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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Uma questão de respeito


Por mais que negamos, as mulheres são muito mais problemáticas do que os homens (estou a generalizar). Vivemos obcecadas com o passado, presente e planos de futuro, enquanto que eles vivem o presente sem grandes preocupações.

O que mais me incomoda nas mulheres é a sua obsessão em apagar o passado de um novo companheiro. Esquecem-se demasiado facilmente que aquele homem é fruto do seu passado: de falhanços profissionais, de relações amorosas passadas, de experiências, etc. Quando uma mulher se apaixona, quer a exclusividade daquele homem, e só estaria 100% feliz, se apagasse as suas memórias.

Odeio ver mulheres amuadas porque o homem de 30 anos com quem começaram a sair já teve relações sexuais com outras mulheres. Com essa idade, elas não iriam querer virgens, mas incomoda-as saber que esteve na cama com esta e aquela ex (tendo elas também ex-companheiros). E o pior é que por mais frustradas que elas já estejam, insistem em fazer perguntas estúpidas como: «experimentastes isto com ela?», «Quem era melhor na cama, eu ou ela?», etc. E depois fazem aquele beiço em que o homem sabe que algo está mal mas não percebe porquê...

Pior é quando uma mulher madura se junta com um homem com filhos de outra relação. Como é possível que tenham ciúmes daqueles seres inocentes? Como não podem respeitar que são a sua carne e que os vai amar para sempre, mesmo que já não esteja com a mãe deles? Odeio aquelas mulheres que fazem pressão para afastar os pais dos filhos, porque não gostam que o pai se cruza com a sua ex, nem que seja só por causa dos filhos. Não consigo ter paninhos quentes para esta gente, e já foi motivo para me afastar de algumas mulheres.

Os homens têm passado, têm traumas que temos que respeitar. Quando amamos, devemos amar e respeitar o pacote completo. Nestes casos, os homens são muito mais racionais do que nós. Alguns juntam-se com ex-prostitutas. Quantas mulheres o fariam sem grandes dramas? E nos casos de filhos de outras relações, tudo é mais sensato e calmo quando os filhos são dela. Eles respeitam mais o nosso passado...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Somos o que somos


Uma coisa que aprendi com o tempo é que não se mudam os homens. A fase de adaptação é sempre difícil. Lá em casa, houve grandes crises até que conseguimos finalmente fazer cohabitar os nossos dois feitios e estilos de vida. A solução é mais simples do que parece: paciência, cedência e adaptação. Os dois tiveram que mudar um pouco para tornar a cohabitação pacífica. O meu marido teve que aprender que o lugar de macho latino que a mãe reservava para o filho não tinha lugar entre aquelas 4 paredes, e eu tive que aprender que tinha de partilhar o meu espaço, que não podia ser tão exigente com ele. É um trabalho muito difícil. É por isso que acredito que toda a gente devia viver juntos antes de casar. Uma pessoa só conhece a outra depois de partilhar 60m2.

Podemos alterar pormenores, mas não podemos mudar a essência de um homem. E é aqui que muitas mulheres falham. Querem fazer daquele homem alguém perfeito, o que é impossível. E por isso vivem frustradas, o que dá asas a discussões entre o casal. Se ele nunca foi romântico, porque insistir em que nos faça surpresas hollywoodescas? Isso é abdicar na sua genuinidade, espontaneidade, fazendo com que tudo seja forçado. Porquê insistir em que ele deixe de gostar de ir ver a bola com os amigos? Porque obrigá-lo a gostar de coisas diferentes? Porque fazer dele um homem que ele não gosta? E quando, por exemplo, nos chateiamos quando ele nos deixa escolher sempre o filme ou o restaurante. Já pensaram que pode não ser falta de personalidade, mas somente uma vontade tremenda de nos agradar e ver-nos felizes?

Eu acho que isso torna a vida de um homem um inferno. Francamente. Às vezes é bom parar e pensar na perspectiva deles. A minha máxima é garantir que ele queira voltar (e sentir-se feliz por isso) todos os dias para casa. Porque aí encontra paz e pode ser ele próprio. Claro que só é possível fazendo cedências mútuas. Quando um homem se sentir melhor no café com os amigos ou com uma amante porque esta não o chateia, a coisa é preocupante. 

Temos que aceitar as pessoas como elas são. Aceitar as imperfeições, e minimizá-las. Aprender a viver com outra pessoa que não é moldável. Não podemos dispor dela como bem entendemos. Que não tem sempre as mesmas opiniões, maneiras de ser, etc. É que, se nem a um animal podemos exigir tal coisa, então porque pedir isto à pessoa que supostamente amamos?

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Amor ou preconceito?


Todos fomos jovens e apaixonados. Quem de nós em adolescentes não beijou apaixonadamente o seu namorado em público (e outros gestos de ternura). Cresci mas continuo a não me incomodar  ao ver jovens a beijarem-se em público como se não houvesse amanhã. Sei que algumas pessoas não apreciam. Mas para mim, isso é mesmo fruto da idade, das paixões fortes e arrebatadoras da adolescência. E admito que alguns me fazem sorrir e relembrar momentos meus, loucuras de paixão adolescente,...

Posso parecer velha e insatisfeita, mas quando se tratam de pessoas com mais idade, acho certas atitudes deslocadas e despropositadas. Não sou como alguns que nem gostam de ver beijos  em públicos. Mas há certas demonstrações de paixão que em pessoas mais crescidas me incomodam. Há umas semanas, por exemplo, um casal já com 40 anos no metro a quem só faltava mesmo baixar as calças e acabar com o serviço ali mesmo. Imaginem: o homem sentado, e ela por cima às cavalitas. Com beijos longos e molhados, as mãos deles a apalpar-lhe o rabo avidamente, e ele a suspirar de desejo. Muito constrangedor e deslocado. Não consigo perceber como há pessoas que não percebem que há locais e momentos para tudo!E na praia, quando começam a enrolar-se à frente de crianças que estão a olhar para eles, de boca aberta, desde a toalha mais próxima...

Eu até tenho uma mente aberta. Mas, às vezes, pergunto-me se não estarei a envelhecer demasiado rápido, ou a ficar preconceituosa... Não sei se é uma necessidade de mostrar ao mundo «estou feliz, apaixonado e temos sexo três vezes por dia». Mas há coisas que se devem fazer no recanto do lar, com privacidade e respeitando o espaço dos outros. Mas isso digo eu!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Amor e Sexo


As mulheres deveriam vir com um manual de instruções. É tão complicado descortinar os meandros da sua mente, até para nós mulheres, quando mais para os coitados dos homens...

Se há mulheres que se queixam de já não haver cavalheiros, românticos, que as seduzam; que lhes oferecem flores, e que as levem a sítios bonitos, para as comquistar... depois há outras que querem tudo mais rápido, que querem passar à etapa seguinte e que se irritam por o homem não ir mais além, mas também não lhe dá sinais do que ela quer....

Em tempos tentamos juntar dois amigos. Era vê-lo atrapalhado porque não queria ir depressa demais, não queria que ela pensasse que ele só saía com ela por causa do sexo, etc. A relação não funcionou. Porquê? Porque para ela, foi devagar demais. Não queria aquilo engonhado, queria ter tido relações com ele, logo no início...

Antigamente queixávamo-nos dos homens por só pensarem em sexo, e acumular conquistas. Hoje tudo mudou. As mulheres já pensam como eles, ou então passaram a assumir as suas prioridades. Eu nunca prescindiria do tempo de sedução: é uma fase tão intensa! Também nunca seria capaz de fazer sexo com um homem logo na primeira ou segunda noite. Mas não critico quem o faça. São maneiras diferentes de viver a sua sexualidade, só isso. Hoje em dia, acaba-se uma relação e começa-se outra logo a seguir, sem dar tempo de fazer o «luto» desse amor/ paixão.

Eu posso ser antiquada, mas continuo a acreditar que há uma diferença entre fazer sexo e fazer amor. E o segundo é tão mais satisfatório e intenso. Não o trocaria por nada. Não concordam?