terça-feira, 20 de setembro de 2011

A cadência do amor


Cada relação tem o seu tempo e ritmo. Cada casal vive ao sabor da sua própria paixão e amor. Não há uma solução única de felicidade para todos os casais. O que funciona nuns é a causa do fracasso noutros. Uns vivem unicamente um pelo outro, enquanto que para outros a vida só faz sentido a três, ou mais... Ninguém está errado, ninguém tomou uma melhor ou pior opção de vida: cada um é feliz à sua maneira, o que requer bastante coragem nos dias de hoje, assumir-se como se é.

Há quem diga, por exemplo, que ninguém se deveria casar no auge da paixão. Explicam que estes casais com alguns meses de namoro ainda não tiveram tempo de conhecer os defeitos do outro, que tudo parece cor-de-rosa mas que depois estes casamentos relampagos estão destinados ao fracasso quando descobrem as verdadeiras facetas do outro. Mas já ouvi dizer que os namoros longos são os que menos probabilidades de sucesso têm. Sim, as pessoas conhecem-se mais e melhor. Já passaram a fase da paixão cega inicial. Mas também têm mais ressentimentos, já passaram por mais problemas e depois de casar já não têm tanta paciência ou força de desculpar certas coisas, visto que o fizeram vezes sem conta nos dez anos de namoro. A história em comum pode ser uma vantagem ou não...

Por isso não sei se são mais bem sucedidos casamentos que resultem de namoros longos ou de paixões curtas e arrebatadoras. Só sei que morar juntos é obrigatório para o sucesso de um casamento (claro que pode haver excepções). Por mais tempo que se namora, que se passem férias juntos, etc., só se conhece verdadeiramente o outro quando se partilha uma casa, e se descobre a sua rotina diária. Acreditem que o mais difícil por vezes (e falo por experiência própria) é conjugar dois estilos de vida diferentes entre quatro paredes. Isso sim pode estragar uma relação. Saber lidar com alguém oposto a nós, que é dessarumado, que em dias mais difíceis parece um fardo a estragar o nosso trabalho doméstico, etc.

Não há receita mágica para o sucesso de uma história de amor. Mas conhecer-se bem é primordial: uns fazem-nos mais rápido, uns exigem menos, outros têm mais paciência, etc. O amor é também um dom em que precisamos de investir diariamente...

18 comentários:

estrela disse...

Isso é bem verdade "O amor é também um dom em que precisamos de investir diariamente..."
há coisas que irritam tanto, outras que nos derretem tanto!!
viver a 2 é bem dificil!
mas se cada um der todos os dias um bocadinho a coisa resulta na perfeição!
bjs

Nokas disse...

Não há fórmulas secretas, apenas a boa vontade e a dedicação :)

Tsuri disse...

É, isso é bem verdade. Aliás comprovo uma das teorias, pois de 3 casais de conhecia que namoraram entre 9 a 11 anos após o casamento separaram-se em médias de 2/3 anos.É terrível.
O casamento é já de si um crescimento em comum, uma lição e claro, viver com uma pessoa com hábitos diferentes requer de ambas as partes uma ginástica e um poder de adaptação grande. O importante é amar, tolerar mas amar.
beijinhos

Didá disse...

se houvesse uma fórmula,o amor não era puro e verdadeiro...

Moa disse...

conheço um casal que namorou 12 anos e ao fim de 3 anos de casamento( e uma filha) estão a divorciar-se. Tenho uma amiga que vai casar este anos após somente meio ano de namoro...

salto para a lua disse...

é difícil perceber se são realmente os opostos que se atraem uma vez que têm estilos de vida diferentes, como tu tão bem referes.

a gata persa disse...

Nunca pensei encontrar alguém que pura e simplesmente não conseguisse apaixonar-se ou amar e mesmo assim esteja disposto a ter uma relação. Essa hipótese também pode ser contemplada na tua dissertação. Até que ponto, dois oposto se podem atrair numa forma tão radical de perspectivar as emoções? Enfim, parece que estou a fazer de ti, o diário de Maria....hehehe

Pistaxa disse...

Acima de tudo vontade para com a relação.Batalhar para ultrapassar os obstáculos e aproveitar tudo o que de bom traz =D
Vejo muita gente que á primeira discussão desiste.

Beijinhooooo

Dina disse...

Ser diferente não é igual a ser opostos. Por exemplo, sou muito diferente do meu marido, mas não somos opostos. Opostos traz um sabor a incompatibilidade. Ou então, com paciência e amor tornamos incompatíveis compatíveis. Eu sou impulsiva, ele é racional. Eu sou arrumada, ele é um cataclismo. Eu adoro ler, ele não. Eu sou de direita, ele de esquerda, ... E aprendemos a conviver pacificamente. Aprendemos a fazer cedências (sem perder a nossa personalidade) e a amarmo-nos assim...

Isa disse...

A paixão acontece, um amor nasce e depois só se mantem com muito afinco (e tudo o que isso implica!). Concordo quando dizes que viver junto é extremamente importante. Só assim é possivel haver adaptações mutuas no sentido da harmonia! Sou muito diferente do meu marido, mas somos muito compativeis.

susiedesonho disse...

Querida Dina, concordo contigo quando dizes que para a sobrevivência de um casal é fundamental a partilha de rotinas. Sim, é o que faz saber se estamos com a pessoa certa ou não.

Belíssimo post!

Bj,

Susie de Sonho.

Turista disse...

Querida Dina, e alimentar esse amor diariamente, mesmo que já tenhamos 30 anos de vida em comum ou que já tenhamos 50 anos de idade, é sempre necessário.
Namorar é um imperativo! :)

Palco do tempo disse...

não existe uma formula que se ajuste a todos os casais... cada casal é um caso... :)

Zoana disse...

Sem dúvida que o essencial é casa casal conhecer-se a "sí próprio" e tentar lidar o melhor possível com cada situação.

Para mim o importante é que ambos estejam felizes consigo e, só depois disso, façam os possíveis para que a sua felicidade corresponda à felicidade da sua cara-metade.

Por muito que nos esforcemos...Se deixarmos as coisas de que gostamos, se não formos felizes connosco, não conseguimos fazer mais ninguém feliz.

Digo eu... ;)

Paula disse...

Eu consigo ser o verdadeiro 2 em 1.
Já tive um casamento após 10 anos de namoro que acabou ao fim de 3 anos por saturação e já tive uma paixão arrebatadora, juntei-me com essa pessoa ao fim de 6 meses de "namoro", tive uma filha...e também não deu certo porque fui traida.
Das duas digo: "paixões assolapadas que nos deixam cegas nunca mais!". Tira-nos a razão deixamos de ver as coisas com clareza, todos os defeitos são virtudes...até que um dia tudo vem ao de cima, e o sonho passa a pesadelo.
A vida a dois não é um mar de rosas, mas cada vez se desiste com mais facilidade.

Jinhos

Dina disse...

Zoana: e eu acho que dizes muito bem ;) Nunca nos devemos auto-anular por causa de outra pessoa, porque senão corremos o risco de acordar um dia e perceber que nos traimos a nós próprios e sentimos que deixamos fugir uma boa parte da nossa vida...

Paula: obrigada por partilhares a tua experiência, que mostra bem que não há caminhos certos por si só...

Guinhas disse...

Não há receita com quantidades certas..cada um tem o seu ritmo e, cada casal tem o seu. Se as coisas fossem matemáticas, também não teriam tanta piada!

Tany disse...

Investir e ter paciência parecem-me ser essenciais para que dê certo :)