sexta-feira, 13 de abril de 2018

Desabafo tecnológico



A tecnologia está em todos os lugares e em todos os momentos da nossa vida. Há alguns anos atrás, as pessoas colocavam os maços de tabaco na mesa do restaurante. Hoje em dia é deprimente olhar pela sala dos restaurantes e ver casais, famílias, ou grupos em que, em vez de conversarem, estão todos agarrados ao seu telemóvel, nas redes sociais, “ligados” a pessoas noutros lugares. 

Deixou-se de se apreciar a companhia uns dos outros. Deixou-se de se conversar, de olhar nos olhos das pessoas. Em casa, acontece o mesmo. Vejo pais a entregar um tablet aos filhos pequenos ao jantar. E falar sobre o dia de cada um? Lá em casa, nem a televisão fica ligada a hora de jantar. Ao fim-de-semana, marcam-se visitas a familiares ou amigos, e cada um está agarrado ao seu dispositivo móvel. Um vício que está a prejudicar-nos tanto! É tão bom olhar nos olhos de outras pessoas, falar, ver sinais da comunicação não verbal: relacionarmos-nos como deve ser com as pessoas. Na rua, as pessoas param abruptamente para ver notificações. No comboio, está tudo centrado no seu mundo tecnológico. 

Não quero parecer uma velha que critica tudo o que é moderno, mas parece-me que estamos a cair no exagero. As pessoas sentem um vazio quando não têm o telemóvel na mão. Podem passar meses sem falar com certas pessoas, mas estão sempre a par da vida umas das outras. Há dias em que sinto falta do contacto humano de outros tempos. 

4 comentários:

Um Mundo a Três disse...

Eu escreveria este post sem tirar nem pôr. Penso o mesmo.

Denise disse...

Concordo completamente.

mishaa disse...

Concordo tanto com isto. As pessoas já não sabem estar "aborrecidas" em qualquer situação que tenham de esperar como filas para qualquer coisa lá vem o telemóvel... :(

A Pimenta* disse...

Atualmente, há jantares em que o pessoal põe os tlm's numa cesta e a lógica é essa mesma: as tecnologias ficam longe da mesa, a conversa é que ocupa as mentes das pessoas.
Estamos a entrar num exagero. Estamos a entrar num limite e temo o dia de amanhã.