sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Polémica feminina - Somos todas umas assassinas


«Todas as decisões contam. Todos nos armamos em Deus todos os dias. Quando uma mulher compra um novo par de sapatos caros, podia ter gasto esse dinheiro para alimentar alguém que passa fome. De certo modo, para ela esses sapatos valem mais que uma vida. Todos nós matamos para tornarmos as nossas vidas mais confortáveis. Não pomos as coisas nestes termos. Mas fazemo-lo.»*

Será? Só pensamos no nosso bem-estar, esquecendo que poderíamos ao abdicar de algo pouco importante, salvar vidas humanas? Está aberta a polémica!

* Em Invasão de Privacidade de Harlan Coben

11 comentários:

Kikas disse...

bolas...essa tocou cá dentro.

dá que pensar...ontem comprei um perfume, pq achei que me fazia falta...mas lendo essa frase, dei me conta que o €€€ que gastei nele, poderia ser entregue para outro fim.

chiça...desculpa

Kikas disse...

posso usar esta frase no meu blog?
temos mesmo de pensar nela...é dura, forte e crua...mas abre mentes

Dina disse...

Podes usar a vontade ;)

Formiguinha disse...

Vou ser polémica....
A frase está fantástica mas é estupidamente ingénua...
Nem sempre acontece, mas ainda que tivéssemos essa boa vontade a cada dia não faria a diferença... seria uma gota de água num oceano.Tem que haver organização, intencionalidade... não deves dar o peixe mas antes ensinar a pescar.

Se fosse assim tão simples e linear eu, por exemplo, andaria descalça de boa vontade com muito gosto :)!!!

Bêjos

Filipe disse...

Acho tudo isso muito exagerado. As diferenças entre povos sempre existiu e sempre vão existir... e não podemos, nem conseguiríamos, viver a nossa vida tendo constantemente presente essa noção das desigualdades sociais.
Se o autor vê as coisas por esse prisma, poderemos também afirmar que o escritor ao escrever no computador está a matar alguém, pela simples razão que o dinheiro que despendeu na sua aquisição poderia muito bem alimentar um número enorme de crianças africanas. Poderia muito bem continuar a usar a velha máquina de escrever… ou então, melhor ainda, poderia escrever à mão…
Com relativa facilidade encontramos motivos para nos culpabilizar pelos males do mundo. Não podemos viver com o estigma de quem acha que tem tudo e que sabe que outros nada têm. Uma vida não se salva apenas porque uma outra se sacrifica. É na partilha que reside o segredo…
O altruísmo não nasce de uma forma inocente… cresce porque sabemos que há alguém por quem podemos fazer algo de bom e permanece porque liberta um sentimento de bem-estar.
No fundo é isso mesmo… tudo se resume ao bem-estar de cada um.

Verinha disse...

Faço das palavras do Filipe minhas, e assino por baixo. Não me saberia experimir melhor!

bjks***

Liliana disse...

Dina gostava de te enviar um email...para onde posso enviar?

Bjoka

Manuela disse...

Querida Dina, por vezes deixamos de lado os nossos pequenos luxos e damos um pouco mais de nós, aos outros. E isso, pode ser feito de diversas maneiras, mas não devemos cair em utopias.
Beijinhos e bom fim-de-semana :)

Jóh disse...

quer dizer eu também não compro calçado muito caro...por isso...

Dina disse...

Não sou ingénua e sei que ninguém por si só pode mudar o mundo. Mas há dias em que penso: será que não é mais uma desculpa? Se cada um dêsse um pouco mais de si ao outro, cada um poderia mudar o mundo à sua volta. A pobreza nunca vai ser erradicada, mas alguém, nem que seja só uma pessoa pode viver melhor. Só franca: não costumo dar dinheiro. Mas ajudo as pessoas ao máximo para lhes dar uma vida melhor.

*C*inderela disse...

é daquelas coisas, gastamos dinheiro em coisas que não nos faz falta (mais roupa, sapatos, malas ...) mas que nos faz feliz enquanto há gente que precisa desse dinheiro para bens de maior importância: comida. por muita boa vontade que pessoas individuais tenham, a mudança só se fará sentir se o exemplo vir de cima, criando politicas que protejam os mais necessitados, porque aqueles que ajudam, ajudam com o pouco que têm e não podem fazer milagres.
eu pessoalmente assim como gasto também dou. todas as épocas dou muita roupa para instituições de caridade, ajuda sempre que posso para certas causas. mas privar-nos das poucas alegrias que temos, mesmo que sejam futilidades, não me parece que seja a solução. A menos que isso fosse prática de todos para causar impacto!

Bjokas*