segunda-feira, 14 de abril de 2014

Da minha "belle" família


Eu sei: eu sou intolerante. Eu não era assim. Eu era a pessoa que se sensibilizava por todas as dores e maleitas, preocupações e afins. A vida mudou-me. Gostaria de ser de outra forma? Até gostava. Mas não mudamos a nossa essência. Não consigo compenetrar-me por queixinhas sem razões, por infantilidades.
O L. queria ir à terra passar a Páscoa. Eu torci logo o nariz por duas razões: só de pensar em fazer 10 horas de viagens com o pequeno no carro que se aborrece passados 20 minutos, depois de uma semana louca de trabalho, não me era muito apetecível. E depois há um ano que não falo nem vejo a minha sogra, e as saudades não apertam.

Mas como sei que era muito importante para ele, lá acedi a contra gosto. O problema foi quando me explicou as razões.

Os meus queridos sogros “renegaram” o Simão. Já que não vamos lá regularmente, eles disseram ao meu querido marido que não querem mais saber dele. Nem nunca mais lhe perguntaram por ele. Claro que me saltou a tampa. E quem me conhece sabe que quando me salta a tampa, é muito perigoso.

Nunca pedinchei amor e consideração para mim e não o vou fazer para o meu filho. Como posso compreender que duas pessoas, em que uma não trabalha, que têm saúde, carro, dinheiro, e mais nenhum compromisso, me dizem que não nos vêm visitar porque é cansativo. E nós que trabalhamos por turnos (com um fim-de-semana de 2 em 2 meses), com horários infernais, sempre a correr durante a semana, com um filho pequeno, temos que ter disponibilidade?

Dois adultos que não percebem a vida? Que não percebem as dificuldades da vida do próprio filho? Que magoam o filho para chegar aos seus fins? Que renegam assim o único neto?


Eu não entro nestes jogos. É nestes momentos que olho para os meus pais e penso na sorte que tenho. Um pai que estava doente na sequência de um AVC e enfarte agudo do miocárdio e que foi a França porque lhe tinha nascido um neto e o queria conhecer acima de tudo. Um pai que me dizia sempre “oh filha não venhas visitar-me nem me ligas todos os dias, porque tens tanto que fazer”, uma mãe já com 70 anos com problemas de saúde e que se assujeita a viagens de autocarro para ver o neto.

16 comentários:

Mimi disse...

Como te percebo.

Mimi

minimamenteeleganto@blogs.sapo.pt

Jo disse...

Infelizmente há pessoas assim...

Moa disse...

olha, sem comentários...

Opinante disse...

Bem por aí as coisas não estão nada fáceis!! Forcinha querida!

Alex disse...

Tens a razão do teu lado. Que sogros egoístas tu tens!

Fernanda disse...

Ó Dina, os seus sogros são de "força"(no mau sentido, é claro!). Eu, que sempre a aconselhei (e, quem sou eu para o fazer!) a ter calma, a não deixar escapar a felicidade e a sua família próxima, por causa de birrinhas de "velhos chantagistas" (atenção que eu também não sou criança nenhuma)também não sei o que me daria! Olha que grande idiotice! E fazê-lo a um filho! Sim, porque a desfeita é feita ao filho. O seu menino é ainda muito pequenino para entender tamanha maldade. Mas o filho... que dor deve sentir, mesmo se não o diz. Que maldade. (Cá para nós os seus sogros são "doentes"). Paciência e felicidades.

Na Província disse...

Pois, há gente que pensa que o mundo gira em função deles, nunca se colocam no lugar dos outro :(

Cláudia disse...

por o pouco que vou acompanhando o que escreves sobre este tema aqui no blog só te consigo dizer que se fosse comigo, quem tinha 'renegado' os pais/sogros há muito era eu. E que o teu marido tem muito pouco pulso nesse tema.

Há gente que é corrosiva até em pensamento e sem os conhecer de lado nenhum, diria que os teus sogros são dessas pessoas. Egoístas e chantagistas, dois dos piores defeitos que um pai pode ter.
Eu posso dizer-te o exemplo que tenho em casa: os meus pais só conseguiram ser verdadeiramente felizes depois do meu pai cortar praticamente por completo todas e quaisquer relações com os pais dele (sobretudo a mãe). Já lá vão mais de 30 anos e não há dia que o meu pai sse arrependa da 'escolha'.

Vidas da Nossa Vida disse...

Uma pena quando os que deviam ajudar, compreender e amar só porque sim, não o fazem. Um beijinho e espero que tu e o teu marido consigam sempre manter-se unidos apesar dessas pedras no vosso caminho

me disse...

Essa tá boa! Mas como esse teu caso infelizmente há muitos.Tenho dito:falta de bom-senso!!

Catia Rocha disse...

Sem a conhecer de lado algum, e apenas lendo este post por mero acaso, acho que lhe fazia bem ler esta página nó Facebook (a nora com a sogra)..talvez se identifique e se ria um pouco:)

Catia Rocha disse...

Sem a conhecer de lado algum, e apenas lendo este post por mero acaso, acho que lhe fazia bem ler esta página nó Facebook (a nora com a sogra)..talvez se identifique e se ria um pouco:)

Catia Rocha disse...

Sem a conhecer de lado algum, e apenas lendo este post por mero acaso, acho que lhe fazia bem ler esta página nó Facebook (a nora com a sogra)..talvez se identifique e se ria um pouco:)

Dina disse...

Ainda não percebi se os meus sogros são doidos ou maus por natureza. O grande problema é que o marido não quer abrir os olhos. Para ele, está tudo bem, eles têm razão, nós é que agimos mal. Ele esconde deles quando vamos de fim-de-semana fora só para não haver retaliação, etc. Francamente este tema deixa-me perdida...

ML disse...

:o há pessoas que não têm mesmo noção e quando essas pessoas são da família ainda nos custa mais "engolir"... força e muita paciência!

amigos das onze horas disse...

Têm mesmo as prioridades trocadas. Não ligues e faz a tua vida sem pensares muito nisso!Beijinhos