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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ser migrante...


Ontem foi dia de ver Para lá da Fronteira. E fez-me lembrar que sou uma alma sem terra, sem destino. Nasci e fui criada em França até aos meus 16 anos. Vim para Portugal e vivi dois anos em Vila Flor. Depois mudei-me para a Guarda onde estive 5 anos. E finalmente estou aqui na Região de Lisboa.

Eu senti o que é ser emigrante, porque sofri na pele a humiliação de ser estrangeira. O meu próprio pai o diz: «nunca senti o que é ser estrangeiro na pátria dos outros. Mas no meu país é algo constante». Foi uma realidade para mim não comer porque não sabia pedir, ser gozada pelo meu sotaque, enfim ser gozada e humiliada por ser francesinha. Fui humiliada da pior forma na minha primeira aula de português, pelo meu professor. Mas eu era forte, chorei de raiva e vinguei-me. A partir do momento em que a francesinha passou a ser melhor nas aulas do que todos os portugueses, aí começaram a respeitar-me.

Hoje respeito muito os estrangeiros neste país e odeio recriminações e discriminações. E é por isso que sou totalmente contra a nossa política de imigração. Eu sei que há muitos deliquentes estrangeiros mas também há muita gente que só quer vingar na vida e ter um futuro com melhores e mais oportunidades. Afinal, somos um povo com tantos emigrantes que deveríamos respeitar melhor do que ninguém os outros.

O meu sonho? Um dia escrever a história dos meus pais. Por eles. Por nós, os seus descendentes que tiveram outra vida graças aos seus sacrifícios. Por todos os que sofreram em nome da sua felicidade.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A minha luta


Uma parte de mim está muito ligada à história da minha pátria, e quando falo em pátria, falo na França. Porque foi aí que fui criada, que aprendi os valores que iriam reger a minha personalidade e a minha vida. E sou muito patriótica. Sem me alongar nos porquês, tenho uma paixão infinita pelo período da I e II Guerra Mundial. E desde pequena, sempre tive um sonho: ler o livro do Hitler. Sou a primeira a condenar veementemente o Holocausto e todos os actos do Hitler. Considero-me uma defensora da liberdade. Mas sempre tive a necessidade de perceber o que poderia levar a mente humana a tais atrocidades. Sempre cultivei um espírito crítico e preciso de ser eu a fazer as minhas próprias hilações. Tenho vindo a tentar compreender melhor este período negro da humanidade, baseando-me em diversas fontes. Agora que alcançei a devida maturidade, sinto-me pronta para a leitura da Minha Luta.

Só sinto o olhar discriminatório das pessoas, a reprovação moral quando olham para a capa do livro que estou a ler. Que falta de abertura de espírito! Não em jeito de justificação, porque defendo a liberdade de escolha, quis explicar a minha leitura, antes que me venham com comentários a chamar-me nazi. Porque nunca poderei perceber nem justificar o que aconteceu na História mas porque acho primordial conhecer as ideias dos Estadistas que mudaram o rumo da história.

Este livro continua a ser tabu, e isso é inadmissível porque só com uma humanidade devidamente consciente é que será possível evitar que tais erros voltem a acontecer. Com imparcialidade vos digo, o homem tem uma escrita poderosa, cheia de metáforas e apresenta ideias sobre política e economia muito certas e os cenários por ele apresentado da Alemanha de 1900 fazem-me lembrar muito o estado actual de Portugal...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O sangue dos inocentes

«Fomos capazes de voar como os pássaros, de nadar como os peixes, mas não somos capazes de viver simplesmente como irmãos.» Martin Luther King

Este é um livro sobre tolerância entre religiões, ou melhor, sobre a falta dela. Retrata três épocas diferentes: a Inquisição, a extermínio dos judeus e o terrorismo islâmico. Fala do sangue inocente derramado em nome de Deus. Não consigo perceber como alguém pode matar em nome Dele. Porque afinal Ele é amor e paz.

Mais do que os terroristas, preocupa-me o cidadão comum. Porque somos nós os primeiros intolerantes, que olham de esguelha para o que é diferente. Somos nós que diariamente construímos e alimentamos esteorotipos sociais que levam à exclusão e à violência.

Fui criada numa sociedade mais islâmica do que católica. Na escola éramos 3/4 cristãos por 2o e tal muçulmanos. Vivi muito da cultura deles. Na própria escola, estudámos as 3 grandes religiões do mundo, para nos compreender, para poder julgarmos de forma consciente. Cresci com eles, e era condicionada pela cultura deles. Se todos faziam ramadão, não ia ser eu que ia comer à frente deles o lanche. Acredito que os fanáticos islâmicos desvirtuaram o AlCorão, tal como os nossos antepassados católicos desvirtuaram o nome de Deus ao perseguir «os inféis». Não podemos julgar o todo por casos isolados de fanáticos. Uma personagem do livro diz a dada altura algo como «quando um assassínio é árabe, os media referem logo que é muçulmano, mas se for ocidental nunca se faz referência à sua religião

A indiferença e discriminação vê-se em pequenos gestos (muitas vezes inconscientes de tão enraizados que são), todos os dias. Temos que conseguir conviver todosjuntos. Mas sinceramente acho que nunca vai ser possível...

terça-feira, 2 de junho de 2009

E o Burro sou eu?

É de mim ou o RVCC para completar o 12º ano é uma palhaçada autêntica? Gostava de saber qual foi o génio que teve a maravilhosa ideia de fazer um programa daqueles. Ou então que me diga que droga é que consumiu antes, porque há dias em que precisava de algo parecido para fazer funcionar os meus neurónios!!

Apesar de já ter sido a alguns anos, 12º ano faz-me lembrar temas como Revolução Industrial, IDES, Sociologia, Fernando Pessoa e tal. Agora no RVCC têm que fazer trabalhos sobre: «explique um electrodoméstico que usa em casa», «explicar como a divisão de tarfeas é feita em casa», «identificar receitas familiares», «identificar funcionalismos do telemóvel», «razões que levaram a compra de casa», ... Acham normal?

Pior ainda é a minha sogra com 50 e poucos anos que já anda há anos na escola a receber 600€ por mês, para completar 6º, 9º e 12º ano. Passa os dias a fazer tricô, tapetes, decoupage e companhia. E ainda tem direito a um portátil de 600€. Fico feliz por saber que os meus impostos são tão bem empregues, a sério (ironia e sarcasmo).

Se fosse jovem (ainda mais), curtia a juventude, trabalhava para ganhar uns trocos e depois fazia o 12º ano assim. Para quê complicações? Simplex na educação = fantochada para Portugal atingir médias europeias. Que palhaçada!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Uma doença que não é doença...


Respondi ao apelo da Sofia . E decidi divulgar esta causa.

Só quem lida com doentes com Psoríase, é que sabe qual é o drama desta doença. Não mata, não contagia, não tem cura. Para além dos problemas óbvios que a doença acarreta, a fraca qualidade de vida dos doentes e o mal-estar psicológico é uma constante. A Psoríase tem tratamento. Caro. Muito caro. Por isso, para que a psoríase seja considerada uma doença crónica, e os medicamentos sejam comparticipados, por favor assinem esta petição.

Acho isto uma vergonha, o tratamento da Psoríase (cremes, loções, shampoos) ser considerado «uma questão estética» como quem vai comprar um protector solar ou um shampoo para a queda de cabelo. Para verem a discriminação que estes doentes sofrem diariamente, gostava de partilhar isto com vocês:

O meu marido concorreu para entrar na tão digna instituição que é a GNR. Passou com aproveitamoento a todos os testes: de cultura geral (português, matemática, história/ geografia, se não estou em erro), físicos, psicotécnicos. Até que chegou aos médicos. Estava tudo bem com ele, não tinha problema nenhum, comprovado pelos exames que fez. Afinal, tinha um problema: tem psoríase. Mas atenção só tem nos cotovelos e joelhos. Nada muito visível de farda. Mas não passou por isso. Foi considerado deficiente. Agora digam-me se ele seria um pior GNR por causa da Psoríase?? E não é o Estado que clama que devemos inserir «pessoas diferentes». Ele foi muito abaixo com isso. Na altura quis avançar com uma queixa mas não deixou.

Vamos lutar contra a discriminação e ajudar os doentes que gastam fortunas nas farmácias. Que são doentes/ deficientes para cargos públicos mas depois não sofrem de nenhuma doença crónica na hora de pagar a factura.

* Imagem roubada à Sofia

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Hipocrisia


«Quando projectamos uma barragem, projectamos um futuro melhor»

Eu só tenho uma coisinha a dizer a estes senhores da EDP: hipocritas, mentirosos, ladrões, saqueadores, devastadores, enganadores, usurpadores, manipuladores,...

Acho que não vale a pena continuar com a lista, a ideia está lá. Dar de caras todos os dias, em todo o lado, com os vossos cartazes e os vossos anúncios, dá-me volta ao estômago. Mas que culpa têm vocês. Afinal os vossos projectos só são possíveis porque o nosso Governo tem o mesmo perfil de personalidade. Tiro o chapéu aos técnicos de comunicação que planearam a campanha, muito bem pensada, sim senhor. Criar empatia e proximidade para com as populações.
Mas ninguém percebe que as lindas paisagens como as que se vêem no anúncio vão desaparecer graças às barragens da própria EDP?? O futuro melhor é para quem? Para as contas bancárias dos gestores da EDP? Não é com certeza para as populações que vão ver destruídas o pouco que elas ainda têm.
Desculpem o desabafo mas há coisas que me tiram do sério, e a Barragem do Tua é uma delas!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Rêve+évolution


Dia do Trabalhador. Comemoram-se vitórias passadas mas a luta ainda é presente. Parece que perdemos cada vez mais direitos. Predomina o trabalho precário e a falta de condições. Em nome da crise, muitas entidades patronais aproveitam-se para sugar ainda mais as forças e fragilizar os seus trabalhadores. Parece que faz cada vez mais sentido celebrarmos o Dia do Trabalhador. Que é cada vez menos um trabalhador para se tornar escravo do poder económico/ empresa: porque se assujeita à diminuição de salários, à falta de regalias obrigatórias porque é preciso pagar a prestação, pagar os estudos do filho, pagar consultas médicas. Jovens e velhos sofrem do mesmo mal: uns porque têm experiência a menos e habilitações a mais, tornam-se a geração recibos verdes de 500 euros mensais. Os mais velhos são demasiados velhos que adquiriram demasiados direitos e que mais vale despedir para contratar mão-de-obra mais barata, os jovens.

Estratos sociais diferentes, gerações diferentes, precariade idêntica. Para quando uma luta igual entre todos contra o mesmo problema? Enfermeiros, jovens licenciados, PSP, jornalistas, professores, há-de deixar de virar as costas entre classes profissionais porque «estes são problemas dos outros». Não será que sofremos todos do mesmo?

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Este país não é para mansos

Desiludida e injustiçada, é assim que me sinto. O mundo não é para pessoas de princípios e valores. Honestidade, franqueza, ética e sinceridade são muito bonitos sim senhor, mas não para quem quer progredir na vida. Já o suspeitava mas tentava iludir-me e mantive-me fiel a mim mesma. E claro a dura realidade foi mais forte. Nunca tinha sentido na pele uma injustiça tão grande. Mas serve para crescer e tornar-me cada vez mais madura. Não, vou continuar a ser quem sou: directa, sincera e ética. Não quero subir na vida à custa dos meus colegas. Posso demorar mais a chegar ao topo mas sou consegui-lo de uma forma honesta, sem graxa e sem sorrisos falsos.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Medooo



Avizinham-se quinze dias de férias. Prezo e tenho imensas saudades dos almoços e jantares em família. Momentos de partilha, de satisfazer a gula, e de conversas animadas. Mas nos últimos meses, esses momentos de paz e felicidade familiar foram marcados a ferro vermelho. Perguntas como «só comes isso?» (quando ainda só estou a levantar a colher para me ir servir), «tás tão magra, assim não te aguentas...», «não comes para sobreviver», «O gato come mais do que tu», «Vi a semana passada uma reportagem sobre anorécticas...», e outras muito similares. E se não sou pessoa de muito apetite, depois de ouvir uma frasinha destas apenas, a pouca fome que eu tinha desaparece logo a seguir...

É infernal fazer compreender às pessoas que vivo bem com o que como, e que não estou de dieta, que simplesmente não tenho mais fome. E não como assim tão pouco (lá está, as anorécticas da reportagem também não se dão conta que têm um problema arght). Só ficavam contentes se eu comesse por trinta. E para os pais estamos sempre magros demais, mesmo quando a balança se queixa de quilos a mais! Não conseguem perceber que devido a um problema do foro intestinal que tive há uns dois anos, tive que alterar a minha alimentação: beber muita água, comer alimentos com muita fibra, comer mais vegetais e menos hidratos de carbono brancos, etc. Substitui bolachas e bolos por fruta e iogurtes magros. Enfim, uma opção saudável que me faz sentir bem melhor e me fez perder uns quilos.

Estou há uma semana a mentalizar-me que vou ter que aturar os meus pais e os meus sogros e mais o Luís que, como tem as costas quentes, aproveita para me chateiar também. Não posso esquecer de colocar quilos de paciência na mala de viagem...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Aqui e Agora

Ontem a noite enquanto passava uma roupinha, assisti ao Aqui e Agora na SIC. O tema desta semana era «os Novos Pobres». Gosto bastante do formato do programa. Mas há uma coisa que me tem irritado e é uma mensagem muito veiculada pelos órgãos de comunicação social. Onde não foi excepção.

Estava presente o Director do BPI, e foi confrontado com a questão do facilitismo com que os bancos endividaram as pessoas. Temos que parar de culpar os Bancos de serem os responsáveis pelo sobre-envividamento das famílias portuguesas!

Não são santinhos nenhuns: correcto. Mas ninguém põe uma faca ao pescoso a ninguém para assinar um contrato de crédito para um plasma, carro, férias do outro lado do Atântico, etc. Sejamos todos realistas. Não há boa gente que conseguisse, hoje em dia, se não fossem os bancos ter uma casa ou um carro. E foi graças aos créditos que as economias cresceram. Agora ninguém disse para abusar e usar o crédito para Playstations, fins-de-semana, roupa, carros demasiados caros, etc. Os bancos não têm culpa porra! Quem requer os seus serviços é que tem que ter noção do que é capaz de pagar ao fim-do-mês.

Desculpem o desabafo mas chateia-me o modo como esta questão tem vindo a ser exposta. E não, não trabalho em nenhum banco. Acho que se devia era educar as pessoas para não gastarem mais do que devem e deixar de se endividarem para manter um nível socio-económico que não é o delas mas sim os dos vizinhos e amigos! E sim, faço parte dos endividados do país e pertenço à classe média!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Aleluia!

Afinal existem homens de Igreja com cabimento. O Bispo de Viseu D. Ilídio Leandro afirmou que quem tem uma vida sexual activa tem “obrigação moral de se prevenir e não provocar a doença na outra pessoa. O bispo disse ainda que “aqui, o preservativo não somente é aconselhável como poderá ser eticamente obrigatório”! E pelos vistos há mais Bispos em Portugal com esta posição.

Aleluia sairam das catacumbas e vêem finalmente a realidade do século XXI!

Retirado de aqui

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Dar sangue é Dar vida


Ando a preparar uma reportagem para o Dia Nacional do Dador de Sangue e deparei-me com esta história verídica no site do Instituto Português do Sangue. Tem uma mensagem muito bonita e queria partilhá-la como vocês, porque realmente é fundamnetal Dar Sangue. É um dos maiores gestos solidários que se pode ter para com desconhecidos.

No site, têm lá no canto superior esquerdo uma ferramenta sobre as Reservas de Sangue, que apresenta dados preocupantes. Afinal não há tanto sangue como se pensa...

«Durante a manhã de um dia de meados da década de oitenta, recebo um telefonema de uma pessoa amiga, que me diz:- A minha mãe necessita de receber transfusões de sangue. Como sabes, ela pertence a um grupo de sangue muito raro. Peço-te que me ajudes.
De imediato, contactei pessoas responsáveis pelo serviço de Sangue de um Hospital, colocando-lhes o problema. Responderam-me que dispunham de algumas unidades de sangue do referido grupo sanguíneo.De seguida, trataram-se dos trâmites legais para a transferência do sangue para o local onde se encontrava a doente.
Já noite, o filho que havia feito o pedido, vai visitar a mãe doente que, naquele preciso momento, estava a receber o sangue que corria de uma bolsa para as suas veias, através de um tubo e qual não é o seu espanto e emoção ao ler na referida bolsa o seu nome.Afinal, a sua mãe recebeu o sangue que ele próprio havia generosa e anonimamente doado uns dias antes.»

Nota do editor:
Relato de caso verídico por promotor de dádiva perfeitamente identificado.No início da década oitenta, era prática habitual a inscrição do nome ou iniciais do dador na bolsa de sangue.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

No Carnaval há quem leva a mal...


E eu que, na minha pura inocência, até pensava que vivia numa Democracia. Eis que me deparo com isto, no Público:


«O Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, foi surpreendido ao início da tarde com um fax do Ministério Público no qual era dado um prazo à autarquia para retirar o conteúdo sobre o computador Magalhães, que fazia parte do "Monumento", e onde apareciam mulheres nuas no ecrã do portátil.»


Mais um acto de censura evidente do Governo Português: já tivemos pressão aos meios de comunicação social, rusgas antes de manisfestações, agora chegou a era do boicote ao Carnaval.


Oh querido Governo: «No Carnaval ninguém leva a mal». Brincadeiras, sátiras, diga-se. Actos destes nunca deveriam ser permitidos.


Ver mais aqui



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Mais do que revolta, raiva pura



Acabei de ler o resumo não técnico da Avaliação de Impacte Ambiental da Barragem do Tua. Sinto nojo e revolta por estes senhores do Governo, da capital com certeza, que escreverem ironica e maliciosamente este documento. Mais uma vez querem fazer de Trás-os-montes a lixeira de Portugal. Vamos fazer uma barragem, vai ter impactos francamente negativos loco regional mas estes vão ser superados pelas vantagem francamente positivas que vai ter para o país!! Pois é bom para Lisboa e nós é que temos que levar com isso? Não importa a nossa qualidade de vida?! Claro que não, a gentinha trasmontana nunca importou para nada. Ah mas, vai melhor a qualidade do ar. De quem? Onde é que está a poluição naquele fim do mundo??

É um texto tão tendencioso e tão desligado da realidade que por lá se vive. Francamente revoltante. Vão potenciar o turismo? E quem o vai desenvolver este turismo? Os agricultores que vão ficar sem a terra (que nem tem valor orgânico segundo eles)? Os velhos de 70 anos que ficam por lá? Tretas. Tudo o que consta no documento são tretas.

Se Portugal fosse um país a sério, estes projectos nunca passariam da fase de devaneios políticos. Quem fala da barragem, fala por exemplo do acordo ortográfico. Parece que somos todos uns panhonhas! Fod* a nossa identidade cultural, a nossa história, o nosso património e nós deixamos. E os políticos dos concelhos afectados, o que estão a espera para se fazerem ouvir?!

Desculpem este desabafo cru mas estas coisas revoltem-me a sério. Cada vez mais tenho vergonha deste país.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A Linha é Tua!


Porque a Linha do Tua faz este ano 121 anos. Porque dos comboios se avistam paisagens deslumbrantes e únicas em Portugal. Porque é do nosso dever lutar pelo nosso património. Porque temos que preservar uma das mas antigas linhas do país (ou se calhar até a mais velha, sinceramente estou na dúvida) e o Rio Tua. Sim, sou totalmente CONTRA a barragem que irá destruir o ecossistema único deste rio. Um dos últimos rios em estado selvagem.


Para quem não conhece e para quem sente saudades, encontrei este blog com fotografias fantásticas. Deliciem-se:


http://alinhaetua.blogspot.com/

Santo eu?


Nascida e criada numa família fortemente cristã, também fui educada com princípios como a justiça, a igualdade, o respeito, a amor pelos outros, entre outros valores que são, a priori, defendidos pela religião cristã. E agora questiono-me: como é possível o chefe da Igreja vir a defender publicamente a «beatificação do Papa Pio XII»! Este Papa que manteve o silêncio e não se opos à morte de milhões de judeus? Este deve ser o novo conceito de santidade. Colaborar com a extinção de milhões de vidas, por questões meramente raciais!

Como é que alguém no seu juízo perfeito poderá falar em «virtudes heroícas de Pio XII»? Enfim, o nosso querido Papa Bento XVI não é mais do que um alemão que incorporou o Exército Nazista Alemão durante a guerra.

É por este tipo de hipocrisia que acredito que os ideais crsitãos deixaram de ser uma referência na educação das crianças.

Um conselho: abram os arquivos papais e deixem que o mundo julgue a santidade e as acções de Pio XII. Mas ainda é cedo, não é... O Vaticano deve querer deixar passar mais anos, para que mais testemunhas vivas morram, para que mais gente esqueça...