sexta-feira, 19 de junho de 2009

E tu? Perdoarias?

Gostei imenso deste livro: da história e da escrita de Dorothy Koomson. É uma história de amor, de amizade, de sonhos, de traição... e de perdão.

A forte relação de amizade entre Kamryn Matika e Adele Brannon, companheiras desde os tempos de faculdade, é destruída num instante de traição que marcará as suas vidas para sempre. Adele e o noivo de Kamryn fazem sexo e desta relação fortuita nasce Tegan. Quando Kamryn descobre, desmarca o casamento e foge.

Anos depois, Kamryn é uma mulher com uma carreira de sucesso. Mas eis que, no dia do seu aniversário, Adele a contacta... A amiga de Kamryn está a morrer e implora-lhe que adopte a sua filha, Tegan, fruto da sua ilícita relação de uma noite com Nate.Terá ela outra escolha? Será o perdão possível? O que estará Kamryn disposta a fazer pela amiga que lhe partiu o coração?

Gostei imenso da personagem de Kamrym. Revi-me em alguns dos seus medos e fantasmas. Da sua baixa auto-estima e dos estratagemas usados para se proteger dos outros. Até certo ponto eu também já fui assim. Gostei das suas dúvidas amorosas quando se viu dividida por 2 homens: o seu ex-noivo que amou de verdade e Luke que é como um pai para Tegan. De como uma mãe pode abdicar de muitas coisas, nomeadamente o amor, para o bem e estabilidade dos seus filhos.

Mas vocês! perdoariam a vossa melhor amiga de uma traição destas? Eu sempre achei que uma traição de um verdadeiro amigo era mais difícil de perdoar que a traição de um companheiro. Seriam capaz de adoptar a filha dela que é fruto da sua traição com o vosso noivo? Eu, sinceramente, não sei. É preciso ter coragem para olhar todos os dias para a cara de uma criança sabendo que ela é fruto da nossa infelicidade, que poderia ter sido o nosso filho com ele... Mas parece que quando alguém está a morrer, tudo muda, as mágoas passam, o perdão é mais fácil... E vocês que fariam?

13 comentários:

Goma disse...

Que assunto tão delicado...não sei!! É difícil colocar-me no lugar dela...

Lady in red disse...

Ainda não li, mas acho que vou ler:)

Por impulso e humanidade, a minha primeira resposta era um sim... se não houvesse mais ninguém para poder tomar conta dela... a miúda não teria qualquer culpa... hummm...a verdade é que não sei!

Segundo Olhar disse...

Eu tenho quase a certeza que perdoaria.... mas nunca me vi numa situação dessas, por isso não sei...

fatucha disse...

Eu disse q irias adorar o livro, é q faz-nos pensar se nós passassemos por uma situação dessas como reagiamos...O livro é lindo e adorei o final!

Rosie Dunne disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rosie Dunne disse...

provavelmente não conseguiria perdoar... ou pelo menos esquecer!

tatanita disse...

txxxxxiiiiii, não sei não!!!!

Dina disse...

Estou a ver que mt gente aqui conseguiria perdoar. Eu sinceramente, não sei. Só passando por elas (bate na madeira). Mas como diz a Rosie, perdoar se calhar, esquecer é que nunca, mas se a miuda não tivesse mesmo ninguém. E afinal seria filha da minha melhor amiga, quase irmã...

Fatucha, o final consegue ser surpreendente até, gostei. Só me resta ler mais livros desta autora...

Patricia S. disse...

Também já li o livro e gostei muito! Realmente,é uma situação delicada... só estando de facto a vivê-la poderiamos ter a certeza do que fazíamos. Mas não sei se seria capaz de fazer o mesmo... não sou muito boa a perdoar e, sobretudo, a esquecer...

Marisa disse...

Não sei... teria que pensar bem, apesar de tudo a criança não tem culpa do que aconteceu.... Mas não sei :S Jinhus

Elo disse...

Eu sou do tipo de pessoa que perdoa, mas não esquece. Tendo em conta a situação da suposta "melhor amiga" (porque de amiga não tem nada), penso que seria capaz de perdoar e tomar conta de uma criança que, no fundo, é inocente e não tem culpa nenhuma das atitudes da mãe.

É muito complicado...

Laidita disse...

Não sei se perdoaria, mas não deixaria a criança ao Deus dará.

MissBlueEyes disse...

Eu tomaria conta, mas nunca a perdoaria! Não seria por Ela estar a morrer que iria mudar a mninha maneira de pensar!

"Coitado era tão boa pessoa!" Até dá para rir! Mas será que só porque já não está entre nós, comuns mortais, mudou? Dava porrada na mulher, bebia, maltratava tudo e todos, mas coitado, era boa pessoa...lol