terça-feira, 16 de junho de 2009

Só temos uma vida para viver

Acabei de ver este filme. É estupendo, lindo, forte, emocional. Fiquei sem palavras. Fala de remorso e de amor. Daquele puro, verdadeiro. De dar ao outro, até a própria vida. Será que somos capaz de dar «um bocadinho de nós» a quem amamos (literalmente)? É um dos melhores filmes que vi ultimamente: muito bem escrito, com uma história sólida, enfim adorei...

As duas personagens principais jogam, a certa altura, ao «jogo do se...». A minha vida foi marcada por esse jogo porque as circuntâncias me ensinaram que na vida, não há respostas para os «ses» da vida. Infelizmente só sabemos a resposta quando as coisas acontecem. E se as pessoas que mais amo morrerem amanhã? E se nunca mais falar com este meu amigo? E se nunca tiver a oportunidade de lhe dizer amo-te? E se amanhã me for diagnosticada uma doença terminal? E se... E se... Há coisas que nos ensinam os verdadeiros valores da vida. O que é mais importante. E normalmente há duas coisas a que só damos valor quando perdemos: um ente querido e a saúde.

Um ente querido porque o damos por adquirido. Quando nunca se enfrentou a morte, pensa-se que se é «imortal». Que iremos estar juntos até completarmos 90 anos. A realidade faz-nos acordar subitamente. Num segundo, a nossa vida muda por completo e nunca voltará ao mesmo.

Quando temos saúde, nada nos preocupa, mas não lhe damos valor. Quem irá pensar no seu coração se este nunca deu problema? Quando gestos como ir à casa de banho fazer xixi ou coco se tornam momentos de pura tortura, quem é que antes pensou «como sou feliz e abençoado por fazer bem?». Ninguém.

As circuntâncias da vida abriram-me cedo os olhos para certas coisas, certas futilidades e prioridades. Infelizmente ainda tenho dias em que me esqueço e depois me arrependo porque não devia ter feito ou dito aquilo. Porque afinal nada tem importância e amanhã já tudo pode ter acabado.

Não estou triste nem deprimida. Simplesmente a vida levou-me para novos caminhos. E já agora: já disse hoje às pessoas que ama, que as ama?

10 comentários:

Goma disse...

Penso como tu! Temos que dar graças a Deus por estarmos vivos, de sáude e felizes...dizer a quem amamos que os amamos, rodopiar por não estarmos doentes, telefonar a alguém que nos faz falta!

No domingo deu-me uma dor forte no coração, pensei mesmo que me ia passar para o "outro lado" fiquei a olhar para o meu T. e pensei: "é tão bom estar bem..." a partir de agora vou valorizar estar bem e só me dar umas dorzitas de cabeça...

Elisabete disse...

Fui ver este filme ao cinema e na altura confesso que até foi mais por ser com o Will Smith, porque nem tinha sequer ouvido qualquer propaganda ao filme.
E ADOREI...Foi daquelas agradáveis surpresas que andei durante dias a falar.
É realmente uma lição de vida. Tal como dizes, damos pouca importância às "pequenas coisas" da vida. Pequenos gestos que podem dizer tanto, pequenas coisas que podem fazer toda a diferença. Dá-se demasiada importância a bens materiais, quando os sentimentos, esses, não se restabelecem, não se voltam a adquirir.
E tal como tu também dizes, a própria vida trata de nos mostrar isso, pode é nem sempre ser a tempo ou da melhor maneira...

Beijinho

Raquel disse...

Eu também ADOREI este filme. Também fui altamente surpreendida pela positiva!

Fantástico!!!

Verinha disse...

Algo me diz que o B. devia ver este filme 500 mil vezes no minimo!!
Eu passo a vida a pensar e se amanhã já cá não estiver? Por isso é que quero aproveitar tudo ao máximo, dar dinâmica à minha vida, viver, basicamente quero é viver, aproveitar a vida!
Irrita-me tanto quando lhe digo "imagina que morrias amanhã, o que é que fazias hoje?" ao que me responde "Nada! Se soubesse que ia morrer estava-me a lixar, ninguém fica cá!" Nem merece resposta!
Há pessoas que com as dificuldades da vida aprendam a dar valor ás pessoas e aos sentimentos, já outras transformam-se em pedra!

Bjks***

B. disse...

Adorei o filme e é por isso que as xs dou por mim a querer fazer 1000 coisas ao mesmo tempo :) *

sakura disse...

Ainda não vi o filme mas ouvi falar muito bem dele. Hoje também escrevi um post mais tristonho, apesar de não me sentir triste...
E referia isso mesmo: o dizermos a quem gostamos o que vai no nosso coração, demonstrar os nossos sentimentos :)
Beijinhos***

fatucha disse...

Ainda nao vi o filme...mas infelizmente e pelas circunstancias da vida penso assim como tu...temos de aproveitar cada minuto que temos, nao vale a pena brigas, xatices, etc, porque esta vida é muito pequena e num abrir e fechar de olhos nao estamos aqui ou entao as pessoas que mais amamos nao estão aqui...por isso temos de aproveitar a vida da melhor maneira junto daqueles que mais amamos demonstrando-lhe esse amor...e ja agora axo q vou aproveitar a dica e ver o filme.

Nikky disse...

Passei a pensar e a viver de forma diferente quando tive um acidente de carro grave e vi a minha vida passar-me diante dos olhos em segundos que me pareceram horas. Acho que todos beneficiariam de uma experiência do género mas a maior parte das pessoas não entende porque digo isto. Eu tenho noção de que aprendi mais nesse dia do que em todos os outros que já vivi. E sou mais feliz por isso...

Elo disse...

Amei esse filme! Saí do cinema com uma espécie de nó na garganta... uma verdadeira lição de vida!

Saltos Altos Vermelhos disse...

També, adorei!!! Uma lição!