sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Desapareceram | Haylen Beck


Livros que envolvem desaparecimento de crianças, só nos podem deixar com os nervos em franja e um nó no estômago. "Desapareceram" fala-nos da luta desesperada de Audra para encontrar os seus dois filhos Sean e Louise. Imagine uma mãe a viajar de carro com os seus dois filhos para fugir de uma vida de maus tratos, quando é mandada parada por um Xerife que encontra marijuana na bagageira do carro. Audra é presa e, já na esquadra, é confrontada com a resposta do Xerife "quais filhos? Viajava sozinha quando a mandei parar

É daqueles livros que nos prendem até ao fim. E torna-se chocante porque, embora seja ficção, levanta questões bem reais. É um livro muito bem conseguido, com ritmo, cheio de tensão e que daria um boa adaptação cinematográfica. Gostei muito e recomendo. 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Nesta altura do ano...



É nesta altura do ano que mais sinto saudades da "terra". Este período da Quaresma é vivido de uma forma tão mais intensa na aldeia do que aqui na cidade. E não falo apenas de questões religiosas. 

É todo um clima que se vive e que anima as gentes da aldeia. São os cheiros que são diferentes, o ritmo, uma azáfama para a chegada da primavera. As pessoas abrem e arejam as casas, pintam os seus lares e preparam-se para uma renovação do seu quotidiano. É o cheiro da lenha a queimar nos fornos para os folares e o cabrito assado. É o amassar dos folares, o cheiro dos enchidos a serem cortados, as conversas mais demoradas à porta das casas depois de meses de inverno em que todos se recolhem. É um renascer depois de meses rudes. É aquele sol numa abrigada que revigora o corpo e a alma. É a natureza a dar sinais de um tempo melhor que há-de chegar em breve. 

E depois são as tradições religiosas, que são vividas com mais intensidade: a visita pascal, o domingo de ramos, o convívio entre familiares e vizinhos.

Enfim, tenho sentido um aperto no peito de saudades. Preciso do toque daquela terra, de respirar aquele ar, para me reencontrar, para me revigorar, para me sentir mais em paz comigo mesmo. 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

13 minutos | Sarah Pinborough


Natasha esteve morta durante 13 minutos. É salva por um homem solitário que passeia o cão de madrugada, mas a adolescente sofre de amnésia. Não se recorda do que aconteceu e as suas melhores amigas, Hayley e Jenny, têm um comportamento estranho e muito atencioso. Todas as personagens são suspeitas e existe uma tensão contínua ao longo das páginas. O caso de Natasha é um mistério: terá sido suicídio? uma brincadeira de adolescente que correu mal? uma tentativa de homicídio?

Através da perspectiva de várias personagens, de diários, de notícias de jornais, de depoimentos à polícia, vamos deslindando o caso, mas sempre de uma forma bastante ambígua e com alguma expectativa latente (admito que resolvi demasiado cedo o mistério).

É um livro da categoria "Young Adult" que fala de bullying, assédio, adolescência, dependência, amizade, depressão, manipulação, egocentrismo, inveja, lealdade, segredos..

É daqueles livros que nos prende até ao fim, mas que o final deixa algo a desejar. É daqueles casos que me fazem imaginar o escritor demasiado cansado ao fim de tanto esforço, que chega ao fim do manuscrito e que quer fechar a obra o mais rápido possível. É demasiado abrupto. Demasiado sem sal. Pelo menos para mim...

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Missão 2018: Álbum Fotográfico


Há anos que ando para imprimir fotografias para fazer um álbum fotográfico. As máquinas digitais são fantásticas mas sempre senti falta de folhear álbuns e recordações impressas.

Quando o meu pai faleceu, fiz um pequeno álbum com fotografias nossas. Foi uma pequena tábua a que me agarrei muitas vezes, uma maneira de me sentir mais próxima dele. 

Há dias, o Simão pegou nesse álbum e perguntou-me porque era tão especial para mim. Ele, na simplicidade dos seus 5 anos, disse-me "mãe, eu também quero fazer um álbum com os nossos momentos felizes. Assim, o dia em que morreres eu também vou poder lembrar os nossos momentos felizes e ter-te mais perto de mim". 

Devem imaginar que chorei como uma madalena. Mas deu-me alento e estou a preparar o nosso álbum. Mas como devem imaginar, estamos a falar de milhares de fotografias! Mas acredito que vai valer muito a pena. 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

A Mulher do meu marido | Jane Corry


Lily é advogada e acaba de casar com Ed, um artista plástico. Mas o casamento deles baseia-se em demasiados segredos. Quando Lily aceita o seu primeiro caso criminal, começa a sentir-se atraída pelo seu cliente, acusado do homicídio violento da sua namorada. Este caso vai ter um grande impacto no quotidiano de Lily... A vida de Lily e Ed fica ligada à da sua jovem vizinha, Carla de nove anos, que também já tem os seus segredos e o domínio da arte da manipulação. Os seus caminhos voltam-se a encontrar passados mais de dez anos...

É um daqueles livros que se lê compulsivamente. Até ao final da primeira parte, não percebemos bem até onde  a escritora nos quer levar mas na segunda parte os acontecimentos começam a desfilar a uma velocidade estonteante. E não conseguimos largar o livro. No início pensámos que o livro vai ser sobre um crime passional, mas acreditem: é muito mais do que isso. Aqui nada é o que parece. Mistura a história de duas mulheres, com muitos segredos, muita manipulação, tudo contado a conta-gotas e cheio de meias-verdades. Tudo se liga e percebemos como acontecimentos do passado podem afectar o dia-a-dia e as decisões do presente. 

É muito bom mesmo. Recomendo.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Desistir


Hoje acordei de rastos. Desfeita, sem forças, sem vontade de sorrir. Se há coisa que odeio é desistir. De não levar algo até ao fim. Sinto-me impotente. Sinto-me completamente desfeita. Mas não aguento. Sinto que toda a energia me foi sugada, que estou vazia por dentro. Sinto-me perdida, sem saber em que direcção olhar. Não sei o que fazer, mas sei que vou ter de decidir. Agora. Não posso adiar mais certas decisões. Por mais que custem, por mais que me destroem. Porque sei que ninguém me vai facilitar nada. Sei que a minha vida vai ser mais difícil. Mas eu preciso de paz. Preciso de chegar a casa e ter ali um refúgio. Estou farta de chorar e ser infeliz. Sinto que falhei ao meu filho. Mas estou sem forças para continuar a ser um fantoche. Tenho medo da mudança, mas sei que por vezes um acontecimento mau, é o melhor que nos pode acontecer a longo prazo. Já sobrevivi a pior. E mais uma vez sinto que se tivesse o meu pai tudo seria mais fácil: esse colo incondicional faz-me tanta falta. 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Bolo de coco - versão mais saudável


Desde miúda que adoro bolo de coco e tudo o que leva coco (os Bounty eram (uma) das minhas perdições). Experimentei esta versão saudável que fez sucesso lá em casa.

Apenas precisam de:
  • 3 ovos médios
  • 200 ml de leite de coco light
  • 70 gr de coco ralado
  • 100 gr de farinha (eu usei metade de farinha de aveia intregral e metade de farinha de trigo sarraceno. A receita original fala em farinha de amêndoa)
  • 1 colher de sobremesa de mel bem cheia (a receita original fala em 100ml. Para mim, bastou 1 colher de sobremesa mas fica pouco doce. Admito que a maioria das pessoas precise de mais)
  • Fermento q.b.

Basta misturar tudo até obter uma massa homogénea, e cozer cerca de 20 minutos no forno (façam o teste do palito). No final, derretam chocolate negro e coloquem por cima: fica divinal. 

Eu aproveito muitas vezes quando faço algum assado no forno para jantar. O bolo bate-se muito rapidamente e como o forno já está quente, coze num instante e não se gasta tanta energia. 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Grávidas, prioridades e educação...


A lei das prioridades mudou e ainda bem. Concordo plenamente e quem me diz que gravidez não é doença atreve-se a levar um tabefe de uma mulher que não conseguia estar de pé na mesma posição mais do que alguns segundos sem sentir dores enormes. Concordo que as grávidas devem passar à frente nas filas e que tenham lugares prioritários sentados nos transportes. 

Mas haver uma lei que dá direitos não retira o "dever" da boa educação. Um "bom dia", "se faz favor" ficam sempre bem. Tenho assistido a cada vez mais casos de grávidas que se chegam às pessoas apenas com um "tenho prioridade"ou "quero sentar-me". As boas regras ditam que devemos ajudar quem precisa, independentemente de haver uma lei ou não (sempre fui educada e sempre cedi o meu lugar a mais velhos, grávidas, pessoas deficientes, a pessoas com poucas compras quando tenho um carrinho cheio,...) , mas as boas regras também ditam que devemos ser simpáticas e educadas.

É por isso que a maioria das pessoas reclamam: não é por cederem o lugar mas pela falta de tacto e educação. O "bom dia", o "faz favor" e um sorriso na cara fazem milagres!! Em todas as situações na vida!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Bifes intercalados: uma receita SOS para dias atarefados


A semana passada experimentei uma receita simples, rápida e muito saborosa. Ideal para aqueles dias em que chegamos a casa tarde, sem paciência para estar a cozinhar, mas sem querer abdicar de uma refeição mais saudável.

Num pirex, coloquei alguma cebola laminada e 2 dentes de alhos picados (eu ponho cebola e alho em tudo, mas podem passar essa parte). Por cima, vão intercalando bifes, com aquilo que mais gostarem. No meu caso, coloquei um bife de frango, uma fatia de fiambre de frango, uma fatia de queijo magro sem lactose, sempre até encher o pirex. Mas podem usar bifes de peru, bifana de porco, chourição, fiambre de porco. É à vontade do freguês. A carne é preciso temperá-la antes, claro. Depois por cima é só colocar muitos orégãos e levar o pirex ao forno a 200º C e depois um pouco a gratinar. Enquanto fazem um acompanhamento, por exemplo, arroz, têm a carne pronta. Simples, rápido, não suja muita loiça e está aprovada por toda a família. 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Chegada a hora | Jeffrey Archer


Este é o sexto de sete livros das "Crónicas dos Clifton", que acompanha a história europeia através da vida dos membros de duas famílias, os Clifton os Barrington. Se a série começa nos anos 20, este livro decorre na época da Alemanha de Leste. 

Este pode não ser o melhor livro da série, mas para quem já se apaixonou e criou uma forte ligação com as personagens, sente-se cativado até ao fim: que permanece completamente em aberto, o que nos deixa cheios de expectativa para o próximo (as despedidas vão custar tanto). 

Jeffrey Archer é um grande contador de histórias, e recomendo mesmo esta série, que junta tramas familiares aos grandes acontecimentos históricos mundiais, de uma forma cativante.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Brownies de banana e manteiga de amendoim



A mistura banana, cacau e manteiga de amendoim é um dos sabores mais pecaminosos que existem. Fica sempre delicioso. Quando vi esta receita  pensei em adaptar e saíram uns Brownies de banana, cacau e manteiga de amendoim.

Para este lanche ou sobremesa precisam de:
  • 1 banana triturada
  • 80 gr de manteiga de amendoim (ou de amêndoa, como na receita original)
  • 25 gr de cacau magro
  • 125 ml de leite à escolha
  • 1 colher de chá de fermento
  • Como a receita falava em 1/3 chávena de proteína, só adicionei a olho um pouco de farinha de aveia integral, mas mesmo pouquíssimo
É só misturar tudo (usei a Bimby) e colocar numa forma pequena forrada com papel vegetal. Não rende muito mas são bastante saciantes. Deixem cozer cerca de 12 minutos no forno, ou até conseguirem a textura que gostam nos Brownies. 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

O Assassino do Crucifixo | Chris Carter


Imaginem um serial killer que marca as suas vítimas com um crucifixo, a quem chamam o Assassino do Crucifixo. O seu modus operandi: provocar um sofrimento atroz às suas vítimas quando ainda estão vivas. Rober Hunter está encarregado da investigação que se prolonga há imensos anos, porque o assassino nunca deixa nenhuma pista para trás. O autor é psicólogo criminal, o que dá grande credibilidade à construção do perfil do homicida e das personagens. 

A história é cheia de acção e de suspense. Está muito bem construída, as descrições bastante visuais e acreditem, não o vão conseguir largar. Não desconfiei do desfecho: para mim foi surpreendente. Este é o primeiro volume de uma série (já tinha lido o 2º, tão bom quanto este), e quero muito ler os próximos... Para quem gosta de thrillers/ policiais negros e envolventes, não podem deixar de conhecer Chris Carter. 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

A melhor invenção depois do fogo e da roda: Primário para Lábios da Kiko



Há coisas que não mudam: as meninas da Kiko conseguem sempre vender-me mais algum produto que não tinha previsto. E ainda bem: normalmente nunca fico desiludida. 

Desta vez, a vendedora apresentou-me um primário para lábios que promete aumentar a durabilidade de qualquer batom. E não é que resulta mesmo? Tenho um batom que adoro que colocava no carro de manhã e que aguentava até ao trabalho (cerca de 1h30). Com este primer coloquei em casa e ao almoço, depois de beber imensas vezes, e comer, ainda tinha batom. Gostei imenso do resultado. E custou-me 5,90€ por isso acho que foi uma grande compra.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Celebrar a vida


Há sempre duas maneiras de encarar o mesmo acontecimento. Nenhuma delas está errada. Mas ou nos deixamos subjugar pelos acontecimentos ou aprendemos com eles e seguirmos em frente, sempre mais fortes.

Até à morte do meu pai, nunca festejei o meu aniversário. Nunca foi uma data que me dissesse ou entusiasmasse muito. Nunca organizei festas de anos.

Mas chegou o ano em que o meu pai partiu. E recordo-me de um dos últimos aniversários dele. Magro, debilitado, depois de 3 meses internados no Hospital Universitário de Coimbra. A alegria infantil a festejar o aniversário num quarto hospitalar, com toda a equipa de enfermagem reunida no quarto, ele a bater palmas, partilhando bolo e champanhe. Vejo-o ainda hoje a percorrer o Serviço com balões coloridos agarrados ao suporte do soro. Aquela felicidade pura e brilhante de quem está vivo e está feliz por isso. Simplesmente por isso: estar vivo. 

As circunstâncias podem não ser as perfeitas, mas há sempre maneira de ser feliz. E isso foi o grande ensinamento que o meu pai me deixou. Aprender a dar valor a qualquer instante, por mais fugaz que seja, não me queixar por não estar exactamente onde quero ou ter tudo o que quero, mas alegrar-me porque estou aqui e isso é o melhor que posso ter naquele momento. 

Hoje o meu Grande Homem faria anos. E mais logo vou fazer um brinde ao pai que ele foi para mim. Porque tive tanta sorte por ele fazer parte da minha vida. Foi demasiado pouco tempo mas cada instante ficou gravado em mim para sempre. 

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

No Canto mais Escuro | Elizabeth Haynes


Este livro é brutal! Deixa-nos os nervos em franja, sempre em suspense, a sentir um nervosismo latente, e é daqueles que nos fazem olhar por cima do ombro nas noites solidárias em casa. Gostei muito!

No canto mais escuro fala-nos de relacionamentos abusivos, de maus tratos e violência doméstica. A autora conta-nos a histórica de Catherine Bailey em dois períodos, alternando entre o passado (2003) e o presente (2007). Quase conseguimos sentir o medo dela e ficamos a conhecer as consequências que a violência física e psicológica pode ter numa pessoa. Mesmo as mulheres independentes e com uma grande auto-estima podem envolver-se em relações abusivas e doentias.

O livro começa com uma cena de um crime que nos deixa o estômago retorcido para prosseguir com relatos do dia-a-dia de uma mulher jovial. Admito que me senti um pouco enganada nas primeiras páginas, mas tudo faz sentido. É um trillher psicológico soberbo e arrepiante, com níveis de tensão dramática e de suspense muito elevados. Não o conseguimos largar. É um livro perturbador a não perder. 

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Baked Oats deliciosas



Nunca experimentei papas de aveia. Podem ser a 5ª Maravilha do Mundo, mas aquela textura não me captiva. Nunca fui fã de papas, nem sequer de Cerelac. Tinha curiosidade nas papas de aveia no forno, porque têm uma consistência mais parecida com bolo. Tenho inúmeras receitas guardadas mas a minha escolha recaiu numa receita partilha no instagram pela Ana Rita Rato. Fiz umas pequenas adaptações e digo-vos: são deliciosas! Ideal para o pequeno-almoço (fazendo de véspera) e para o lanche. Adorei!

Para fazerem esta delícia precisam de:

  • 2 chávenas de chá de flocos de aveia
  • 1 colher de sopa de canela
  • 2 chávenas de chá de leite magro ou de bebida vegetal à escolha
  • 2 ovos
  • 1 colher de sobremesa pequena de mel (a receita original fala em 2 colheres de  sopaa de Agave)
  • 1 banana grande madura às rodelas
  • Framboesas ou mirtilos a gosto. 
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Misture a aveia com o fermento e a canela. Num outro recipiente, misture o leite, os ovos e o mel. Junte tudo e misture bem. Coloque papel vegetal numa forma ou use uma forma de silicone. No fundo da forma, coloque meia banana cortada às rodelas e verta o preparado por cima. Por fim, coloque as framboesas e a restante banana às rodelas. A massa parece bastante líquida mas não se preocupam. Vai ao forno cerca de 30 a 35 minutos. Depois é só resistir à tentação enquanto arrefece. 


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Doença de Köhler


Na quinta-feira passada, o mais pequeno chegou a casa a dizer que lhe doía o pé esquerdo. Mas estava animado, não parou quieto, e o pé nem sequer estava inchado, por isso não me preocupei. Na sexta-feira de manhã, quando acordou, já não conseguiu pôr o pé no chão e andar.

Fomos às urgências onde lhe fizeram um RX e que revelou ser a Doença de Köhler... Só ouvimos o ortopedista dizer "o osso está a morrer" e caiu-nos tudo. Mas depois das explicações, ficamos um pouco mais tranquilos. A doença afecta crianças até aos 5 anos, principalmente rapazes. Um dos ossos do pé parte-se em fragmentos (sozinho) para poder cicatrizar e endurecer de novo para formar novamente um só osso. Lá em casa só atraímos coisas estranhas! Nunca tinha ouvido falar de tal doença.

Tem estado em descanso absoluto, o que se tem revelado uma epopeia para uma criança que não costuma ficar quieta. Vamos hoje fazer nova reavaliação e ver o que nos espera nos próximos dias. Estamos a cruzar os dedos. 



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Sushima - Uma boa sugestão de restaurante de Sushi em Lisboa






Agora que as Festas já passaram, já podemos pensar em sushi novamente? Fui conhecer o Sushima, um restaurante de sushi no Chiado. Fui lá almoçar com uma amiga, um pouco sem saber o que esperar. 

Quando entrei no restaurante, fui invadida pelo cheiro a peixe fresco: como se tivesse entrado num Mercado de peixe. Gostei muito da sensação de frescura que me transmitiu. Mal se entra, deparámo-nos com um espaço muito agradável e confortável. A decoração é minimalista mas os arcos e paredes de pedra à mostra de um lado e o papel de parede do outro tornam o restaurante bastante acolhedor. 

O Sushima tem um menu executivo por 9.90€ (que serviram na mesa ao lado e pareceu-me muito composto e agradável), mas optámos pelo menu completo de 15€ que inclui Kimuchi de Salmão (salmão aos cubos temperados), 2 variedades de Gunkans (ambos muito bons) e Hot rolls (não sou apreciadora), e uma variedade de sashimi e sushi à vontade do sushiman, com repetições incluídas. 

Sou sincera: visualmente o prato de sushi não nos deixa de pouca aberta: as peças parecem simples. Mas foi mesmo uma agradável surpresa. Peças muito bem confeccionadas, com pouco arroz, com combinações bem equilibradas, com peças originais, sem artefactos, nem molhos/queijo em excesso. Tudo deixa brilhar a frescura do peixe. Gostei muito! Claro que o salmão está presente na grande maioria das peças, mas para mim não é problema porque é o que mais aprecio.

Francamente acho uma muito boa opção. O menu que experimentei também está disponível ao fim-de-semana. Pelo menos durante a semana, o restaurante encheu, por isso deve ser preferível fazer reserva.

Não sei como foi possível mas não tirei fotos, por isso fui buscar algumas à Zomato.

Sushima
Rua da Horta Seca, 42, Chiado, Lisboa

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Uma coluna de Fogo | Ken Follett


Ken Follett não precisa de apresentações. Li os livros todos dele publicados em Portugal. E tanto nos thrillers/ policiais como nos romances históricos, ele é um mestre (ok, há ali uns dois ou três livros que não são tão bons). Há alguns anos fiquei encantada com os Pilares da Terra e o Mundo sem Fim, pelo que não poderia perder o regresso aos palcos de Kingsbridge. E não poderia ter começado melhor o ano!

Em 1558, Ned Willard regressa a Kingsbridge e depara-se com o cenário de ódio entre religiões, que divide os católicos e os protestantes. O livro retrata de forma magistral questões históricas, como a subida ao trono de Isabel Tudor e os planos de conspiração contra ela, as perseguições religiosas, e o amor entre o protestante Ned e Margery Fitzgerald, católica fervorosa. Uma Coluna de Fogo mostra-nos a dedicação de homens e mulheres à luta pela liberdade de cada um poder rezar a Deus como bem quiser. 

O livro fala-nos de tolerância, de extremismo, traição, de serviços secretos, de amor,... Faz-nos pensar muito sobre a religião cristã, e lembra-nos que não é nenhum exemplo de paz e tolerância (e muitas vezes, muita gente se esquece do nosso passado quando aponta o dedo a outras religiões). 

Este é um romance histórico excepcional, que retrata a sua época com crueza e brilhantismo. São quase 800 páginas, mas ficamos presos até ao fim. É uma grande obra a não perder!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Panquecas de trigo sarraceno


Já há muito que ouvia falar dos benefícios do trigo sarraceno. Isento de gluten, é rico em aminoácidos, ferro e magnésio. Trata-se de uma variedade de trigo ancestral, que não sofreu tantas alterações como o trio "normal". Sentia muito curiosidade, mas o preço é bastante elevado. Mas esteve recentemente em promoção no Jumbo e comprei farinha para experimentar. Testei em panquecas e gostei muito do resultado. Ficam um pouco mais altas e fofas que as de aveia e são muito saborosas.

1 clara de ovo
100 ml de leite
70 gr de farinha de trigo sarraceno
Fermento q.b
Umas gotas de essência de baunilha

É só misturar a clara com o leite, adicionar algumas gotas de essência de baunilha a gosto, juntar a farinha com o fermento até obter uma massa homogénea. Fazer panquecas numa frigideira anti-aderente. Juntar os toppings que mais gostarem e deliciarem-se.

Boa semana!