quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A vida não é uma linha recta


Assustam-me as pessoas que têm que controlar tudo na sua vida. Tudo é planeado ao pormenor. Nada é deixado ao acaso. Antes de qualquer decisão, pensam em todas as variantes e possibilidades. Fazem equações e se algo fugir da linha recta, não avançam. E isso, em pequenas coisas do dia-a-dia (têm horas para tudo,  quando lhes fazemos uma proposta básica têm que pensar bem e verificar mil e uns factores, ...) e nos grandes planos da vida (filhos, finanças, etc.). E depois quando algo foge ao planeado, é a catástrofe. Não conseguem gerir o imprevisto.

Eu não ago sem pensar antes, penso nos prós e contra. Mas gosto de espontaneidade. Gosto de sentir a incerteza da vida. Não procuro as condições ideiais, senão nunca daria nenhum passo em frente. Porque nunca se atinge as condições ideiais para se comprar casa, trocar de carro, ter filhos, mudar de emprego, etc.

E quando num casal, um quer dar passos em frente (como ter um filho, ou simplesmente ter um animal de companhia) e o outro não quer porque há coisas que podem acontecer, coisas normais de acontecer ao longo da vida e, que se for assim, nunca irão concretizar os seus sonhos?

A magia da vida é mesmo essa: ser espontânea e imprevista. Às vezes gostaríamos de a controlar mas é uma utopia porque só em certa medida é que somos o guionista da nossa vida. Por isso há que vivê-la, senão corremos o risco de a ver passar ao lado. Se coisas más tiverem que acontecer, elas acontecerão independentemente dos nossos planos...

9 comentários:

B. Cérise disse...

Há certas coisas que têm de ser ponderadas, mas temos de deixar espaço para o imprevisível, porque se tentarmso controlar tudo, vamos tornar-nos frustrados e negativos, porque na maioria das vezes as coisas não correm bem como esperamos!
Eu já fui muito mais controladora do que sou e não ganhei nada com isso! Só nervos!
bjs*

Vera disse...

Quando nos apareceu um cachorrinho para adoptar nem sequer pensamos que não tinhamos cama nem comida para ele, mas ele ficou connoc«sco nessa mesma noite. Jamais tinhamos pensado em ter um animal de estimação e agora não nos imaginamos sem ele. Com o filho a coisa está mais dificil mas também não procuramos esperar pela altura certa. também gosto da incerteza da vida, é isso que nos faz ansiar pelo dia de amanhã.Por outro lado quando as coisas saerm da nossa rotina diária parace que está tudo do avesso.:) fiz um post sobre isso hoje mesmo. Mas uma coisa é a rotina do dia a dia, outra são os planos da nossa vida!

Big kiss

Nokas disse...

Não poderia estar mais de acordo...acho que tem que haver um equilibrio!! Mas nem 8 nem 80!!

Lux disse...

Sabes Dina, eu sou uma pessoa um pouco assim... Gosto de ter tudo pleneado, recionalizar todas as decisões que tenho que tomar e assustam-me os imprevistos. Como dizes, e muito bem, não tenho capacidade de gerir o imprevisto e depois quem sofre, muitas vezes com coisas de nada, sou eu... Com crises de ansiedade e pânico.
Agora e depois de um período muito complicado na minha vida, estou a tentar levantar-me e levar as coisas com calma, sem pensar muito no amanhã, porque na realidade se alguma coisa tiver que correr mal ou bem, vai correr. Ponto.
Estou a tentar habituar-me a não ser tão controladora, a mandar muita coisa para "trás das costas", porque não vale mesmo a pena preocuparmo-nos com o que ainda não aconteceu ou pode vir a acontecer.
Cada coisa a seu tempo, viver o dia-a-dia.

xoxo
Lux

Verinha disse...

Eu penso muuuuito bem antes de tomar uma decisão. Mas além de pensar nos prós e contras como a maioria das pessoas, também penso em planos para contornar imprevistos.
Porque quer queiramos quer não, eles existem e se tiverem de acontecer pelo menos já vou preparada para o que der e vier! Sou capaz de arriscar em muita coisa, mas levo sempre comigo um plano B minimamente estruturado!

Há pessoas que pensam que se algum mal tiver de acontecer acontecerá, e por isso nem pensam muito nas decisões que tomam, o que eu acho deveras estranho...
O que tiver de ser será, mas não é por isso que me vou "pôr a jeito". Se eu pensar bem e depois perceber que por ali me vou afundar para que é que vou para lá?!
Eu uso muito a frase "seja lá o que Deus quiser" mas com conta, peso e medida. Porque há coisas na nossa vida que temos o poder de escolha e como tal não devemos desperdiçar essa faculdade.
A cima de tudo as pessoas têm de ter plena consciência das decisões que tomam e têm de estar preparadas para o que der e vier, têm de ter "planos de emergência", mas nunca deixar de arriscar com medo do desconhecido!

Bjks***

anf disse...

Demasiada organização cansa-me,
tenho uma amiga que é assim e por vezes há discussões porque ela planeia tudo e se alguma coisa falha fica doente,
bjo

Sara disse...

Ai, Dina, o que me revejo nas tuas palavras! :)
Gosto de espontaneidade e das pessoas que o conseguem ter... Não gosto de fazer muitos planos a longo prazo, apenas a curto prazo e viver assim é viver mais intensamente.
Com isto não posso dizer que sou louca e não penso antes de fazer algo ou de decidir coisa importantes, mas pensar demasiado, por vezes corta-nos a alegria de viver!
Excelente post! :D
Beijo

Bomboca do Amor disse...

Eu já tentei planear o meu futuro e saiu furado. Também já tentei viver o momento e não correu melhor, por isso agora faço o que acho melhor!
Beijinhos querida,
Bomboca do Amor.

Rita disse...

Totalmente de acordo.
Este ano apercebi-me de que de pouco valia querer planear tudo e seguir à risca um plano, pois muito cedo apareceram imprevistos que me obrigaram a reorganizar a vida toda literalmente de um dia para o outro.
Gosto geralmente de planear as coisas, para não sentir que ando "a pairar", mas a verdade é que imprevistos acontecem sempre. Grandes ou pequenos, graves ou menos graves, mas fazem sempre parte de nós.
Por isso planear sim, mas com coragem de aceitar que nem sempre as coisas correm como queremos e temos de "improvisar" um pouco para ultrapassar os obstáculos que se nos colocam.
Bela postagem!
Beijinhos,
Rita