segunda-feira, 13 de julho de 2009

O sangue dos inocentes

«Fomos capazes de voar como os pássaros, de nadar como os peixes, mas não somos capazes de viver simplesmente como irmãos.» Martin Luther King

Este é um livro sobre tolerância entre religiões, ou melhor, sobre a falta dela. Retrata três épocas diferentes: a Inquisição, a extermínio dos judeus e o terrorismo islâmico. Fala do sangue inocente derramado em nome de Deus. Não consigo perceber como alguém pode matar em nome Dele. Porque afinal Ele é amor e paz.

Mais do que os terroristas, preocupa-me o cidadão comum. Porque somos nós os primeiros intolerantes, que olham de esguelha para o que é diferente. Somos nós que diariamente construímos e alimentamos esteorotipos sociais que levam à exclusão e à violência.

Fui criada numa sociedade mais islâmica do que católica. Na escola éramos 3/4 cristãos por 2o e tal muçulmanos. Vivi muito da cultura deles. Na própria escola, estudámos as 3 grandes religiões do mundo, para nos compreender, para poder julgarmos de forma consciente. Cresci com eles, e era condicionada pela cultura deles. Se todos faziam ramadão, não ia ser eu que ia comer à frente deles o lanche. Acredito que os fanáticos islâmicos desvirtuaram o AlCorão, tal como os nossos antepassados católicos desvirtuaram o nome de Deus ao perseguir «os inféis». Não podemos julgar o todo por casos isolados de fanáticos. Uma personagem do livro diz a dada altura algo como «quando um assassínio é árabe, os media referem logo que é muçulmano, mas se for ocidental nunca se faz referência à sua religião

A indiferença e discriminação vê-se em pequenos gestos (muitas vezes inconscientes de tão enraizados que são), todos os dias. Temos que conseguir conviver todosjuntos. Mas sinceramente acho que nunca vai ser possível...

4 comentários:

Aninhas disse...

Ora aí está um assunto que dava pano para mangas... Eu concordo contigo, não acho que ninguém deva ser discriminado pela religião que segue, seja ela cristã, muçulmana, budista ou qualquer outra... O que interessa é o carácter e a personalidade de cada um! Fanáticos há em todo o mundo, não é algo característico dos muçulmanos, mas enfim... É um estigma enraizado na mente de muitas pessoas!
Matar em nome de Deus e Jesus é algo que, também, não consigo conceber, pois, como tu disseste, Ele(s) são paz, união e amor!
Não achas irónico o facto de o local onde há mais guerras, disputas ser o local onde, supostamente, Jesus nasceu? Estranho...

Bjx

P.S.- Vi que estás a ler o Marley e Eu. Só vi o filme... mas acho que devias preparar uma caixinha de clinex's :-p

Bailarina disse...

Quero esse... 8) E mais uns tantos... 8)
Bjinho*

Verinha disse...

Bem eu nunca liguei a essas coisas da religião, cada um tem a sua e eu não tenho nada haver com isso, basicamente foi o que me ensinaram.
Sou cristã não praticante, tenho amigas Jeovás e do Reino de Deus e mais não sei o quê e não me meto, tenho a minha ideia/opinião à cerca de cada uma delas, mas não vou deixar de falar com A ou B por serem de uma religião diferente da minha!

Contra mim falo, mas sinceramente tenho alturas em que penso mesmo que o ser humano sente uma grande necessidade de acreditar em algo que não vê, que apenas suspeita que existe para "desculpar" o que acontece nas suas vidas. Pra se sentir mais seguro.
Ou seja uns dias acho que sim, que existe Deus e tudo mais, já outros acho que andamos é todos doidos em acreditar em algo que ninguém viu e tal.
Pronto é o que eu acho! lol

anaaaatchim! disse...

Já li há uns meses atrás e gostei bastante. No entanto não é de todo o meu preferido da escritora =D