quinta-feira, 30 de junho de 2011

Da dor


«A dor é contagiosa. Dizem que estão tristes, mas quantos estão verdadeiramente prontos para ouvir os meandros da dor? Mostram-se solidários, oferecendo palavras e ombros de conforto. Desaparecem todos. Para os amigos, até os mais chegados, é como um filme triste: comove-nos sinceramente e sofremos e depois chega-se a um ponto em que já não se quer sentir mais essa tristeza, por isso deixa-se que acabe, e volta-se para casa. Só a família é obrigada a suportar».*

Será? Que pensam disso? Eu acho que tem alguma verdade. Sei porque já passei por elas dos dois lados da barricada. Mas, deixem, hoje estou azeda, negra, desesperada, cansada, assustada. Odeio sentir-me assim. Amanhã, será melhor. Ou não.

*Harlan Coben | Invasão de Privacidade

12 comentários:

Fanny disse...

estamos as duas para o mesmo, mas ir para casa só me deixa pior...
preferia ir passear para me alegrar ainda por cima com um tempo destes mas todos os amigos foram à vida deles e a família estáq longe demais para me poder apoiar... e o pior é que sei que o dia de amanhã será igual...

Rita G. disse...

Acredito que quando se trata de alguém que gostamos verdadeiramente, não existe isso de ir embora. Há disponibilidade para ajudar, para ouvir e partilhar. bj

ƸӁƷBeautiful Butterfly WomanƸӁƷ disse...

Ahh!!amiga nada melhor que um dia após o outro...hehehehehe!!!beijos doces!!

Marisa disse...

Estou exactamente como tu...melhores dias virão...
kiss

madeMOIselle disse...

Ainda bem que me foste "ver". Assim venho-te ver também. Estava a precisar de "passear" :)

Eu concordo. Sei que comigo qualquer pessoa ri. Sou contagiosa nesse sentido, parvalhona. Mas chorar é mais complicado. Eu própria escolho estrategicamente as pessoas e os lugares para me dar ao luxo de chorar e ser triste. Sou muito protectora comigo mesma...

"Aturar-nos" quando estamos bem é fácil, quando as cosias pioram é que é difícil. E, como costumo dizer: é nos piores momentos que se sabe quem é quem.

Alice disse...

Quando somos mesmo amigos, é como se fossemos família e não vamos embora.

Amanhã será melhor!!

Kikas disse...

como essas palavras são verdadeiras...tb eu ja estive nos dois lados da barricada...e estou sempre que é preciso...o outro lado??? a muito que se foi.

Nokas disse...

Se gostarmos realmente das pessoas, isso não acontece...Então, que se passa contigo hoje?

a gata persa disse...

Foi exactamente por isso que resolvi criar este meu novo blog...uma ideia que não sei onde me vai levar:)Entendo perfeitamente o que escreves nesta postadela, embora não te conheça e te visite hoje pela primeira vez. Beijinhos...

Dina disse...

Nokas: nada de especial. Estou só cansada de estar doente, e de a vida não seguir em frente como às vezes queria... Há dias assim em que baixamos os braços, para depois ir outra vez à luta ;)

Alminhas disse...

Eu acho que quem é verdadeiramente amigo e gosta nunca se vai embora. Porém às vezes acontece e não é por mal. Na minha opinião as pessoas têm é medo... e não é da dor dos outros, mas sim dos seus próprios fantasmas, das suas próprias dores. Por vezes pensam que só acontece aos outros, ou melhor preferem pensar assim, é mais suportável. E quando acontece a alguém que está perto, é melhor fugir do que poder sofrer de contágio. Outras pessoas afastam-se porque não sabem como lidar com a situação, o que dizer, o que fazer... é muito complicado. É por isso que eu digo que às vezes também temos que pedir ajudar e mostrar como precisamos de ser ajudados.Por vezes é mais fácil. Mas neste aspecto tu podes questionar..."se são mesmo meus amigos saberão que eu preciso de ajuda" Sim, é verdade. Contudo nós nem sempre mostramos o que precisamos. Eu por exemplo, sou assim.Amanhã é outro dia por vezes temos que ir um pouco ao fundo do poço para podermos emergir com mais força! Beijocas

Dina disse...

Alminhas: fiquei sem palavras. Parece que me lestes a alma. Concordo com tudo o que dizes. E sim, eu tb não sou de mostrar que preciso de ajuda... Obrigada