quarta-feira, 17 de junho de 2009

Qual é a mulher que há em nós?

Hoje vi o filme «Ele não está assim tão interessado». É um filme leve mas gostei porque retrata bem as mulheres e o que lhes vai na alma.

- A mulher que quer determinantemente casar. Tem uma relação estável e feliz mas o companheiro não quer casar porque não acredita no casamento. Mas ama-a. Ela põe em causa e termina uma relação de 7 anos porque ele não irá casar com ela. Parece que quer mesmo casar devido à pressão social, afinal toda a gente à sua volta casa. Só quando é que abdica do casamento (Porque vê que a relação que tem com o namorado é muito melhor do que a relação de muitos casais (casados) que conhece.) é que consegue alcançar o seu maior sonho: é pedida em casamento.

- A mulher que ama um homem casado e que se envolve com ele. Mas que o deixa quando ele faz sexo com a mulher enquanto ela está fechada no armário. Para consolar este amor falhado, envolve-se com um «namorado» mas não consegue assentar ao seu lado porque não o ama.

- A mulher que é traída pela marido mas que se sente culpada. Acha que a culpa é dela porque não têm tido relações sexuais. Acho que nenhuma mulher reagiria tão impávida e calmamente ao anúncio de uma traição. Mas aceite-a porque ele lhe diz que não quer sair de casa. Tenta salvar o casamento mas porque o homem lhe mentiu (a dizer que deixou de fumar e ela descobre que não), ela decide pedir o divórcio.

- Uma mulher que só consegue manter relações com homens através da internet. Ri-me quando ela diz que se quisesses pôr mais atractiva para o sexo masculino alterava o perfil na rede social e não iria ao cabeleireiro. E quando diz que foi tomar café com um homem: estavam ambos ligados por webcam e estavam cada um do seu lado a tomar café.

- A mulher que disseca todos os comportamentos dos homens que vive obcecada por encontrar uma relação. Consegue fazer filmes com qualquer gesto ou frase de um homem com quem se encontra. Depois de tanta procura frenética, quando menos espera encontra O Tal.

Este filme revela muito da complexidade da nossa cabeça. Dos nossos problemas (às vezes onde não os há), das nossas neuras e preocupações, desejos, sonhos, medos, ... Acho que todas nós temos um bocadinho de todas estas mulheres...

A felicidade está à porta, é preciso é deixá-la entrar. Quando menos se espera, as coisas boas acontecem. É esta mesma a mensagem do filme: Nunca perca a esperança!

7 comentários:

Goma disse...

Concordo ;)

Lady in red disse...

Vi esse mesmo filme e achei, quase durante todo o filme, que sairia de lá a achar que o amor não existe! Isto porque aqui ou ali já vi essas situações em muitas mulheres ... mas eis que no fim a msg é essa... não bem como esperamos, não exactamente como planeamos... e muito menos quando procuramos!
O amor está lá... :)

fatucha disse...

Olá! Queria só fazer um comentario ao livro que estas a ler...é lindo, alias todos os livros que li desta escritora têm sido lindos!!LI E CHOREI...é lindo...bJS

B. disse...

Concordo e tenho que ver o filme :P *

complicometro disse...

já estive para ver esse filme, mas depois disseram-me que o filme não era tão bom como se falava e que não valia muito a pena :s mas estou curiosa, tenho mesmo que vê-lo xD *
ps: já li "a filha da minha melhor amiga" e adorei, é dos meus livros favoritos. espero que estejas a gostar :)

Marisa disse...

Não vi, mas vou fazer por isso :)
Jinhus

Elo disse...

Parece interessante, tenho de ver.
E embora pareça um cliché, eu acredito que é quando não procuramos, que encontramos algo (neste caso alguém)!