quarta-feira, 11 de abril de 2018

Muffins saudáveis, simples e deliciosos



Quando testei esta nova receita, não tinha grandes esperanças na textura nem no sabor. E foram uma grande surpresa! Deliciosos! Fazem-se num instante, cozem em 10 minutos e comem-se em duas dentadas. 

A foto em cima é da receita original e como não me apetecia fazer cobertura, inventei e correu lindamente. Vão precisar de:


  • 2 ovos
  • 2 compotas de maçã (puré de maçã), de bebés sem açúcar adicionado (tipo blédina, mas uso da marca Jumbo)
  • 100 gr de farinha de aveia integral + fermento qb
  • Umas gotas de essência de baunilha
  • Leite qb apenas para acertar a consistência
Basta bater os ovos e misturar as compotas. Adicionar algumas gotas de essência de baunilha e juntar a farinha e o fermento. Misturar bem. Depois basta juntar só um pouco de leite para acertar a consistência da massa. Coloquei a massa em formas de muffins de silicone. Depois para lhes dar mais graça, nuns juntei canela e nozes picadas (depois misturei na própria forma, com o cabo de uma colher de café), e noutros juntei pedaços pequenos de chocolate negro. Vão ao forno cerca de 10 a 12 minutos ou até o palito sair seco. Deixem arrefecer e deliciem-se. Cá em casa adoramos!

terça-feira, 10 de abril de 2018

Reino de feras | Gin Phillips


Este era mais um "thriller sensação do ano". E francamente é um livro mediano. Mas continuo a bater palmas aos departamentos de marketing das editoras: excelente trabalho de promoção.... que infelizmente defrauda um pouco os leitores. 

Neste livro, uma simples visita ao Jardim Zoológico transforma-se em pesadelo para Joan e o seu filho de 4 anos, Lincoln, quando atiradores furtivos começam a disparar sobre os visitantes. Todo o livro centra-se na luta pela sobrevivência de Joan e do filho, com algumas personagens pelo meio, mas não tão bem construídas. O final é dúbio e francamente a história não me deslumbrou. Achei que o facto de uma mãe estar a lutar pela vida do seu filho (que tem sensivelmente a idade do meu) me poderia ligar emocionalmente e provocar em mim sentimentos fortes. Nem isso. Não recomendo.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A loucura do dia-a-dia


Na sexta-feira passada, acabei a semana a lançar um grito: de frustração e de descompressão. Vivo a um ritmo alucinante. Tenho a sensação de viver sempre a correr. E de facto vivo: acordo às 7h00, e começa um desencadear de tarefas, até apanhar os transportes, começar a trabalhar, aguentar o stress inerente à profissão, sem pausas nem descanso, até voltar a correr para apanhar transportes, chegar a casa e tratar de tudo. Para voltar tudo a começar de manhã. 

Sinto que não vivo: sobrevivo. Até que este ritmo me mate. Desgasta tanto. Sinto a vida a correr-me pelos dedos. Por vezes só me apetece largar tudo e começar uma nova vida, tranquila, longe do bulício citadino. Mas depois a realidade volta para me assombrar: temos de viver esta vida para pagar contas, criar os filhos. Mas estou cansada de correr. De não ter tempo para apreciar os momentos. De não ter tempo para me dedicar a 100% às coisas que realmente me fazem felizes. Sinto-me cansada deste estilo de vida. Gostava de ser menos ponderada para ter coragem de tomar decisões "loucas". É segunda-feira e volta a loucura... Por isso aos fins-de-semana, desligo, vivo sem relógios e horas marcadas. Por isso ultimamente, digo aos meus amigos para não ter "coisas marcadas". Recuso-me. Pela minha sanidade mental e saúde física, preciso de chegar a sexta-feira e desligar completamente. Viver noutro mundo, noutro ritmo. Nem que seja apenas por 48 horas. 

Boa semana!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

O regresso da Primavera | Sveva Casati Modignani


Os livros de Sveva Casati Modignani não são literatura para intelectuais: são histórias simples, com personagens com as quais facilmente nos identificamos. Este livro conta-nos a história de Fiamma Morino, uma mulher de 40 anos, directora editorial de uma pequena editora de sucesso que ela própria fundou, mas que está prestes a mudar de donos... Fala-nos da sua infância, e da sua relação problemática com a sua mãe, do seu primeiro casamento, do nascimento das suas duas filhas e da sua relação com Lorenzo Perego, professor de Geografia. De origens abastadas, Lorenzo decidiu ensinar numa escola para crianças desfavorecidas em vez de colégios privados. O livro retrata o estado do ensino em Itália e que pode muito bem ser a realidade de outros países, como Portugal. 
É um romance descomplicado, de leitura fluída, bem ao estilo da autora. 

terça-feira, 3 de abril de 2018

SOI - street food asiática


Abriu há quase um ano o restaurante SOI no Cais do Sodré. Estava com curiosidade há muito tempo mas só recentemente é que surgiu a oportunidade de lá ir. O espaço é bastante acolhedor e remete para as ruas asiáticas, com um colaborador com um chapéu em cone, uma bicicleta suspensa, e néons. 

No que a comida diz respeito, que é isso que realmente importa: a experiência foi muito boa. A entrada desiludiu: os Fire Crackers são camarões enrolados em massa crocante, servido com um molho de chili doce. Francamente, já comi camarões desse tipo bem melhores em muitos restaurantes chineses "de bairro". E 7€ por 3 camarões, acho excessivamente caro. Mas o Pad Thai compensou imenso e estava delicioso. Optei pelo de camarão, com massa de arroz, ovo, tofu, tamarindo, pasta de camarão, rebentos de soja crocantes, amendoins e lima. É um prato bem equilibrado, com um toque doce, guloso sem ser em demasia. Estava perfeito. E a dose era muito bem servida, tanto que nem comi sobremesa. Recomendo mesmo pelo Pad Thai. Fiquei com curiosa com os Money Bags (trouxas de massa crepe recheadas de cogumelos chineses, caju, gengibre, tamarindo e hortelã) e nas Espetadas de Frango marinadas em molho de ostra e raiz de coentros e caramelizadas com teriyaki. Hei-de voltar com certeza. 

quinta-feira, 29 de março de 2018

Fim-de-semana de Páscoa


Hoje à noite rumamos a Vila Flor celebrar a Páscoa em família. O mais novo está ansioso.

Feliz e Doce Páscoa para todos!!

quarta-feira, 28 de março de 2018

Os meninos que enganavam os nazis | Joseph Joffo


Esta é a história verídica que conta a luta pela sobrevivência de um menino judeu na França ocupada pelos nazis. As perseguições e o medo fazem com que o pai de Joseph, um respeitado barbeiro judeu, decida enviar os seus dois filhos, Joseph de 10 anos e Maurice de 12, fugir para a França Livre. Sozinhos, entregues a si próprios, vamos acompanhando a fuga destas duas crianças para escapar à morte. Duas crianças muito criativas no momento de fugir aos seus perseguidores nazis. É uma história que nos mostra mais uma perspectiva da Segunda Guerra Mundial e que raramente é abordada. Gostei muito do engenho e do humor latente nesta história. De como tudo é natural: porque afinal quando somos perseguidos pela morte, tudo vale. O livro relata vários encontros, várias experiências emocionantes reais e autobiográficas. É um livro tocante pela sua simplicidade.

No final, o autor fala de muitas questões que lhe colocaram quando ia às escolas falar sobre a sua vida. É incrível constatar as reacções e as dúvidas das pessoas. E mostra como é importante nunca esquecer, para certos acontecimentos nunca voltarem a acontecer.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Organização e alimentação saudável de mãos dadas


Na loucura quotidiana, o mais importante é a organização, principalmente quando pretendemos fazer uma alimentação saudável. Porque não podemos deixar nada ao acaso. É necessário planear as refeições: o ideal será deixar as principais refeições pensadas de véspera (há quem consegue fazer ementas semanais). Ao serem pensadas no dia anterior, conseguimos descongelar e temperar com antecedência, o que faz toda a diferença no que diz respeito ao sabor. 

Convém preparar e levar os lanches para o trabalho para comer regularmente, não passando muitas horas sem comer, e evitar cair em tentações nos bares e nas máquinas automáticas. É importante apostar em lanches que contribuam para a saciedade.  Podem ter sempre de reserva marinheiras ou bolachas de milho na gaveta do escritório, em SOS. O tempo é sempre curto mas se nos organizarmos é muito mais fácil. Andar com a marmita sempre atrás ajuda muito. 

Quem quer perder peso, não pode cair no erro de não comer ao almoço, porque senão a fome vai apertar e depois corre-se o risco de atacar imensos alimentos e nem sempre os mais saudáveis. Mais vale comer bem ao almoço, com uma refeição completa, equilibrada e variada. Se se passar o dia todo sem comer chega-se ao fim da tarde/ noite cheio de fome. Não sou apologista de eliminar hidratos de carbono ao almoço.

A organização é um grande aliado para ganhar rotinas mais saudáveis. Pode custar a encontrar o ritmo, mas é o nosso maior aliado. 

sexta-feira, 23 de março de 2018

O homem de giz | C. J. Tudor


Este é um daqueles livros que está a ser vendido como "o Livro de 2018", "o melhor thriller do ano". O livro é bom: é mesmo. Mas depois de tanto "show" à volta dele, esperei mais. Percebo que depois de ler tantos livros é difícil deixar-me de queixo caído. Mais uma vez acho que a percepção final apenas tem a ver com as expectativas que nos criam. Só tenho pena (e falo por mim) de por vezes descurar grandes obras que são menos mediáticas, em detrimento destes livros vendidos com grandes chavões. Mas mesmo assim digo-vos: é um bom livro e vale bem a pena. 

Voltando ao livro... Tem um toque sombrio, com cenas fortes, muitos mistérios, muita pressão psicológica, muita dúvida e suspeitas, personagens disfuncionais... neste livro nem tudo o que parece é. 

A história é centrada em Eddie e no seu grupo de amigos que se vêem envolvidos na descoberta macabra de um corpo desmembrado... Na vida do grupo, começam a aparecer uns enigmáticos homens de giz que estão sempre associados a cenas de mais tensão e crime... A parte que mais gostei foi descobrir a verdade sobre esses homens de giz. As revelações finais conseguem surpreender-nos. Li algumas reviews em que referem que pensavam que os homens de giz eram ligados a uma qualquer entidade sobrenatural: devo ser muito racional porque nunca me passou pela cabeça. Os segredos do passado vão sendo revelados, alternando entre episódios de 1986 e de 2016, quando o passado volta para assombrar Eddie e os seus amigos. 

Recomendo este thriller psicológico que nos prende até ao fim. E acredito que também vão ser surpreendidos no final...  

quarta-feira, 21 de março de 2018

Momento de Humor


«Havia um judeu que ao longo de toda a sua vida, não cometeu um único pecado, morre de morte natural. Imediatamente chega ao Paraíso. É recebido por Deus, que o instala à sua direita e cobre-o de honras, felicitando-o por se ter comportado a vida inteira como um bom judeu e, sobretudo, como um bom homem. Mas o velho judeu parece triste e nada consegue animá-lo. E pergunta-lhe "Que se passa? Pareces preocupado. Eu sou o teu Deus Eterno, deves contar-me tudo." Mas o velho judeu abana a cabeça. É evidente que ele não pretende falar. Deus aborrece-se e insiste: "Terás de dizer-me o que se passa contigo! Eu sou teu Deus e tudo consigo solucionar."

Quem pode resistir a Deus? Então, o velho judeu disse "Escuta, Eterno, eu não tive coragem de te dizer, mas tenho um filho, um filho único que tentei criar como um verdadeiro judeu. Mas de nada serviu. Ele não me acompanhou na minha fé... e converteu-se" 

Então, Deus dá uma gargalhada, uma gargalhada que ressoa pelos quatro cantos do universo. Depois olha para o velho judeu com ternura e compaixão. "Asseguro-te que não é grave. Terás de perdoá-lo... O meu filho também se converteu!".

O velho ganha coragem e pergunta: "E qual foi a Tua reacção? Qual foi o Seu castigo?" E Deus responde-lhe: "Oh! Muito simples: Fiz um Novo Testamento!". »

Em Os meninos que enganavam os nazis | Joseph Joffo 

terça-feira, 20 de março de 2018

Fast Food em modo saudável


Podem apresentar os motivos que quiserem, mas não me digam que não fazem uma alimentação saudável por falta de tempo. Sim, porque, haverá algo mais "fast food" do que um bife grelhado com salada já lavada? Demora assim tanto abrir um pão e barrá-lo que seja necessário dar bolicaus às crianças ao pequeno-almoço ?

Não tenho esse hábito, mas há quem prepare comida ao fim-de-semana e congela em doses individuais, para ser só chegar a casa e colocar no micro-ondas. Pessoalmente não gosto de comida congelada. 

Mas há outros truques que nos permitem garantir uma refeição rápida, saborosa e nutritiva, para miúdos e graúdos (ok, o meu filho é uma boca santa):
  • Ter sempre no congelador bifes de frango/ peru/ ou até vitela. Descongelam rapidamente e grelham-se ainda mais rápido. 
  • Costumo ter sempre algum arroz branco já feito no frigorífico para os dias em que sei que vai ser mais complicado fazer um acompanhamento mais decente.
  • Tenho sempre legumes em lata/ congelados. Eu sei que fresco é que é, mas quando não há tempo para mais é só saltear com alho e já está. Compro no Leclerc feijão verde, couve de bruxelas baratos e bons.
  • Tenho sempre atum em água em casa, depois é só misturar com tomate, alface, etc. 
  • Os ovos também podem ser os nossos salvadores: é tão rápido fazer uma omelete com legumes, com cogumelos, cebolas e ervas aromáticas. 
  • Em casos extremos, optámos por ir buscar frango grelhado na churrasqueira. Muito mais saudável do que pizza...