uns assuntos que me andam a atormentar... Ultimamente tenho tido fins-de-semana mais caseiros, porque me apetece e porque o tempo também não tem ajudado.

Mesmo assim fomos ao Museu do Conhecimento com o Simão. Tinha receio que não se entusiasmasse porque afinal ele ainda só tem 4 anos, mas gostou imenso das experiências, principalmente a exposição DOing em que as crianças podem criar desde aviões de papel, a objectos para testar colunas de ar quente, criar percursos para berlindes, circuitos eléctricos ou fazer costura. O pequeno também gostou muito da zona Brincar Ciência onde se divertiu na Casa Inacabada, conduziu um carro com rodas quadradas e simulou andar na lua. Foi uma tarde bem passada. O bilhete família (2 adultos e 2 crianças) tem o valor de 20€. 

Dias de chuva significam sempre ligar o forno e experimentar algo novo. Desta vez foi a Bimby que nos brindou com um Creme de Arroz. Não provei mas os homens adoraram. Deve saber a arroz doce mas sem os grãos de arroz.


Curiosos? Vão precisar de:
  • 60gr de farinha de arroz (fiz na Bimby)
  • 500 ml de leite
  • 50 gr de açúcar (a receita original fala em 90gr)
  • Casca de laranja (ou de limão, como preferirem)
  • Canela
Na Bimby, é só juntar tudo no copo e programar 9 minutos, 90º de temperatura, vel 3. Ou para quem não tiver Bimby, levar ao lume até engrossar. Depois é só colocar em taças e polvilhar com canela.

Receita daqui

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Kit de energia para Educadoras



Este Natal, lembrei-me dos presentes para a educadora e a auxiliar do pequeno demasiado tarde. Já não deu para encomendar o que quis. Por isso tive de dar voltas à cabeça e pensei: andam cansada com aqueles 25 miúdos. Por isso decidi fazer um kit de energia, em jeito de miminho, lembrança e piada!

Cada Kit tem café para despertar, chá para relaxar, chocolate negro (só as mulheres sabem o poder do chocolate na alma de uma mulher), umas bolachas deliciosas, um bolo da caneca de chocolate, uma caixa pequena de chocolates Milka (aquela forma em coração é mimosa), e rebuçados para a garganta (afinal fartam-de de puxar pela voz).

Acho que agradou e o pequeno gostou de presentear as suas "mulheres". Mais do que grandes presentes, o Natal é feito de pequenas atenções personalizadas. 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

No dia em que o teu filho é quase mordido por um cão



Domingo à tarde, a aproveitar o sol de outono na esplanada num local familiar. O Simão a brincar pertinho de nós na areia com uns carros. Em alguns segundos um cão de médio porte, sem trela, cujos donos também estavam na esplanada, assusta-o. Ele, que tem medo de cães, levanta-se e instintivamente começa a correr para nós. O cão começa a correr a rosnar alto para ele. O pai levanta-se de um pulo agarra no Simão nos braços e dá um pontapé no cão para o afastar, já que este se lançou a ele também a rosnar, sem cima de duas patas. E em segundos quase se gerou uma pancadaria.

Os donos do cão não pediram uma única vez desculpa. Quase nos bateram e só diziam "qual é o mal se o cão mordesse o vosso filho, o meu cão tem seguro". Juro que me passei e ainda bem que Deus me fez pequenina. Adoro cães e animais, sou apologista que os animais têm direitos e devem ser respeitados. Mas há prioridades. E se um cão meu se virasse a uma criança, juro que me sentiria mal e pediria muito desculpa. Não percebo o carácter de certas pessoas. Depois de isso tudo, riram-se porque tinham trela, mas em cima da mesa. Não colocaram a trela ao cão depois do incidente. E ainda ameaçaram de morte o meu marido. Cada vez gosto mais de animais e menos de gente. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Calendário do Advento DIY


Este ano vou-me lançar numa aventura de artes plásticas (quem conhece as minhas capacidades manuais, sabe que vai ser mesmo uma aventura). Desde criança que amo a tradição do calendário do advento: todos os dias ir abrir uma janelinha em contagem decrescente para o tão aguardado Natal. Mas queria algo diferente do que os simples chocolates. Adoro o calendário do Advento da Playmobil  mas os preços são elevados. Então vou fazer o meu próprio calendário com base em rolos de papel higiénico (o da primeira imagem). E o Simão ainda vai ajudar-me a pintar, pois isso ainda vai proporcionar actividades em família. Assim vou conseguir dar-lhe pequenos miminhos que ele gosta mesmo e que vão variar todos os dias. Vou fazer algo baseado no pinheiro com rolos de papel higiénico, mas se fizerem uma pesquisa no Google encontram muitas ideias. Estou mesmo ansiosa pelo Natal. 





segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Quando o bulling te bate à porta



E quando o bullying te bate à porta? 
Hoje, vou contar uma história cruel, que vai além da pura maldade infantil...

O meu sobrinho tem 13 anos. Nasceu em França, de pais franceses. O pai dele é mesmo de "sangue" francês. O meu sobrinho é loiro e de olhos azuis. É uma criança doce, calma, que quer ser bombeiro, e que tem uma grande curiosidade pelo mundo. O meu sobrinho acaba de ter alta de um hospital psiquiátrico. Tem 13 anos e ia simplesmente atirar-se por baixo de um comboio, frente à mãe, pai e irmã. Porque sofre de choque pós-traumático. Porquê?

Porque é francês. Porque há 3 anos que o meu sobrinho sofre de bulling. Simplesmente porque é francês, a viver em França. Vive na região parisiense onde porventura mais de 95% da população estudantil é estrangeira. E então decidiram que aquele francês não valia nada. Foram 3 anos a ouvir constantemente"sale français", "devias morrer", "racista", "vamos matar-vos a todos". Sofreu agressões. Porque é francês em França. Ele que não é agressivo, cujos melhores amigos são de nacionalidade chinesa, da Malásia e de África. 

A minha irmã recorreu à direcção da Escola Pública que frequentava, mas nada podia ser feito porque têm medo da comunidade árabe. A minha irmã tentou mover montanhas, num país que clama "Liberté, Égalité, Fraternité". Um país com tantos valores e que não é capaz de proteger as suas crianças, no seu próprio país. Que chora atentados e manda as suas tropas para as portas da escola, mas que não consegue proteger as suas crianças dentro dos estabelecimentos de ensino.

O meu sobrinho deixou de dormir e passou a fazer crises de pânico. Mas impossível de faltar a escola, porque a minha irmã incorria numa pena de prisão. Finalmente conseguiu mudá-lo de escola, uma escola privada, quando a minha irmã era a defensora louca do ensino público, porque sempre acreditou que é com uma sociedade heterogénea que aprendes, cresces, e te fazes homem. Sem esquecer que ela é filha de portugueses. 

O meu sobrinho de 13 anos ia matar-se. Pelos vistos há imensas crianças e pais na mesma situação. E estamos todos com a vida em suspenso, porque não sabemos o que fazer. E o sentimento de injustiça é tão amargo. Eu que sempre amei a minha pátria, aquela que me deu tudo, hoje só me apetece desdenhar a bandeira tricolor manchada pela indignidade, pela injustiça, pela fraude, pela cobardia.

O que é de um país que não sabe proteger as suas crianças?

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Madrid + Parque Warner

Espanha sempre foi um país que me atraiu bastante. O ano passado descobrimos Barcelona, Sevilha e Córdoba. Estas férias fomos até Madrid numa escapadela de 2 dias.

Não foi uma cidade que me deslumbrou nem me apaixonou. Acho Barcelona muito mais interessante em termos de arquitectura, locais a visitar, ruas, animação, etc. Mas Sevilha continua a ser a minha cidade do coração. Madrid não é uma cidade que exija muito tempo, por isso um fim-de-semana é o ideal. 

O que visitámos em Madrid?
A primeira paragem foi no Parque do Retiro. Falaram-me tanto deste Parque, disseram-me tantas maravilhas: acho que foi por isso que não fiquei particularmente maravilhada. É giro, sim? Vale a visita? sim. Mas, "sans plus". Penso que o Parque não precisa de mais apresentações: tem um lago que é a sua imagem de marca, jardins lindos e o Palácio de Cristal. No dia em que fomos, vimos centenas de pessoas concentradas com o telemóvel na mão e até pensei que nos íamos cruzar com algum VIP, mas não eram caça-pokémons às centenas! Só tive pena de não ter experimentado os gelados da Leiteira...



O que mais amei em Madrid foi o Mercado de San Miguel. ADOREI! O edifício é lindo e aí encontramos várias propostas gastronómicas para petiscar. Cada banca dedica-se a uma especialidade: bacalhau, doces, gelados, presunto, azeitonas, croquetes, fruta, iogurtes, bolos árabes, sushi, marisco, paella, etc. Adorei tudo o que experimentei, mas o pincho de salmão e bacalhau do Pescado Original era do outro mundo. Não fica propriamente barato mas vale cada cêntimo.








Viajamos com uma criança de 4 anos que não tem propriamente toda a paciência do mundo para museus, por isso optámos por visitar apenas o Palácio Real e algumas igrejas. Gostei imenso da visita: muito bem conservado, uma decoração e riqueza de nos deixar de queixo caído. 




Depois posso realçar alguns pontos que acho fundamental: a Puerta del Sol, Plaza Mayor, a Catedral de Almudena,  Palácio de Cibeles, Templo de Debod (que estava fechado nessa altura), etc. Vários dos icónicos edifícios da cidade que queria ver estavam tapados para obras, o que não ajudou muito. 






Parque Warner
O pequeno pode ter apenas 4 anos mas é mais radical que eu e o pai juntos. Delirou com as atracções mais radicais. Depois de fazermos o Rio Bravo (em que são duas quedas altas na água, uma para trás e outra para frente), eu saí de lá a tremer, o pai tonto e o Simão aos pulos de alegria a querer repetir a proeza. As atracções são divertidas, o parque está bem tratado (em vez do ar de abandono da Isla Mágica) podemos visitar a casa de algumas personagens da Warner, tem jogos de água para os mais pequenos se refrescarem. O preço é elevado, pelo que convém comprar os bilhetes online para ter direito a desconto. A alimentação é cara e péssima! Quando é que os parques de atracções vão passar a ter opções mais saudáveis? Nós fomos de carro, mas tem acesso por transportes públicos. Recomendo a visita: estão garantidos muitos momentos de pura diversão em família.