segunda-feira, 9 de abril de 2018

A loucura do dia-a-dia


Na sexta-feira passada, acabei a semana a lançar um grito: de frustração e de descompressão. Vivo a um ritmo alucinante. Tenho a sensação de viver sempre a correr. E de facto vivo: acordo às 7h00, e começa um desencadear de tarefas, até apanhar os transportes, começar a trabalhar, aguentar o stress inerente à profissão, sem pausas nem descanso, até voltar a correr para apanhar transportes, chegar a casa e tratar de tudo. Para voltar tudo a começar de manhã. 

Sinto que não vivo: sobrevivo. Até que este ritmo me mate. Desgasta tanto. Sinto a vida a correr-me pelos dedos. Por vezes só me apetece largar tudo e começar uma nova vida, tranquila, longe do bulício citadino. Mas depois a realidade volta para me assombrar: temos de viver esta vida para pagar contas, criar os filhos. Mas estou cansada de correr. De não ter tempo para apreciar os momentos. De não ter tempo para me dedicar a 100% às coisas que realmente me fazem felizes. Sinto-me cansada deste estilo de vida. Gostava de ser menos ponderada para ter coragem de tomar decisões "loucas". É segunda-feira e volta a loucura... Por isso aos fins-de-semana, desligo, vivo sem relógios e horas marcadas. Por isso ultimamente, digo aos meus amigos para não ter "coisas marcadas". Recuso-me. Pela minha sanidade mental e saúde física, preciso de chegar a sexta-feira e desligar completamente. Viver noutro mundo, noutro ritmo. Nem que seja apenas por 48 horas. 

Boa semana!

10 comentários:

Maria disse...

tem muitos dias em que me sinto assim.... por vezes os fins-de-semana não chegam para repor o equilíbrio

Mel disse...

pois estou na mesma... à procura de soluções para viver mais devagar e tempo de qualidade!! bjs

raquel disse...

Nem de propósito Dina! Sinto o mesmo! Tb acordo à mesma hora e tenho 2 filhos praticamente por "minha conta" e queria viver mais e não somente sobreviver e queria"saborear" mais os meus filhos entre outras tantas coisas... Tenho tentado arranjar respostas para perguntas que me roem relativamente a este assunto! A vida é nossa, "matamo-nos" para ganhar dinheiro e perdemos saúde e tantas outras coisas!... Tb me falta a coragem!

Um beijinho,
Boa semana!

Girl in the Clouds disse...

Vivemos uma vida louca, enfim!
Ainda tenho esperança de encontrar uma solução!

A Pimenta* disse...

No ano passado senti-me assim. E senti que precisava de procurar ajuda para superar o que estava a sentir. E ainda bem que o fiz. Tive consultas com um psicólogo que me ajudaram a perceber que tinha de fazer prioridades na minha vida sob pena de alucinar por completo.
às vezes, a vida é tramada e o tempo consome-nos. Eu sentia que começava a segunda feira ansiosa pelo sábado à tarde, altura em que deixava de trabalhar. Mas o fim de semana de um dia e meio voava e voltava a ser segunda e a sensação de vazio e de turbilhão de coisas para fazer avolumava-se cada vez mais.
Por isso, cuidado contigo. Os relógios à semana não param, mas a bem da tua sanidade mental, tenta ver o que poderás eventualmente mudar para deixares de ter essa sensação de fadiga total.

Um grande beijinho*

L das Horas disse...

Entendo isso. Não é fácil trabalhar, apanhar transportes, fazer lida da casa... bla bla bla sobre mesmo pouco tempo para a coisas boas. Às vezes tentar mudar uma coisa por mais pequena que seja dá algum alívio. Ou então mudar uma coisa mesmo grande!beijo

Dina disse...

Há tanta gente a viver o mesmo. Mas a verdade é que falta coragem para mudar. Porque às vezes só altera algo com grandes mudanças radicais...

Cynthia disse...

É muito deprimente e cansativo, mas não há muitas alternativas :(

Unknown disse...

Olá, é a primeira vez que aqui passo, mas não pude deixar de partilhar o que se passou connosco. Eu e o maridão vivemos 7 anos da nossa vida a sentir exactamente o mesmo. Eu sentia que era uma escrava. Só vivia para trabalhar, comer e dormir. E nos fins de semana era mais do mesmo, com a unica diferença de ser para nós que trabalhava...
Mas esses sete anos serviram para tornar claro o que precisamos realmente desta vida, e tudo o resto que é um extra não essencial e consumidor de tempo e energia...
Fizemos escolhas, deixamos de ter televisão/telefone/internet, e passamos a usar os serões a conversar, fazer jogos, ler e passear. Deixamos de ter carro (em Lisboa podemos bem viver sem carro), e passamos a usufruir mais tempo livre para ler nas viagens de e para o trabalho, nos transportes. A ansiedade de enfrentar o trânsito ao volante acabou, e isso também contribuiu para abrandar o nosso stress diario.
Mudamos para uma casa mais pequena, de um t4 para um t1(sem filhos, um t1 é bastante), e isso transformou a lida da casa numa tarefa bem menos stressante e menos demorada/cansativa. Como reduzimos o espaço em casa, também reduzimos as coisas, roupas, roupa de casa, sapatos, malas, bibelots, maquinas e maquinetas, etc... Pode parecer drástico, mas garanto que senti que ganhei em anos de vida. Claro que sem filhos temos muito menos carga em cima de nós, mas alguns dos nossos melhores amigos têm 2, 3 e 4 filhos, e foram eles que começaram a fazer estas alterações nas vidas deles, e que nos motivaram a procurar simplificar a nossa vida. E os filhos deles nunca estavam aborrecidos ou sem nada para fazer. Pelo contrário, surpreendiam pela maturidade nas suas conversas connosco, apesar da sua idade.
Resumindo, o stress vai sempre existir. Mas temos sempre algum poder de decisão quanto a como vamos lidar com ele.
Espero que não me leve a mal estas palavras.
Coragem.
Ariana

O Diário de Pi disse...

Vivemos a trabalhar, em casa e no trabalho... pouco e o tempo que passamos com nossos filhos e a curtir o sofa!! Este ano optei por alterar umas coisinhas... arranjei uma.senhora a dias para tratar da limpeza semanal da casa! Pago, mas ao fds estou descansada... faca isso!! E menos uma tarefa... 😁😁😁