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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Um, dó, li, tá, | M.J. Arlidge



Este é o primeiro livro da série de Helen Grace (infelizmente - porque odeio não ler a série pela ordem certa - já li outros antes) e já sabia que não me iria desiludir. A capa é fantástica e a história também, bem ao estilo dos filmes SAW. Imaginem dois reféns. Uma bala. Uma decisão difícil: matar ou viver? 

Há alguém a raptar pares de pessoas que depois são encarceradas e confrontadas com uma escolha: morrer ou matar. Helen Grace é a inspectora encarregada do caso, mas percebemos logo que tem um passado negro e secreto. Nestas páginas percebemos a nossa natureza animal, e até onde o nosso instinto de sobrevivência nos pode levar a fazer coisas impensáveis. As personagens estão muito bem caracterizadas, o medo bem retratado, os capítulos curtos dão ritmo e não conseguimos parar de ler. Recomendo mesmo! 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

O casal do lado | Shari Lapena


Já andava com este livro debaixo de olho há imenso tempo, pois ouvi falar muito bem da versão em inglês. O livro conta a história do desaparecimento de uma bebé de apenas 6 meses da sua própria casa, quando os pais estão a jantar tranquilamente na casa dos vizinhos (mais alguém vê aqui semelhanças com o caso McCann?) O que terá acontecido? Os pais terão matado involuntariamente a criança e feito desaparecer o corpo? Terá sido rapto? Afinal uma criança com 6 meses não podia sair sozinha...

É um livro que se lê muito bem, que nos prende através de várias reviravoltas. Vamos conhecendo os meandros psicológicos de várias personagens e francamente não esperava aquele desfecho. No entanto a cena final deixou-me um pouco perplexa, mas admito que foi muito bem conseguido.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Pecados Santos | Nuno Nepomuceno


Há muito que tinha ouvido falar de Nuno Nepomeceno mas francamente nunca tinha lido nada dele. E arrependi-me! Porque este Pecados Santos deixou-me com muita vontade de ler mais romances dele. É tão bom ver um autor português de tão boa qualidade. A escrita é sólida, dinâmica; a história é bem documentada e com conteúdos históricos muito interessantes. Ficamos presos à trama e não conseguimos parar de ler. Este é mesmo um grande thriller, bem surpreendente!

E do que trata mesmo este livro? Do homicídio de um rabino em Londres, cujo corpo está disposto numa encenação perfeita de um quadro renascentista que representa o sacrifício de Abraão. Em Lisboa, começa também uma série de crimes macabros com forte significado simbólico. Será que os crimes têm ligação entre eles? Um jovem professor universitário em Londres é preso acusado do homicídio de Londres, mas o seu antigo professor e amigo da mãe vai investigar por conta própria juntamente com a sua namorada jornalista. As peças vão encaixando através da visão de várias personagens. 

O estilo deste livro podia ser facilmente comparado a Dan Brown ou a José Rodrigues dos Santos (no seu período áureo), mas acreditem: tem um nível muito superior. Uma escrita cativante que nos faz descobrir os meandros da religião judaica. Recomendo mesmo! 


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Não sou um monstro | Carme Chaparro



Hoje celebra-se o Dia Mundial do Livro. E para comemorar, nada melhor do que vos falar deste livro maravilhoso! Não percam: leiam este romance. A escrita é fenomenal. Conseguimos sentir a dor das personagens de uma forma muito real e poderosa. Ficamos presos do início ao fim. Foi uma grande surpresa e fiquei deslumbrada com este livro. Desta vez, posso dizer que é com certeza um dos thrillers do ano!

Imaginam estar num Centro Comercial e o vosso filho desaparecer, sem deixar rasto. E afinal nem sequer é o primeiro caso de criança a desaparecer da mesma forma e não vai ser o último... Vamos acompanhando a história através da visão de várias personagens: a  polícia, os pais, a jornalista que cobre os casos,... 

Este é o primeiro livro da jornalista que está repleto de suspense e de reviravoltas. Como eu, podem pensar que se trata apenas de uma simples história de um rapto: mas acreditem que não. Só vos digo: leiam! Porque fiquei mesmo siderada com este livro. 

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Apagar Estocolmo | Jens Lapidus


Este é um daqueles livros que me deixam sem saber o que sinto em relação a todas as páginas que li.

O início deixa-nos cheios de expectativas: quando o alarme de uma casa dispara em Värmdö, perto de Estocolmo, um guarda chega ao local para perceber se foi falso alarme. Mas encontra um corpo brutalmente assassinado, irreconhecível. Ao sair disparado da cena do crime, encontra um jovem inconsciente num carro, que será considerado o principal suspeito. Entra em cena Emelie Jansson, uma jovem advogada comercial que vai assumir este caso contra a vontade do seu chefe. Conta com a ajuda de Teddy, um ex-presidiário que trabalha agora para a firma de advogados e que se vê envolvido no caso de homicídio pelo seu passado. 

Se o início é bombástico, o restante decorre num ritmo mais tranquilo. Não é que seja aborrecido,  longe disso, mas é um relato calmo, sem grandes sobressaltos e apenas alguma tensão. O crescimento da personagem de Emelie também me deixa algumas (grandes) dúvidas. O autor referiu em algumas entrevistas que queria escrever um "anti-policial sueco", e realmente conseguiu um estilo próprio, que não me cativou de forma extraordinária. 

O livro fala-nos do submundo do crime organizado, da máfia jugoslava, do tráfico, dos gangs, mas também de crimes financeiros.  Mas francamente estava a espera de mais deste livro. Faltou ali qualquer coisa. 

terça-feira, 10 de abril de 2018

Reino de feras | Gin Phillips


Este era mais um "thriller sensação do ano". E francamente é um livro mediano. Mas continuo a bater palmas aos departamentos de marketing das editoras: excelente trabalho de promoção.... que infelizmente defrauda um pouco os leitores. 

Neste livro, uma simples visita ao Jardim Zoológico transforma-se em pesadelo para Joan e o seu filho de 4 anos, Lincoln, quando atiradores furtivos começam a disparar sobre os visitantes. Todo o livro centra-se na luta pela sobrevivência de Joan e do filho, com algumas personagens pelo meio, mas não tão bem construídas. O final é dúbio e francamente a história não me deslumbrou. Achei que o facto de uma mãe estar a lutar pela vida do seu filho (que tem sensivelmente a idade do meu) me poderia ligar emocionalmente e provocar em mim sentimentos fortes. Nem isso. Não recomendo.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

O regresso da Primavera | Sveva Casati Modignani


Os livros de Sveva Casati Modignani não são literatura para intelectuais: são histórias simples, com personagens com as quais facilmente nos identificamos. Este livro conta-nos a história de Fiamma Morino, uma mulher de 40 anos, directora editorial de uma pequena editora de sucesso que ela própria fundou, mas que está prestes a mudar de donos... Fala-nos da sua infância, e da sua relação problemática com a sua mãe, do seu primeiro casamento, do nascimento das suas duas filhas e da sua relação com Lorenzo Perego, professor de Geografia. De origens abastadas, Lorenzo decidiu ensinar numa escola para crianças desfavorecidas em vez de colégios privados. O livro retrata o estado do ensino em Itália e que pode muito bem ser a realidade de outros países, como Portugal. 
É um romance descomplicado, de leitura fluída, bem ao estilo da autora. 

quarta-feira, 28 de março de 2018

Os meninos que enganavam os nazis | Joseph Joffo


Esta é a história verídica que conta a luta pela sobrevivência de um menino judeu na França ocupada pelos nazis. As perseguições e o medo fazem com que o pai de Joseph, um respeitado barbeiro judeu, decida enviar os seus dois filhos, Joseph de 10 anos e Maurice de 12, fugir para a França Livre. Sozinhos, entregues a si próprios, vamos acompanhando a fuga destas duas crianças para escapar à morte. Duas crianças muito criativas no momento de fugir aos seus perseguidores nazis. É uma história que nos mostra mais uma perspectiva da Segunda Guerra Mundial e que raramente é abordada. Gostei muito do engenho e do humor latente nesta história. De como tudo é natural: porque afinal quando somos perseguidos pela morte, tudo vale. O livro relata vários encontros, várias experiências emocionantes reais e autobiográficas. É um livro tocante pela sua simplicidade.

No final, o autor fala de muitas questões que lhe colocaram quando ia às escolas falar sobre a sua vida. É incrível constatar as reacções e as dúvidas das pessoas. E mostra como é importante nunca esquecer, para certos acontecimentos nunca voltarem a acontecer.

sexta-feira, 23 de março de 2018

O homem de giz | C. J. Tudor


Este é um daqueles livros que está a ser vendido como "o Livro de 2018", "o melhor thriller do ano". O livro é bom: é mesmo. Mas depois de tanto "show" à volta dele, esperei mais. Percebo que depois de ler tantos livros é difícil deixar-me de queixo caído. Mais uma vez acho que a percepção final apenas tem a ver com as expectativas que nos criam. Só tenho pena (e falo por mim) de por vezes descurar grandes obras que são menos mediáticas, em detrimento destes livros vendidos com grandes chavões. Mas mesmo assim digo-vos: é um bom livro e vale bem a pena. 

Voltando ao livro... Tem um toque sombrio, com cenas fortes, muitos mistérios, muita pressão psicológica, muita dúvida e suspeitas, personagens disfuncionais... neste livro nem tudo o que parece é. 

A história é centrada em Eddie e no seu grupo de amigos que se vêem envolvidos na descoberta macabra de um corpo desmembrado... Na vida do grupo, começam a aparecer uns enigmáticos homens de giz que estão sempre associados a cenas de mais tensão e crime... A parte que mais gostei foi descobrir a verdade sobre esses homens de giz. As revelações finais conseguem surpreender-nos. Li algumas reviews em que referem que pensavam que os homens de giz eram ligados a uma qualquer entidade sobrenatural: devo ser muito racional porque nunca me passou pela cabeça. Os segredos do passado vão sendo revelados, alternando entre episódios de 1986 e de 2016, quando o passado volta para assombrar Eddie e os seus amigos. 

Recomendo este thriller psicológico que nos prende até ao fim. E acredito que também vão ser surpreendidos no final...  

segunda-feira, 19 de março de 2018

A seca | Jane Harper


As campanhas de marketing na área editorial são cada vez mais ferozes. Há livros que nos cativam à primeira publicidade, criando expectativas tão grandes que depois lemos o livro e este fica aquém das expectativas. Não é que seja mau, mas esperamos tanto e afinal trata-se de mais um livro igual a tantos outros. E depois temos livros destes, como A seca, que passam bastante desapercebidos mas que superam os mais afamados "livros do momento". E adorei este livro de estreia de Jane Harper: muito em escrito, com uma grande dose de suspense e só mesmo no final é que descobrimos o que se passou realmente. 

Aaron Falk regressa à cidade de Kiewarra para o funeral do seu amigo Luke, que é suspeito de ter morto a sua esposa e o seu filho de forma selvagem para depois se suicidar. Mas existem dúvidas se realmente tudo terá sido assim... Mas esta não é a primeira tragédia que assola esta cidade: vinte anos antes, a adolescente Ellie é encontrada morta, afogada no Rio em circunstâncias que apontam para a culpa de Falk. E agora, Falk não é bem recebido nesta comunidade pequena e fechada...

Se gostam de suspense, de tramas familiares, de policiais bem densos e negros, vão amar tanto como eu este livro. Recomendo!

terça-feira, 13 de março de 2018

Origem | Dan Brown


Penso que não devo ser a única a ter ficada apaixonada pelos primeiros livros de Dan Brown, nomeadamente O Código da Vinci e Anjos e Demónios. Depois ainda tive uns bons momentos com o autor, mas também grandes desilusões. Na minha opinião, o autor insistiu num género que já tinha dado tudo o que tinha a dar. O caixa de pandora tinha esgotado a sua magia...Por isso, gostei de ver  Dan Brown a mudar um pouco o estilo em Origem: muito menos cifras e segredos ligados à Igreja.

Gostei bastante do tema. A ciência responde finalmente a duas questões centrais da existência humana: "de onde vimos?" e "para onde vamos?", isto é, qual a origem do Homem e qual o destino da humanidade?" Esta revelação ia ser feita por Edmond Kirsh mas antes do grande momento este é assassinado em plena apresentação. E aqui entra Robert Langdon que fará tudo para anunciar ao mundo a grande descoberta do seu amigo...

O livro tem ritmo, apresenta várias dados científicos muito interessantes sobre a Origem da Vida e sobre a evolução da nossa espécie. Gostei imenso da história. E tenho gostado tanto quando conheço os cenários dos livros e consigo acompanhar os passos das personagens através das cidades que visitam. Francamente, já há muito que um livro de Dan Brown não me dava tanto prazer.

sexta-feira, 9 de março de 2018

A filha do Pântano | Karen Dionne


Este é daqueles livros que se destacam por ter uma história que foge ao normal, dentro do género de thriller psicológico. O livro desenvolve-se em torno da história do rapto da mãe de Helena, a personagem principal, que é raptada com apenas 14 anos e mantida prisioneira em pleno pântano da Península Superior do Michigan. Desta relação nasce Helena que, sem saber da história de família, idolatra o pai e adora a sua vida "selvagem".

Já adulta, Helena é casada e tem duas filhas, quando descobre que um presidiário se evadiu da prisão de alta segurança e esse presidiário é o seu pai. E a caça ao homem começa... E esta transporta o leitor até vários episódios da infância de Helena ao mesmo tempo que acompanhamos a perseguição de Helena ao seu pai, o rei do Pântano, que lhe ensinou a caçar e a perseguir as suas presas.

O livro lê-se muito bem, e prende-nos até ao fim, com um ritmo acelerado. Faz-nos pensar se a vida em estado selvagem, sem electricidade, água corrente, telemóveis e afins, é melhor ou pior do que a vida moderna, como todos a conhecemos. 

É um livro que fala sobre amor e o poder psicológico que temos sobre os outros porque nos amam. Mostra-nos como as nossas recordações da infância podem não corresponder exactamente à verdade... 

segunda-feira, 5 de março de 2018

A Sombra da noite | Robert Bryndza


Depois de A Raparida no Gelo (bom policial, mas não é Aquele fenómeno que pintam), tinha de acompanhar a história da inspectora Chefe Erika Foster. Este é mais um policial, bem escrito (embora haja ali algo que não percebo como o assassino pode ter descoberto), que nos prende até ao fim. Mas a identidade do assassino é revelado demasiado cedo...

Aqui temos mais um assassino em série que ataca homens, através de asfixia, depois de os despir e os deitar na cama. Serão crimes sexuais? A inspectora Erika investiga os crimes e consegue criar uma ligação forte com o criminoso...

Para quem gosta do género, é um livro que vale a pena. Não são Grandes obras, mas lêem-se num ápice, com muito prazer. 


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Os loucos da Rua Mazur | João Pinto Coelho


Quem leu e se apaixonou por "Perguntem a Sarah Gross" (se não leram é OBRIGATÓRIO), não poderia deixar de ler o mais recente livro de João Pinto Coelho. O problema é que a fasquia estava muito alta...

Antes de ler, ouvi muitas críticas, mas achei-as infundadas. Não achei que o número elevado de personagens tornasse o livro confuso. Mas a verdade é que este não é um romance "comercial". Não agradará a muita gente mas quem conseguir ir mais além verá uma grande obra, diferente daquilo que muito se tem escrito sobre este período da história, mas mesmo assim sublime. João Pinto Coelho é talentoso. 

A história fala-nos do judeu Yankel e do escritor católico Eryk, que não quer morrer sem escrever o livro da vida deles. Conhecem-se desde a infância, numa aldeia remota, cercada por floresta, onde partilharam a amizade e o amor de Shionka. Nessa cidade onde cristãos e judeus nunca viveram muito pacificamente, vivem a ocupação soviética e nazi. Passados muitos anos em Paris reencontram-se para redimir o passado relembrando episódios duros e quase inconfessáveis. 

Até meio do livro, existe uma calma serena. Mas o ritmo chega em força e somos literalmente catapultados para a barbárie mais selvagem. As descrições são rudes mas escritas de uma forma sublime. Mostra-nos sem rodeios como os seres humanos enfrentam as adversidades mais atrozes da vida. É um livro que nos faz parar e pensar. 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Desapareceram | Haylen Beck


Livros que envolvem desaparecimento de crianças, só nos podem deixar com os nervos em franja e um nó no estômago. "Desapareceram" fala-nos da luta desesperada de Audra para encontrar os seus dois filhos Sean e Louise. Imagine uma mãe a viajar de carro com os seus dois filhos para fugir de uma vida de maus tratos, quando é mandada parada por um Xerife que encontra marijuana na bagageira do carro. Audra é presa e, já na esquadra, é confrontada com a resposta do Xerife "quais filhos? Viajava sozinha quando a mandei parar

É daqueles livros que nos prendem até ao fim. E torna-se chocante porque, embora seja ficção, levanta questões bem reais. É um livro muito bem conseguido, com ritmo, cheio de tensão e que daria um boa adaptação cinematográfica. Gostei muito e recomendo. 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

13 minutos | Sarah Pinborough


Natasha esteve morta durante 13 minutos. É salva por um homem solitário que passeia o cão de madrugada, mas a adolescente sofre de amnésia. Não se recorda do que aconteceu e as suas melhores amigas, Hayley e Jenny, têm um comportamento estranho e muito atencioso. Todas as personagens são suspeitas e existe uma tensão contínua ao longo das páginas. O caso de Natasha é um mistério: terá sido suicídio? uma brincadeira de adolescente que correu mal? uma tentativa de homicídio?

Através da perspectiva de várias personagens, de diários, de notícias de jornais, de depoimentos à polícia, vamos deslindando o caso, mas sempre de uma forma bastante ambígua e com alguma expectativa latente (admito que resolvi demasiado cedo o mistério).

É um livro da categoria "Young Adult" que fala de bullying, assédio, adolescência, dependência, amizade, depressão, manipulação, egocentrismo, inveja, lealdade, segredos..

É daqueles livros que nos prende até ao fim, mas que o final deixa algo a desejar. É daqueles casos que me fazem imaginar o escritor demasiado cansado ao fim de tanto esforço, que chega ao fim do manuscrito e que quer fechar a obra o mais rápido possível. É demasiado abrupto. Demasiado sem sal. Pelo menos para mim...

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

A Mulher do meu marido | Jane Corry


Lily é advogada e acaba de casar com Ed, um artista plástico. Mas o casamento deles baseia-se em demasiados segredos. Quando Lily aceita o seu primeiro caso criminal, começa a sentir-se atraída pelo seu cliente, acusado do homicídio violento da sua namorada. Este caso vai ter um grande impacto no quotidiano de Lily... A vida de Lily e Ed fica ligada à da sua jovem vizinha, Carla de nove anos, que também já tem os seus segredos e o domínio da arte da manipulação. Os seus caminhos voltam-se a encontrar passados mais de dez anos...

É um daqueles livros que se lê compulsivamente. Até ao final da primeira parte, não percebemos bem até onde  a escritora nos quer levar mas na segunda parte os acontecimentos começam a desfilar a uma velocidade estonteante. E não conseguimos largar o livro. No início pensámos que o livro vai ser sobre um crime passional, mas acreditem: é muito mais do que isso. Aqui nada é o que parece. Mistura a história de duas mulheres, com muitos segredos, muita manipulação, tudo contado a conta-gotas e cheio de meias-verdades. Tudo se liga e percebemos como acontecimentos do passado podem afectar o dia-a-dia e as decisões do presente. 

É muito bom mesmo. Recomendo.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Chegada a hora | Jeffrey Archer


Este é o sexto de sete livros das "Crónicas dos Clifton", que acompanha a história europeia através da vida dos membros de duas famílias, os Clifton os Barrington. Se a série começa nos anos 20, este livro decorre na época da Alemanha de Leste. 

Este pode não ser o melhor livro da série, mas para quem já se apaixonou e criou uma forte ligação com as personagens, sente-se cativado até ao fim: que permanece completamente em aberto, o que nos deixa cheios de expectativa para o próximo (as despedidas vão custar tanto). 

Jeffrey Archer é um grande contador de histórias, e recomendo mesmo esta série, que junta tramas familiares aos grandes acontecimentos históricos mundiais, de uma forma cativante.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

O Assassino do Crucifixo | Chris Carter


Imaginem um serial killer que marca as suas vítimas com um crucifixo, a quem chamam o Assassino do Crucifixo. O seu modus operandi: provocar um sofrimento atroz às suas vítimas quando ainda estão vivas. Rober Hunter está encarregado da investigação que se prolonga há imensos anos, porque o assassino nunca deixa nenhuma pista para trás. O autor é psicólogo criminal, o que dá grande credibilidade à construção do perfil do homicida e das personagens. 

A história é cheia de acção e de suspense. Está muito bem construída, as descrições bastante visuais e acreditem, não o vão conseguir largar. Não desconfiei do desfecho: para mim foi surpreendente. Este é o primeiro volume de uma série (já tinha lido o 2º, tão bom quanto este), e quero muito ler os próximos... Para quem gosta de thrillers/ policiais negros e envolventes, não podem deixar de conhecer Chris Carter. 

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

No Canto mais Escuro | Elizabeth Haynes


Este livro é brutal! Deixa-nos os nervos em franja, sempre em suspense, a sentir um nervosismo latente, e é daqueles que nos fazem olhar por cima do ombro nas noites solidárias em casa. Gostei muito!

No canto mais escuro fala-nos de relacionamentos abusivos, de maus tratos e violência doméstica. A autora conta-nos a histórica de Catherine Bailey em dois períodos, alternando entre o passado (2003) e o presente (2007). Quase conseguimos sentir o medo dela e ficamos a conhecer as consequências que a violência física e psicológica pode ter numa pessoa. Mesmo as mulheres independentes e com uma grande auto-estima podem envolver-se em relações abusivas e doentias.

O livro começa com uma cena de um crime que nos deixa o estômago retorcido para prosseguir com relatos do dia-a-dia de uma mulher jovial. Admito que me senti um pouco enganada nas primeiras páginas, mas tudo faz sentido. É um trillher psicológico soberbo e arrepiante, com níveis de tensão dramática e de suspense muito elevados. Não o conseguimos largar. É um livro perturbador a não perder.