quarta-feira, 22 de julho de 2009

Amigos verdadeiros...


É caso para dizer «Mais conheço os Homens, mais gosto de cães!» Sempre partilhei a minha vida com animais: piriquitos, gatos, ratos, peixes e cães. Os meus cães nunca foram bem normais. O Júnior tinha um fetiche especial pelos colchões lá de casa. Era ver uma porta de um quarto aberta e saltava alegre para cima da cama , amarrava-se e despejava a bexiga logo ali, mesmo quando acabava de regressar da rua.

Houve a Susy que tinha regularmente gravidezes nervosas, tinha subidas de leite e não deixava ninguém aproximar-se dos supostos filhos. E odiava tomar banho! E depois houve o Neco Tobias que é hiperactivo. Salta constantemente, corre de um lado para o outro até ficar sem fôlego. Tem um fetiche por calcanhar e chinelos de praia. Odeia pessoas vestidas de negro e pessoas com carretas. Mas sempre foram a alegria lá de casa. Tenho mesmo saudades de ter um companheiro fiel a partilhar comigo os momentos de descanso, de ternura. Eles olham para nós e parece que nos lêem a alma, como mais ninguém.

Acabei ontem a noite de ler o Marley e Eu e claro, adorei. Também conheci um labrador muito especial e é verdade: são cães mesmo muito leais ao dono. Era a Manja, um labrador fêmea que o meu irmão tinha. Tinha uma força sobrenatural. Viviam numa moradia com jardim à volta. Um dia agarrou a minha sobrinha, de 11 anos na altura, pela camisola deitou-a ao chão e arrastou-a. Eu e a minha sobrinha tentámos desprender a garota, mas a Manja pensava que era brincadeira. E apesar de fazermos força, ela arrastou-a e fez-lhe dar umas duas ou três voltas a casa de rastos e nós a agarrar-lhe os pés!!


Um dia, o meu irmão faleceu. Sem ninguém esperar. A cadela nunca entrava em casa mas sentiu que algo não estava bem. Pôs-se por baixo da janela do quarto do meu irmão e chorava incessantemente. Foi preciso um esforço descomunal para a tirar dali, não arredava pé, noite nem dia. Não comia. A cadela tinha os olhos vermelhos e inchados de tal forma, que metia pena. Era um sofrimento sentido, igual ou superior de muitos humanos que ali estavam.

Enfim, são os nossos companheiros mais fiéis e dignos de confiança. Mas por vezes, não somos capazes de lhe retribuir todo o amor que eles têm por nós ou de perceber que não estão bem. Quando fazem uma asneira, as nossa preocupações diárias fazem-nos chatear com eles, e não percebemos que afinal eles precisam somente de mais atenção. Os animais fazem parte da família, por isso nunca abandonem nenhum!



12 comentários:

Me disse...

Mas só quem como nós vê e sente tudo o que escreveste, tem a felicidade de sentir esse amor ;)

Assim que tive autorização médica, ofereci uma cachorrinha à N. Foi a melhor coisa que fiz. Por ela. Pelos meus pais. Por aquele lar.

Poucas pessoas amam incondicionalmente como os animais amam os seus donos. Sem exigir nada em troca. Cega e pura.

Bisouxxx

Clara disse...

Realmente tenho muita pena por quem não é assim pelos animais. Eles sentem como nós, agem como humanos... os humanos é que perderam o norte!

Viva os animais!

Saltos Altos Vermelhos disse...

é mesmo assim! eles muitas vezes são muitooooooooooo melhores!

@me@@@ disse...

também vi o filme a semana e fiquei completamente rendida!


:-)

Elo disse...

Também adorei "Marley e eu", e se já ando louca para ter um cão, ainda mais fiquei...
Acredito piamente que há cães melhores do que algumas pessoas!

Fiquei comovida com a história do teu irmão. Não entendo como os cães pressentem determinadas coisas. Por exemplo, determinadas patologias como a epilepsia, há cães que pressentem que a pessoa vai ter um ataque, isto com alguma antecedência, estando treinados para "avisar" a pessoa em questão.

Quanto ao abandono de animais, é sem dúvida muito triste, encarar-se um animal como se fosse um objecto.
Aliás, conheço uma pessoa que, como o novo namorado tem alergia ao gato, ela simplesmente entregou o gato no gatil da Câmara Municipal!

Sem comentários!

Aninhas disse...

O livro ainda não li, mas o filme está fantástico... Chorei tanto :-( E concordo contigo... há animais mais humanos que as próprias pessoas...

Bjx

Olhos Dourados disse...

Eu vi o filme e adorei. Os cães conseguem ser mais humanos que muitas pessoas.

Monica, disse...

Aninhas,

Lê o livro, é melhor.....eu ri, chorei, ri muito e chorei baba e ranho.

Adoro os animais, são realmente melhores que as pessoas.

Fazem muitas maluqueiras mas são incriveis, lindos, amigos, fiéis, enfim...maravilhosos.

Bjinhos

Verinha disse...

Oi,

eu ainda não vi o filme nem li o livro, mas estou a tratar de arranjar o filme.
Eu concordo com tudo o que disses-te e por isso é que não tenho cão nenhum, porque tenho consciência que precisam de mais do que eu consigo dar neste momento.
Por isso é que tenho o Alberto, porque gosta muito de passar o dia a dormir e basta-lhe uns 20 min de atenção de manhã (com beijinhos/lambidelas, festinhas e muitas conversas, sim o meu gato conversa comigo eu falo e ele mia a responder, não faço é ieia o que diz coitado! lol) e dormir um bocadinho no meu colo depois de jantar principalmente se for na minha cama. Depois acorda dá-me umas lambidelas e vai-se deitar de baixo da minha cama. Basta-lhe isto para ser feliz! E eu já não passo sem os beijinhos dele de manhã e quando chego a casa. lol

Bjks**

anaaaatchim! disse...

Abandonar nunquinha =)

Ainda agora estou aqui a ouvir os suspiros do meu Schnauzer deitado aos meus pés, enquanto leio as novidades na blogoesfera...

Só tenho pena de não lhe dar tantos mimos como já dei... mas a vida com um filho muda muito =(

Ainda assim será sempre um de nós =) O Denis, pimentinha negra =)

Elisabete disse...

Eu devorei esse livro, li-o em pouquíssimo tempo, 2 ou 3 dias segundo o que me lembro.
É realmente como dizes, os animais são os que conhecem o verdadeiro significado da palavra amor e amizade.
Porque amam de forma incondicional e conformam-se, muitas das vezes, com um pouco da atenção que lhe damos.
E mesmo sendo pouco, continuam a amar-nos...

Badochas.... disse...

Cada vez mais penso e sinto que gosto mais dos animais que dos humanos... Os nossos animais de estimação nunca nos desapontam, nunca nos criticam ,não falam mal de nós nas nossas costas, nunca nos enganam, nunca jamais nos abandonam tanto nas horas boas como nas horas más estão sempre e incansavelmente presentes.
Chegamos a casa e fazem-nos uma festa enorme... como diz aquela celebre frase: "A razão de eu amar tanto o meu cachorro é porque quando chego em casa ele é o único no mundo que me trata como seu fosse 'Os Beatles' :)

Já agora aqui fica mais uma frase inteiramente verdadeira:

"Amor é quando o teu cachorro lambe a tua cara, mesmo quando o deixas sozinho o dia inteiro!" :)