terça-feira, 12 de abril de 2011

Famílias problemáticas


Ontem ao ler um post da Me, lembrei-me o quanto os tolos e ingénuos são felizes. Porque eu também fui tola na minha ingenuidade de acreditar nesta Instituição que se chama Família. Aprendi que afinal, onde via amor, carinho e respeito, levantando a fina camada superficial, se encontra muito interesse e mesquinhez. Sempre dei tudo por quem amo, mais do que devia por vezes. Mas nunca me arrependi. Se há 10 anos atrás contava com uma família sólida, hoje tenho somente a minha mãe. E o meu marido mas este oficialmente não é da «chamada família de sangue». E olhando para a minha família consigo contrariar dois pensamentos recorrentes da maioria das pessoas:
  • Filhos únicos nunca, que irmãos trazem felicidade e outros valores únicos. Quando era criança e até há um ano atrás, também achava que a minha irmã era o meu maior tesouro. Que havia ali uma ligação inquebrável. Mas quebrou-se no dia em que a chorar procurei reconforto ao telefone porque estava a ver o nosso pai a morrer e ouvi  um «cala-te. Eu sei que a morte que o espera é do mais doloroso e terrível que há. Não quero saber de nada. Quero-me afastar.» Só faltou dizer, volta a ligar quando lhe passarem a certidão de óbito. Irmãos é bons nos primeiros anos de vida. Há excepções de irmãos que se amam até ao fim da vida. Mas conheço muitos que só se amam até os pais desaparecerem. A ganância é capaz de mimar tudo e todos. Ainda ontem ligou-me a perguntar como estava. Mas já sabia que aquela preocupação não era sincera... só precisava de mim por causa de uns papéis do Tribunal...
  • E depois há aqueles que acreditam que os casais têm que ter filhos porque senão não vão ter ninguém na velhice para cuidar deles. Aí também há excepções. Mas já vi tantos pais, com mais do que um filho, terem o mesmo destino: abandonados na velhice e na morte. Muitas vezes, sempre por uma questão de inveja dos irmãos. É das coisas que mais me revolta: o abandono dos nossos idosos. Não há dúvidas: no final da vida, os casais só se têm um ao outro. São a bengala respectiva. Os filhos seguem a sua vida, saem de casa. O casal permanece e continua juntos...
A quem diga que tenho uma visão negra da Família. Eu sou acho que sou só  uma boa observadora. E que, para o meu bem, deixei de ser ingénua...

22 comentários:

Miss Star Pink disse...

Acho que não podemos generalizar, nem neste assunto, nem em outros, pq vai sempre aparecer uma excepção.
Quero acreditar q cada caso é um caso e q como se diz por aqui "existe um pouco de tudo como na farmácia".
Não consigo imaginar a minha vida sem três pessoas fundamentais ao meu lado: a minha mãe, a minha irmã (são as minhas melhores amigas" e o meu marido. Já no que diz respeito às amizades o caso muda totalmente de figura e acho que não confio praticamente em ninguém (já aprendi mt).



Beijocas

Tsuri disse...

Depende muito, depende mesmo muito de família para família,cada caso é um caso. Mas tenho noção de que tenho muita sorte com a minha família e isso é preciso notar.

beijinhos

Mami ( Sónia ) disse...

Não se pode generalizar assim, as coisas não sempre assim tão lineares. É claro que tu falas da tua experiência que é difícil e complicada.
A minha já é o contrário. Sempre que preciso da minha família ela está lá em peso para mim, ou para qualquer outro membro que precise de ajuda, seja ela de que tipo. Sei que mesmo estando longe eles estão sempre prontos.
E é isso que vou transmitir aos meus filhos, é este espírito de família, amizade e união e acima de tudo respeito por cada individuo que quero que eles aprendam, que apesar de sermos todos diferentes somos família!

Dina disse...

Eu referi por duas vezes que havia excepções... que estou a generalizar... apesar de conhecer muitos casos como os meus, sei que há realidades totalmente diferentes.

Lux disse...

Não acho que tenhas, de todo, generalizado...
Eu também não acredito muito na instituição da família, porque já vi tanta podridão, que até dá dó!
Irmãos às cabeçadas por causa das partilhas, irmãs que se zangam e nunca mais se falam, que não querem saber dos outros, pais que não ligam puto aos filhos e filhos que, depois de os pais terem-lhes dedicado uma vida, os encostam para canto quando são velhos, porque já não "servem para nada"...
E uma triste realidade ver os sem abrigo, muitas vezes com família, bem como a quantidade de pessoas depositadas em lares ou simplesmente deixadas ao abandono em hospitais, que os parentes, até a morada errada dão...
Assusta-me, porque penso no meu futuro... Sei que comigo, o dos meus pais está garantido, mas não sei o meu...
Enfim, se tivermos dinheiro, vamos ter sempre alguém por perto, por interesse, mas quando não temos nada, ou muito pouco, acabamos mal!
Tal como tu, não me considero pessimista, só muito observadora!

xoxo
Lux

Verinha disse...

Bem eu tinha feito já aqui um granda comentário, mas esta coisa deu um erro qualquer rrrrsss, vou tentar reproduzir tudo de novo lol
Dizia eu:

Concordo contigo quase a 98% lol.
Eu acho que quem tiver hipotese deve sempre ter mais do que um filho.
Pensa lá bem se não tiveste bons momento com a tua irmã. Pelo o que percebi até tinham uma boa relação até à morte do teu pai!
Faz bem termos alguém ali sempre connosco, partilhar segredos, brincadeiras, faz bem aquela cumplicidade de irmãos.
Fazendo um paralelismo se calhar um boacado exagerado é o mesmo que dizeres "Não vou amar ninguém para não me magoarem" ou "mais vale não ter irmãos para não me disiludirem", Mas a desilusão faz parte da vida, faz parte das relações, doi é certo mas aprendemos com isso...
Por isso acho que os bons momentos que os irmãos passam valem pelas desilusões que podem vir a sofrer.
Com o que vou dizer não quero estar a desculpar ninguém, ou a dizer que tiveram uma atitude aceitavel atenção, mas sei que existem pessoas que com a aproximação da morte de algum familiar se afastam completamente como que se estivessem a resguardar da dor que se aproxima. É como que se ao se afastarem a dor diminuisse um bocado. É como que se anticipassem o luto. Só não compreendo é porque é que ela te verbalizou isso dessa maneira tão cruel...

Em relação ao outro ponto estou completamente de acordo contigo. Conheço muito boa gente que tem filhos a pensar que no futuro os filhos vão cuidar dos pais. É verdade que os filhos têm de cuidar dos pais idosos, mas não deve ser com esse objectivo que queremos ter filhos!
Também me revolta muitos idosos que são votados ao abandono, como por exemplo a avó do meu marido, a minha sogra quase não trabalha tem uns part-times a limpar umas casas, nada de especial e no tempo livre dela (que é muito) vai sair com as amigas, vai para bailes etc, passa uma semana inteira sem pôr os pés em casa da mãe e ainda por cima não admite que ninguém lá vá buscar a velhota para lhe dar banho e dar um passeio! Estamos a um milimetro de fazer queixa dela, não se admite.

Não tenhas uma visão tão negra da familia, se olhares bem tiveste pai, mãe, irmãos, foste feliz, tiveste amor, comer, educação, bom ambiente familiar, passaram-te bons valores. Tiveste desilussões é certo, mas como te dizia faz parte...
É triste, mas faz parte da vida...

Bjks***

Dina disse...

Verinha: Valeu a pena teres repetido: Gostei muito do teu comentário :) e Percebo a tua opinião, e até concordo...

Rita & os Tachos disse...

Olá Dina, à medida que ia lendo o teu post muitas das coisas que dizias se iam encaixando em fases da minha vida que já passaram. É triste mas realmente acontece muito este "off" dos irmãos passado os anos. Beijinhos.

Purple disse...

Compreendo a tua visão, mas sinceramente não penso como tu.

As minhas origens não são as de uma típica família, sofri tudo o que tinha para sofrer com isto, bati com a cara no chão várias vezes mas nunca perdi a fé nos meus, nos que estiveram sempre lá por mim, na minha família materna. Mesmo com meia família capaz de tudo por dinheiro tive ali o meu porto seguro.

A vida tem muito de mau, como de bom, e eu acho que devemos sempre dar tudo pelos nossos. E acredito que os filhos vão sempre reconhecer o amor que recebem, que vão amar os pais até ao fim da vida por muitas voltas que o mundo dê.

Há que ter fé, e se isso for ingenuidade que seja, eu já estive no lado negro e não fui nada feliz por lá.

Beiju grande

Dina disse...

Purple: Infelizmente conheço demasiados idosos à minha volta. Sou de uma aldeia em que mais de 90% da população tem mais de 65 anos. E conheço idosos fantásticos. Que foram bons pais, apesar de haver sempre problemas durante a vida entre pais e filhos. E vejo a situação deles agora. Ainda há dois meses, um tio do meu pai com 75 anos perdeu "a cabeça". Com dois filhos na aldeia, nenhum lhe chegou uma malga de caldo, por inveja das partilhas. E não é caso único. Passei os últimos anos em Hospitais e vi muitos idosos abandonados. Com filhos, mas sem ninguém. O último vizinho de cama do meu pai tinha o filho a cinco minutos do hospital e tive que ser eu a dar-lhe de comer porque ele nunca ia vê-lo. Eu, uma estranha... Enfim, há casos e casos. Nem tudo é igual felizmente.

O mais bonito e o mais doloroso? É nunca ver um pai ou uma mãe abandonado com ressentimento de um filho...

a Gaja disse...

Há famílias e famílias mas no fundo todas têm algo em comum. Eu tenho 3 irmãs sendo que 2 são meias irmãs e apenas 1 é mesmo irmã (filha de pai e mãe). Quando o meu pai faleceu e minha irmã revelou-se, ou talvez se tenha ido revelando ao longo do tempo mas como eu era uma 'criança' não percebi. Hoje falo com ela mas pouco, sem dúvida que a minha irmã, aquela a quem confiamos tudo, com quem temos uma relação aberta e mesmo de irmãs é a minha meia irmã. Na realidade nós sempre tivemos uma educação toda igual e sempre fomos vistas como um todo, sem diferenças entre irmãs. Agora todas temos diferenças e sem duvida que a minha meia irmã é mais minha irmã que a outra. Como costumo dizer todas as famílias têm uma ovelha negra, na minha é aquela.

anf disse...

Sabes Dina, concordo e discordo com o que escreveste, muitas vezes entre irmãos as coisas pioram quando estes casam e entram outras pessoas para a familia,
para já comigo e com os meus irmãos tudo corre bem, e espero que continue sempre assim, pois para mim seria muito dificil,
bjo

*C*inderela disse...

eu sou filha única mas tenho immmeeennnsssooss casos na familias que os irmãos não se falam uns com os outros! infelizmente os filhos já não olham pelos pais e os velhotes estão cada vez mais sozinhos.

bjokas

Manuela disse...

Dina, acho que tens razão no que escreves. Se a família fosse o pilar de tudo, como explicar os idosos que estão mortos anos, na sua casa e ninguém dá pela sua falta? A ultima idosa, tinha seis filhos e esteve durante três anos, cadáver! Seis filhos...
Beijinhos

Bomboca do Amor disse...

Eu também já tive uma grande desilusão com a minha família, agora acordei para a vida e reduzi a minha família às pessoas essenciais e sou tão mais feliz assim!
Beijinhos,
Bomboca do Amor.

madeMOIselle disse...

Dina, não sei bem porque mas esta tua mensagem foi uma facada no coração. Parece que a senti mesmo. Sou filha única e, por isso, e apesar de concordar com a primeira opinião, sei que não terei esse tipo de problemas e isso tranquiliza-me.

Acho que o que me apertou tanto o coração é a sensação do chão nos fugir, de vermos algo que tínhamos como garantido cair, vermos alguém que para nós é tão importante ignorar-nos, como se não fossemos nada, não representássemos nada.

Isso, doí, raios! Sufoca! Eu ainda hoje sufoco, fico com tudo apertado cá dentro só de pensar. Deus me livre de voltar a sentir tal coisa. Tenho MEDO disso, aquele medo infantil e incontrolável mesmo.

Gostei muito, como sempre.

madeMOIselle disse...

Dina, não sei bem porque mas esta tua mensagem foi uma facada no coração. Parece que a senti mesmo. Sou filha única e, por isso, e apesar de concordar com a primeira opinião, sei que não terei esse tipo de problemas e isso tranquiliza-me.

Acho que o que me apertou tanto o coração é a sensação do chão nos fugir, de vermos algo que tínhamos como garantido cair, vermos alguém que para nós é tão importante ignorar-nos, como se não fossemos nada, não representássemos nada.

Isso, doí, raios! Sufoca! Eu ainda hoje sufoco, fico com tudo apertado cá dentro só de pensar. Deus me livre de voltar a sentir tal coisa. Tenho MEDO disso, aquele medo infantil e incontrolável mesmo.

Gostei muito, como sempre.

Santo&Pecador disse...

Cada caso é um caso, é verdade! Mas se nas amizades somos nós que as escolhemos e as construímos, na família já muda de figura. Pois de uma certa forma podemos dizer que nos é imposta, pois não somos nós que escolhemos o irmão ou a irmã, assim como os pais, mas também é verdade que também eles não nos escolheram como irmão ou filho. Por isso penso que muita das vezes a relação de amizade ou amor que se tem com um irmão ou para com os pais é fruto da partilha e cumplicidade que criamos ao longo dessa vida em comum. No meu caso posso dizer que sou um tipo com sorte, pois o meu maior amigo é sem dúvida o meu irmão, e foi realmente nas fases difíceis da minha vida que eu mais senti o meu irmão junto de mim, assim como eu também eu o fiz com ele.
Relativamente, aos pais, posso dizer que tanto eu como o meu irmão temos uma relação espectacular com a nossa mãe (perdemos o pai, eu com 8 e o meu irmão com 5 anos), não esquecemos a forma como ela, sozinha, nos criou e educou e ainda hoje está sempre pronta a ajudar no que pode. Temos de ser nós a colocar travões na sua dedicação, encaminhando-a agora para os netos e nem tão pouco nos passa pela cabeça abandoná-la um dia que precise mais de nós (conversa já por varias vezes tida com o meu irmão).
Em suma, acho que no campo familiar, sou um tipo com sorte. :-)

Beijo!

*Lili* disse...

Bem, depois de ler este texto que tanto me cativou, e depois de ler tantos comentários que geralmente passo à frente mas que neste caso fiz questão de lê-los (ainda que por curiosidade) por saber que nem todas as familias são perfeitas (Se é que existe uma familia perfeita). Chegou a vez de dar a minha opinião.

A minha familia é constituida felizmente por um pai, uma mãe e uma gémea. Diria que em tempos enquanto eu ainda era uma criança a minha familia fazia muitas junções familiares, onde? Em minha casa... Devo desde já que essa situação toda acabou, e passo a explicar porquê... Primeiro porque (não deve ser só na minha familia mas ainda assim é triste) a minha mãe, fazia TUDO! mas tudo mesmo... Jantar/ Almoço e por consequência arrumava tudo sem ajuda de ninguém. Isso acabou e também por consequência se iniciou o afastamento da familia (agradeço desde já, e já devia ter acontecido mais cedo, e digo isto em defesa da minha mãe! Não temos aqui xulos...na festa ou tudo ajuda ou nao ha nada para ninguém). Pronto isto para explicar o como tudo começou.

A minha doce mana... o bem que mais amo :) Somos gémeas falsas, no entanto mais do que qualquer DNA tanto mas tanto nos une... Apesar das desavensas (quem nao as tem?) apesar das palavras omitidas (sao insignificantes quando nao têm qualquer importancia!)apesar de tudo... Digo se não fosse por ela, a minha vida era um verdadeiro sufoco. Eu não me imagino sem ela nunca! Ainda hoje... Entrei na faculdado o ano passado, e sinto tanta diferença, antigamente andavamos sempre na mesma turma, agora como temos cursos e horarios diferentes só nos vemos em casa... E sinto tanta tanta falta dela comigo nas aulas, nos intervalos, na hora de almoço...Sempre... Não sei como é para ela, quer dizer saber até sei, mas nunca ouvi da boca dela no entanto, se ela um dia desaparecesse da minha vida (ainda que psicologicamente) iria permanecer para sempre ali no meu peito um buraco negro... Porque... é a minha maninha :) a minha melhor amiga! (E acreditem no meio de tanta zanga acabamos por nos perdoar uma à outra ao fim de quê? 10 minutos nem lhe dou tanto :))

Sem dúvida que sempre que preciso os meus pais estão lá para mim, na verdade por vezes até demais... Então a minha mãe, sabem o que é uma mãe que ainda ao final de 20 anos nos obriga a comer uma sopinha? :D Quem diria ela fá-lo e estou-lhe eternamente grata, pois hoje dia como-a na banal ^-^

Sabem a minha mãe tem uma irmã, não se dão desde a morte do meu avô, aliás acho que tudo começou um pouquinho antes quando lhe foi diagnosticado cancro... Nem eu nem ela choramos... até ao funeral... Sabem o que é um pai escolher uma das filhas? E torna-la preferida? E no fundo... pedir-lhe desculpa por todo o mal que lhe fez?... No fim da sua vida foi dizer-lhe isso... porquê? Enfim...Enquanto isso acontecia a minha querida tia fingia lagrimas de crocodilo ou talvez não, infelizmente ainda hoje consigo perdoar esse lado da minha familia bem como o outro lado...

Mas sem dúvida que a minha familia é restrita, só tenho um pai uma mãe e uma irmã! E gosto da minha familia assim! alias AMO-A!!

PS: Já as amizades... isso é completamente outra história...

Beijinhos :)

Nokas* disse...

A família é provavelmente o núcleo que mais alterações sofreu nos últimos tempos. E há diversas variações, eu pessoalmente tenho sorte mas há sem duvida casos em que isso não acontece. E a grande maioria das zangas é com pessoas de família.

dinona disse...

Sinceramente essa do tens de ter filhos para cuidarem de ti quando fores velho é um grande egoísmo. Porque muitas das vezes os filhos têm que trabalhar tanto que nem têm vida própria e depois temos os outros que só querem é saber do dinheiro dos pais... por isso,essa desculpa para mim é das mais ridículas que há.

A dor NUNCA ter um filho único, olha eu sou filha única e não tenho nenhum desgosto, até que é bem divertido...

Cor do Sol disse...

Eu dava a vida pela minha irmã e os filhos dela, sem pensar duas vezes. Talvez porque ainda não tenho os meus filhos mas neste momento dava. Entendo a tua dor, nem quero pensar se me zangasse com a minha irmã, se não falasse e a visse pelo skype regularmente. Temos discussões mas não vejo a minha vida sem ela.

Há sempre oportunidade de recuperar o que se perdeu mesmo que o motivo tenha sido grave. Há pessoas que não conseguem lidar com a dor.