sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Porquê fazer das crianças mini-adultos?



Estamos a uma semana do Natal. Quase toda a gente tem crianças a quem oferecer presentes e os brinquedos são muitas vezes a opção óbvia. 

Os brinquedos de primeira idade são incríveis: ensinam a contar, as formas, palavras e até inglês. Toda a gente apregoa que as crianças têm de ser estimuladas. Mas a verdade é que hoje vejo que estes brinquedos são inúteis nessas idades porque as crianças têm ritmos de crescimento e aprendizagem. Ou seja, brinquedos de 6 meses só têm utilidade prática a partir dos 4 anos.

E depois penso: porque é que insistimos em brinquedos didácticos, menosprezando o simples facto de brincar? Brincar não deveria ser uma diversão? Não é fantástico lançar simplesmente carrinhos por uma pista, correr atrás de uma bola, ou cozinhar com uma panela? às vezes acho que exigimos demasiado aos nossos filhos. Têm de aprender demasiado rápido e esquecemos-nos que até ao pré-escolar têm é de brincar. E nas brincadeiras mais simples aprendem papéis sociais, desenvolvem a motricidade, etc. Os tablets são bons, mas têm tempo de se tornarem um ás da informática: ir esfolar os joelhos na rua, andar de trotinete é tão bom! Preocupamos-nos tanto em que saibam escrever o nome completo, contar, etc. quando vão para a escola, mas a escola é que tem esta função. 

Sim, compro puzzles, brinquedos mais didácticos, mas tem de haver um equilíbrio. Às vezes os adultos preocupam-se tanto em comprar brinquedos ultra-modernos, quando a felicidade deles pode estar em algo tão simples como uma bola saltitona ou um pote de plasticina.

2 comentários:

A Pimenta* disse...

Concordo inteiramente com cada palavra deste post!

Mamã Algodão Doce disse...

Juro que já não consigo ver jogos didáticos à frente.