segunda-feira, 1 de julho de 2013

A família não é só para ocasiões

A minha falta de hipocrisia é o meu grande problema. Tudo seria mais fácil se conseguisse sorrir quando não posso com alguém, poder manter aparências de normalidade quando as coisas estão más. Nunca fui assim, e com o tempo estou cada vez menos para fazer fretes.
 
A minha irmã perguntou à minha mãe quando é que eu ia batizar o pequeno. Confessou estar muito triste de eu nunca a ter convidado, porque afinal são os casamentos e os batizados que juntam a família.
 
E lá tive que explicar à minha mãe que o que faz a família são os dias de todos os dias. Aqueles telefonemas só porque pensei em ti, para saber se está tudo bem, se o pequeno está a crescer bem, se a vida está a correr no bom sentido, etc. São esses momentos que fazem uma família.
 
O batizado só foi desmarcado por motivos profissionais. E para mim só fazia sentido convidar quem foi a verdadeira família do S. durante este ano: os amigos que telefonam para saber se ele está bem, os amigos que se preocupam e que adoram brincar com ele,e a pouca família que ainda considero família.
 
Estou farta de gente que idolatra o conceito de família. A família perdoa tudo e devemos fazer tudo em nome da família, nem que seja só nos batizados e nos funerais. Mas não contem comigo para isto. Para mim família na verdadeira ascensão da palavra vai muito além de genética.

6 comentários:

Alexandra disse...

Infelizmente o show off é algo muito presente nesta sociedade, exibem do que falas! Beijo!

*Lili* disse...

Concordo! Só realmente vemos quem está lá quando há uma palavra, uma presença no nosso dia-a-dia... quando ao final de um ano percebemos que não há o minimo interesse em manter contacto, em saber como estamos, etc... é porque realmente não vale a pena. Estou como tu! Beijinho*

Opinante disse...

Mai nada, assino por baixo!

Saltos Altos Vermelhos disse...

é preciso tanto mais para ser família! Fazes muito bem Dina.

Fernanda disse...

Dina, gosto de vir ao seu cantinho e ler o que lhe vai na alma. Penso que já comentei uma vez ou outra. Tenho idade para ser sua mãe e, por isso gostaria de lhe dizer o seguinte: neste momento a sua família nuclear e mais importante é o seu filho e o seu marido. Faça tudo, mas tudo que estiver ao seu alcance (grite, esperneie, lute...) mas defenda o seu direito a eles. A vida não é fácil, as relações muito menos, têm muitos altos e baixos(mais do que qualquer um de nós gostaríamos)mas, no final de contas são elas que nos dão a estabilidade para continuar. Se existe amor, temos de lhe dar oportunidades e, não desistir nem à primeira, nem à segunda, nem mesmo à terceira e, sobretudo, nunca por interferência de terceiros. A sua sogra é chata? Deixe-a ser. Não ligue!Ela até está bem longe (imagine se ela estivesse pertíssimo de si, todos os dias e verá que se sente logo muito melhor!). O filho é muito "agarrado"? Mas Dina, ele deve tê-lo sido sempre, não? Exiga que ele esteja presente na sua vida e na do filho, sempre que necessário e, na maior parte das vezes. Que ajude (filho é feito em par e não produção individual, certo?). Que quando estão os três, não admitirá interferências (mas isto deve dizer-lhe a ela, pois ele é filho. Ser-lhe-á muito complicado e difícil, ignorar a mãe. A Dina também é mãe e, provavelmente não gostaria que um dia mais tarde o seu menino lho fizesse, por isso é uma conversa que terá que ter com ela. Ela é que terá de mudar e compreender. Pô-lo na situação de ter de escolher entre as duas, não é muito justo para ele. Nunca é fácil escolher entre duas ou três pessoas que amamos, mesmo que sejam amores diferentes. Acredite que não é. Dói muito! De resto, lute pelo seu amor, pela sua família e jamais desista do que conquistou na sua vida. Desculpe o "testamento", mas faz-me um pouco de confusão alguns comentários quase a incentivá-la a abandonar tudo. A Dina está fragilizada com esta situação, precisa de ânimo e força para continuar e não para desistir. Beijinhos e muitas felicidades para os três.

Caquinho disse...

Assino por baixo. Totalmente de acordo!