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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Hoje o meu pai faria 70 anos e seria uma festa. O tempo não alivia as saudades que podemos sentir. Sente-se cada vez mais a falta da pessoa que mais amamos na vida. A sua ausência é um sufoco. Há dias, como o de hoje, em que tento nem pensar para não sofrer mais. Porque dói. Dói ele não estar aqui ao meu lado. Feliz por mim, e por festejar mais um aniversário, coisa que ele tanto gostava. Dói porque sei que ele ficaria louco por estar a espera de mais um neto/a. Dói porque o meu filho nunca conhecerá o avó fantástico que teve. Há dias de festa que se transformam em dias de tristeza tão grande.

Sim, eu sei que ele está junto de mim. Eu sei que me protege e está feliz por nós de onde ele está. Mas há dias em que não queremos saber nada disso. Queremo-los aqui junto de nós. E por mais irracional que seja, nada mais importa.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Da dor


«A dor é contagiosa. Dizem que estão tristes, mas quantos estão verdadeiramente prontos para ouvir os meandros da dor? Mostram-se solidários, oferecendo palavras e ombros de conforto. Desaparecem todos. Para os amigos, até os mais chegados, é como um filme triste: comove-nos sinceramente e sofremos e depois chega-se a um ponto em que já não se quer sentir mais essa tristeza, por isso deixa-se que acabe, e volta-se para casa. Só a família é obrigada a suportar».*

Será? Que pensam disso? Eu acho que tem alguma verdade. Sei porque já passei por elas dos dois lados da barricada. Mas, deixem, hoje estou azeda, negra, desesperada, cansada, assustada. Odeio sentir-me assim. Amanhã, será melhor. Ou não.

*Harlan Coben | Invasão de Privacidade

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A inveja faz parte de nós


E não estou a falar da inveja mesquinha e maldosa. Mas sim daquele sentimento que nos faz simplesmente querer o mesmo que os outros têm...

E temos o hábito de olhar para as outras pessoas, desconhecidas ou próximas, e desejar as suas vidas. Elas é que são bonitas, elas é que têm um trabalho motivante e interessante, elas é que têm um casamento feliz, elas é que fazem férias nos locais verdadeiramente espectaculares, elas é que têm a nossa casa de sonho, etc.

É engraçado como o ser humano não tem a capacidade de ser feliz com o que tem. E vive depressivo a pensar que seria feliz com isto ou aquilo, sem aproveitar as coisas maravilhosas que tem na sua vida. O mais irónico é que quando se começa a perceber a verdadeira vidas dos outros, para além das camadas superficiais, começamos a perceber que não têm uma vida assim tão perfeita. Estão a beira dum divórcio, estão afogados em dívidas, odeiam o seu corpo, enfim...

Eu aprendi a ser feliz com momentos tão simples e insignificantes. E são esses momentos que me dão mais alegria e prazer. Claro que continua a ter expectativas: também quero viajar, um dia ter uma moradia, etc. Mas vivo tão bem com o facto de ser pobre, porque sei dar valor às riquezas que tenho junto de mim: o amor, a saúde e a minha família...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Quero alento e esperança...


Mais uma semana de trabalho que se inicia, mas não tenho forças para nada. Quando a doença do meu pai nos bateu à porta, tentei abstrair-me ao máximo para não me ir abaixo. Tentei e consegui. Até sábado. Este fim-de-semana foi de espera e desespero. O meu pai teve inúmeras complicações, entre as quais tensão alta (ele já teve um AVC) e grandes hemoragias. O meu coração está pequenino. Estamos a espera dos resultados da biópsia que ditará a retirada da bexiga. E a minha mãe sozinha naquela casa grande sem nada poder fazer, sem ter ninguém com quem desabafar. O Luís tem sido incansável em apoiar-me e dar-me alento.

Pelo menos poderia vir sol para alegrar um bocado o meu dia e o meu ânimo. Estou farta de chuva. A minha pele está sedenta de sol, mesmo. Quero poder usar sandálias, vestidos de verão e livrar-me das botas e casacões. Quero livrar-me de tudo o que me oprime o corpo e a alma...