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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

No Canto mais Escuro | Elizabeth Haynes


Este livro é brutal! Deixa-nos os nervos em franja, sempre em suspense, a sentir um nervosismo latente, e é daqueles que nos fazem olhar por cima do ombro nas noites solidárias em casa. Gostei muito!

No canto mais escuro fala-nos de relacionamentos abusivos, de maus tratos e violência doméstica. A autora conta-nos a histórica de Catherine Bailey em dois períodos, alternando entre o passado (2003) e o presente (2007). Quase conseguimos sentir o medo dela e ficamos a conhecer as consequências que a violência física e psicológica pode ter numa pessoa. Mesmo as mulheres independentes e com uma grande auto-estima podem envolver-se em relações abusivas e doentias.

O livro começa com uma cena de um crime que nos deixa o estômago retorcido para prosseguir com relatos do dia-a-dia de uma mulher jovial. Admito que me senti um pouco enganada nas primeiras páginas, mas tudo faz sentido. É um trillher psicológico soberbo e arrepiante, com níveis de tensão dramática e de suspense muito elevados. Não o conseguimos largar. É um livro perturbador a não perder. 

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Uma coluna de Fogo | Ken Follett


Ken Follett não precisa de apresentações. Li os livros todos dele publicados em Portugal. E tanto nos thrillers/ policiais como nos romances históricos, ele é um mestre (ok, há ali uns dois ou três livros que não são tão bons). Há alguns anos fiquei encantada com os Pilares da Terra e o Mundo sem Fim, pelo que não poderia perder o regresso aos palcos de Kingsbridge. E não poderia ter começado melhor o ano!

Em 1558, Ned Willard regressa a Kingsbridge e depara-se com o cenário de ódio entre religiões, que divide os católicos e os protestantes. O livro retrata de forma magistral questões históricas, como a subida ao trono de Isabel Tudor e os planos de conspiração contra ela, as perseguições religiosas, e o amor entre o protestante Ned e Margery Fitzgerald, católica fervorosa. Uma Coluna de Fogo mostra-nos a dedicação de homens e mulheres à luta pela liberdade de cada um poder rezar a Deus como bem quiser. 

O livro fala-nos de tolerância, de extremismo, traição, de serviços secretos, de amor,... Faz-nos pensar muito sobre a religião cristã, e lembra-nos que não é nenhum exemplo de paz e tolerância (e muitas vezes, muita gente se esquece do nosso passado quando aponta o dedo a outras religiões). 

Este é um romance histórico excepcional, que retrata a sua época com crueza e brilhantismo. São quase 800 páginas, mas ficamos presos até ao fim. É uma grande obra a não perder!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Lobo Solitário | Jodi Picoult


Este foi o último livro do ano. Admito que li poucos livros da autora, mas gosto do estilo, pois consegue fazer-nos pensar sobre temas sensíveis. Neste caso a questão de desligar o suporte básico de vida em casos de diagnóstico de perda de consciência irreversível. 

Em Lobo Solitário, Luke Warren passou a vida a estudar os lobos, passando grande parte do tempo a viver com alcateias. A mulher Georgie deixou-o e o filho Edward fugiu deixando para trás uma relação destrutiva com o pai. Até que este recebe um telefonema: Luke ficou gravemente ferido num acidente de viação com a sua irmã Cara... Quem deve decidir o destino de uma pessoa que amamos? Queremos mantê-la viva ou deixá-la partir, mas qual seria a vontade dela?

São temas controversos e a autora tem o poder de nos fazer ver os dois lados da moeda, em que todos os argumentos estão certos. Esta deve ser uma das decisões mais difíceis de tomar e espero nunca ser confrontada com uma situação destas. 

Gostei muito de aprender mais sobre os lobos e a maneira como vivem em grupo, que pode até nem diferir muito do modo como as famílias se organizem. 

Gostei muito deste livro e espero ler mais alguns da autora, porque acho sinceramente que dentro deste estilo ela é uma das melhores. 

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

2017 em livros

Este ano tinha definido o desafio de ler 46 livros (+ 1 do que o ano passado), e superei-o.

No total li 49 livros, ou seja, 20.769 páginas 




Houve grandes surpresas e livros muito bons. Descobri o Chris Carter (em 2018 quero ler mais livros dele) e Paul Auster; apaixonei-me pela série da Amiga Genial; fiquei fã de Joël Dicker e descobri o livro da minha vida "o Livreiro de Paris", e despedi-me de Daniel Sempere... 

Houve algumas desilusões, nomeadamente de Julia Navarro (sempre amei os livros dela) desapontou-me tanto com o "História de um Canalha".

Sou uma amante confessa de livros. Mas há vícios piores! Que 2018 seja rico em histórias que nos façam sonhar, aprender e descobrir outros lugares. 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O Reino do Meio | José Rodrigues dos Santos


O Reino do Meio termina a Trilogia do Lótus. E o que dizer desta série? Não mantém um nível constante: o 1º volume foi dos piores livros que li até hoje, o 2º foi cativante e este 3º não foi mau mas não foi excepcional. Diria que não acrescenta muito à trama das personagens e que no final fica tudo demasiado em aberto. Ficamos com vontade de perguntar ao autor o que afinal acontece às personagens principais. Porque lemos 700 páginas para não saber o final da história... Será que a ideia é surgir uma continuação? Mais uma vez acho que para alimentar 700 páginas é preciso ritmo e muitas novidades constantes, o que falta a este livro. 

A história decorre entre a Guerra Civil de Espanha e a Segunda Guerra Mundial, entre Lisboa, o continente asiático e Berlim. Dá-nos a conhecer a vida das personagens em regimes totalitários (mas sem informação histórica de relevo). 

De uma forma geral, diria para não perderem muito tempo com esta trilogia...

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A Boa Filha | Karin Slaughter


Gosto muito dos thrillers de Karin Slaughter, principalmente dos livros da série de Will Trent. Não posso dizer que A Boa Filha seja um mau livro, mas estava à espera de mais. Não é fácil prender o leitor ao longo de mais de 700 páginas se a história não tiver muito ritmo e suspense. A história tem tudo para dar certo e se não se prolongasse demasiado se calhar o resultado seria muito mais emocionante. Até porque o desfecho não é assim tão surpreendente. Mas criamos empatia com as personagens e queremos descobrir a verdade. 

A Boa Filha, duas meninas, Charlotte e Sam, são obrigadas a entrar no bosque com dois homens armados, depois de terem assassinado a sua mãe Gamma. Uma foge e outra fica para trás. Passados 28 anos, os segredos daquela fatídica noite voltam à superfície quando a tragédia volta à pequena vila de Pikeville, quando Charlotte assiste a um tiroteio na escola. Os dois episódios estão ligados de forma sinistra... 

A descrição do assassinato de Gamma é brutal: com pormenores arrepiantes, não adequado a almas sensíveis. A autora também é muito boa a criar personagens com traumas. No entanto, de uma forma geral, acho a história muito repetitiva e a arrastar-se demasiado tempo. Conclusão: acho que a autora tem livros bem melhores, mas mesmo assim não me arrependi de ter lido A Boa Filha. 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Uma morte conveniente | Sofie Sarenbrant



Este é o primeiro livro da série que tem como protagonista a inspectora Emma Sköld, que se encontra a liderar a investigação de um homicídio ao mesmo tempo que lida com os sintomas dos primeiros de gravidez e ainda com um ex-namorado que continua a persegui-la.

Ao longo das páginas vamos ter acesso aos pensamentos do criminoso, mas sem perceber quem é realmente. No final percebemos que o mal vence, e o criminoso não é apanhado. E isso sim, faz toda a diferença. Nos policiais, o mau é quase sempre preso. Aqui fica tudo em aberto e o leitor fica com vontade de ler mais livros para perceber se ficará mesmo impune. O livro lê-se mesmo muito bem e prende-nos até ao fim. Recomendo.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Sinal de Vida | José Rodrigues dos Santos



Os primeiros livros de José Rodrigues dos Santos apaixonaram-me. O Codex 632, o Sétimo Selo, ... e depois começou a ser mais do mesmo e fiquei aborrecida e desiludida. A verdade é que ao manter o ritmo de publicação de livros deste senhor algo tinha de ficar descurado... E depois houve uma altura em que consultei o site do autor e percebi que nada estava escrito em português: e senti-me ultrajada por descurar a sua própria língua e os leitores do seu país. E decidi nunca mais comprar nenhum livro deste senhor... mas vou sempre lendo o que aparece na biblioteca.

Vaticanum, o livro anterior de Tomás de Noronha, foi péssimo e tive receio quando peguei no Sinal de Vida. Mas foi uma agradável surpresa e admito que me levou de volta ao tempo em que a leitura dos romances deste senhor me cativava como ninguém.

O tema deste livro é soberbo (tenho a dizer que também tive uma fase em que sonhava ser astronauta): a própria vida. A vida é um acaso ou tem um propósito no Universo? Existe vida para além da Terra? De onde viemos e para onde caminhamos?  

Ficamos a conhecer muitas curiosidades biológicas, químicas, físicas e matemáticas que nos fazem pensar sobre o nosso lugar no mundo. Gostei imenso. Acho que este livro vale muito a pena. É cativante: é difícil fechá-lo ao sair do comboio ou antes de ir dormir. Embora o final tenha sido um pouco previsível. 

Tudo começa quando um observatório astronómico capta um sinal de vida do espaço. Quando a NASA se apercebe que um objecto de se dirige para a Terra, esta prepara com urgência uma missão espacial para contactar com os "extraterrestres": e Tomás de Noronha é recrutado para comunicar com eles...

Aqui está um belo presente de Natal para amantes de romances que misturam suspense e ciência.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Um homem chamado OVE | Fredrick Backman



Não há como não nos apaixonarmos pela figura de OVE, um homem de idade, muito rabugento, mas tão enternecedor. Ele sempre foi assim, mas depois da morte da mulher, tudo piorou. E quando é despedido, OVE decide suicidar-se. Mas vários problemas na vizinhança adiam os seus planos...

Esta história é uma lição de moral bem humorada, alegre e triste ao mesmo tempo. É encantadora e aborda questões com sensibilidade: amizade improváveis, valores da geração mais velha, a dedicação ao trabalho, a rectidão moral, o amor, a família, a bondade, ... conta-nos como cada um de nós pode ter um impacto profundo na vida dos outros. Adorei OVE, e o gato claro (e que personagem!). Recomendo mesmo a leitura. 


terça-feira, 21 de novembro de 2017

A Sétima Praga | James Rollins



James Rollins é um daqueles autores que não me desiludem, com uns livros com temas mais ou menos cativantes, mas mantém sempre o mesmo nível. Os livros da série Força Sigma têm sempre 3 ingredientes centrais: 1 tema histórico, 1 questão científica e 1 equipa da Força especial Sigma que luta para salvar o mundo de uma qualquer catástrofe. É sempre interessante porque aprendemos sempre um pouco mais sobre um período da história e sobre ciência. O que gosto muito também é que no final de cada livro, o autor explica exactamente o que é verdade e o que é fruto da sua criatividade. E por vezes surpreende.

A Sétima Praga, um conceituado arqueólogo desaparece no deserto do Sudão e volta a aparecer a cambalear nas areias do deserto, mas morre antes de contar o que lhe aconteceu. A autópsia revela que alguém tinha começado a mumificar o professor em vida, e toda a equipa médica que participa na autópsia morre de uma estranha doença que pode estar ligada às dez pragas de Moisés...

Se não conhecem, aconselho a ler um livro do autor (Força Sigma, porque tem uns de vampiros que valha me deus). 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Tríptico | Karin Slaughter



Sou fã dos thrillers da Karin Slaughter. Infelizmente, mais uma vez, as editoras têm optado por não seguir a ordem de publicação dos livros da mesma série. Este é o primeiro livro protagonizado por Will Trent. Quando soube que a meio do livro me seria revelado quem é o assassino, pensei que iria perder logo o entusiasmo, que não faria sentido. Mas é de mestre! Vamos descobrindo aos poucos como a história das várias personagens se encaixa. A construção das personagens e dos meandros da história é excepcional e única. A autora dá-nos várias pistas subtis que só fazem sentido para o leitor quando a autora nos revela a verdade. Neste thriller psicológico, ninguém é mesmo quem parece ser: todos escondem traumas, mentiras e um lado obscuro... 

Em Tríptico, Michael Ormewood é chamado para um homicídio num bairro social de Atlanta e depara-se com uma cena de crime dantesca (e sim, a autora brinda-nos com descrições à altura). Rapidamente se percebe que não se trata de um crime isolado, e o agente especial Will Trent é chamado para ajudar a resolver o caso. Crimes que estão ligados ao passado...

Adorei o livro e recomendo vivamente a quem gosta do género. Acho é inadmissível a quantidade de erros e gralhas que este livro contém. Mais um cartão vermelho à TopSeller, pois deveria apostar em revisores mais competentes.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O caminho imperfeito | José Luís Peixoto


Este livro de não-ficção é surpreendente. São relatos soltos, que nos levam numa viagem entre recordações de infância (e que muito dizem sobre a nossa cultura e educação) e relatos de viagens até Banquecoque e Las Vegas, através dos quais conhecemos hábitos e as culturas locais. Muitas das reflexões fizeram-me repensar conceitos, maneiras de ser, e ideais. Fiquei deslumbrada com as introspecções do autor, os seus pensamentos soltos e as suas análises de vida. 

É um livro único: por depender da interpretação e leitura de cada um, de acordo com as suas  próprias vivências. 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Por treze razões | Jay Asher


Trata-se de um livro para adolescentes e jovens adultos que retrata temas polémicos e sensíveis como o bullying, violência entre jovens, afirmação entre os pares, amor, vingança, etc. Faz-nos pensar em como pequenos acontecimentos isolados podem tomar proporções incontroláveis e podem ter um impacto na vida de certas pessoas. Pequenos incidentes que, somando-se a outros, transformam a vida de um adolescente, e o pode isolar dos seus pares e levá-los a situações extremas. 

O livro começa assim: "Olá, sou a Hannah Baker. [...] Põe-te confortável. Porque vou contar-te a história da minha vida. Mais especificamente, por que razão a minha vida acabou. E se estás a ouvir esta cassete, é porque tu és uma das razões". 

Clay Jensen é um dos conhecidos de Hannah Baker que acompanha a sua história através das cassetes gravadas por ela. É uma maneira original de descobrir o que aconteceu, e como cada personagem está envolvida. Não é um livro fantástico, mas é uma leitura agradável e interessante. 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Quando um livro te lê a alma


Ao ler as páginas deste livro, abri uma porta para o meu coração. É estranho esta sensação de ver um reflexo de nós nas páginas de um livro, escrito por uma pessoa que não nos conhece. Mas que consegue descrever na perfeição tantos sentimentos: o medo, a superação, a dor, as memórias felizes. Há poucos livros que têm a capacidade de nos ler a alma e de nos falar ao coração. É um livro intenso e sensível, sem o parecer, porque é doce, jocoso, e de uma beleza indescritível. Aborda temas duros com uma leveza tocante. Acho que só quem já passou por um grande momento de perda é que conseguirá ver a essência deste livro. E eu revi-me tanto na procura incessante de como superar a perda. Como viver sem o nosso pilar, uma parte de nós. Passaram 7 anos e hoje sei que nunca conseguirei superar a morte do meu pai. 

Este livro fala-nos de uma Enciclopédia dos sentimentos, em como objectos, cheiros e sabores têm o poder de nos transportar para lugares felizes, para os braços de certas pessoas,... A mim, o cheiro a café acabado de moer e a madressilva irá sempre levar-me a minha casa de infância em Paris. O cheiro a terra molhada a Vila Flor, depois das grandes trovoadas de Verão. Certas comidas transportam-me directamente para a mesa com comensais que já partiram. Os cheiros provocam reacções surpreendentes e incontroláveis. 

Mas do que fala mesmo o livro? De Monsieur Perdu que é o proprietário da Farmácia Literária, um barco-livraria atracado em pleno rio Sena, em Paris. Aqui prescreve os livros de acordo com os males da alma de cada leitor. Jean Perdu sofreu uma grande perda e passados vinte anos recebe uma carta que lhe vai mudar o destino e por isso empreende uma viagem até ao sul de França, até ao seu passado, até aos seus demónios. 

Este é um romance surpreendente, mágico, com frases deliciosas. A escrita é madura, sensível e cada palavra esconde uma imagem. Deixo apenas duas frases: 

"O medo transforma um corpo como um escultor inábil transforma uma pedra imperfeita. A diferença é que és esculpido por dentro e ninguém vê quantas lascas e camadas vais perdendo. Ficas cada vez mais magro e instável interiormente até que o mais pequeno sentimento basta para te derrubar"

"No fundo, a morte não significa absolutamente nada. Ela nada altera na vida. Permanecemos sempre o que fomos uns para os outros." 

Este é daqueles livros que se amam ou se odeiam. A mim, tocou-me profundamente. 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O Anjo da Morte | M. J. Arlidge


Helen Grace, uma das melhores detectives de Inglaterra, é acusada de homicídio e aguarda julgamento na prisão de Holloway. Enquanto ex-polícia, é odiada e maltratada pelas outras prisioneiras. Um dia, o corpo de uma reclusa aparece mutilada numa cela. Não é fácil saber quem é o responsável pelo crime hediondo quando a maioria das prisioneiras está enclausurada por homicídios e outros crimes violentos. Entretanto, a colega de Helen procura provas para a inocentar...

Fiquei rendida e completamente viciada. Não descansei enquanto não cheguei ao fim. Este é o sexto livro da saga (li apenas outro da série) e estou muito arrependida de não ter acompanhado a história de forma cronológica mas ainda não é tarde! Recomendo mesmo! O próprio cenário da prisão deixa-nos em suspenso: um lugar escuro, fechado e repleto de pessoas violentas. Dá-nos uma sensação de claustrofobia tremenda. As descrições dos corpos é bastante descritiva. Os capítulos são extremamente curtos, criam ritmo e levam-os a devorar o livros em poucos dias. 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Escrito na Água | Paula Hawkins


Ultimamente tenho tido menos tempo para ler. Porque se tivesse mais tempo, este seria um daqueles livros que se lêem em poucas noites. Melhor ainda do que A Rapariga no Comboio! 

Paula Hawkins tem uma escrita que nos envolve e nos prende até ao fim, através de capítulos curtos em que acompanhamos o desenvolvimento da história através da perspectiva de várias personagens. Desconfiamos do final e devo dizer que estava à espera de uma grande reviravolta na última página, que não chegou. É um livro intenso, que envolve questões místicas. 

Neste livro, a Nel vive obcecada com as mortes no rio que atravessa a vila, e que já levara a vida a muitas mulheres ao longo dos tempos, incluindo a melhor amiga da sua filha. Nel aparece morta no rio, com todos os indícios a apontar para o suicídio... Que segredos escondem aquelas águas? Leiam o livro: não se vão arrepender!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

O guardião invisível | Dolores Redondo


Admito que no início me custou a entrar no estilo na autora. O guardião invisível é o primeiro volume da trilogia policial com a inspectora Amaia Salazar. Mas este livro é mais do que um clássico policial: aborda questões culturais da Navarra (Espanha), de mitos e crenças enraizadas na sociedade local, de hábitos ancestrais da pequena aldeia de Elizondo onde acontecem vários homicídios de crianças e adolescentes, cujos corpos são encontrados em cenários muito peculiares. Aborda ainda relações familiares problemáticas, e questões bem femininas. 

Ao longo dos capítulos curtos, que conferem ritmo à leitura, vamos descobrir a história pessoal de Amaia e da sua família. E ficamos ansiosos por perceber quem é o culpado (eu não fui capaz). O final é que me deixou um pouco desiludida: demasiado abrupto, demasiado seco, demasiado solto. Claro que ficamos com vontade de ler o segundo volume e saber o que acontece à inspectora, mas quase dá a sensação que depois de revelar a identidade do assassino, a autora ficou sem fôlego e sem força para escrever um final bem definido. Mas gostei do livro e recomendo!


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Entre irmãs | Kristin Hannah


Esta é a história de duas irmãs que vivem afastadas e com mágoas antigas. A Meghann alcançou uma carreira de sucesso como advogada e não acredita no amor. A Claire é mãe solteira, acredita nas emoções e sentimentos e dedica-se a um projecto profissional simples e sem grandes ambições. Depois de mais de 20 anos separadas, a vida aproxima-as outra vez...

É uma história demasiado óbvia. Que segue o rumo que se encontra mil vezes em qualquer livro ou novela do género. Todos os acontecimentos são totalmente esperados. Não há surpresas, e nem me apaixonei por nenhuma das personagens. Foi uma verdadeira perda de tempo (ainda são quase 450 páginas).

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A mulher desaparecida | Sara Blaedel


Este é o 3º livro da triologia com a inspectora Louise Rick. Em Londres, uma mulher é abatida a tiro na cozinha da sua própria casa. Ao iniciar a investigação, a polícia local descobre que a mulher é uma cidadã dinamarquesa que se encontrava desaparecida há 18 anos. Eik, o parceiro e companheiro de Louise, desaparece e é preso em Inglaterra, suspeito de ser o responsável pelo homicídio...

Pelas críticas que li na internet, muita gente considera este livro o melhor e o mais empolgante dos três. Para mim, que amei os dois primeiros, não achei esta história tão bem conseguida, tão surpreendente, tão cativante. As reviravoltas eram completamente esperadas. Quase desde o início que sabia a "verdade" por detrás do caso. O livro aborda um tema sensível: o suicídio assistido, bastante interessante. Para mim não é o melhor livro da autora, mas como não é consensual, leiam e digam a vossa justiça. 

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A rapariga de antes | JP Delaney



Quando comecei  este livro, pensei que estaria perante um policial. Fui percebendo que era antes um thriller psicológico, com uma pitada de "sombras de Grey" à mistura: relações dominadoras e maus tratos são um dos temas centrais do livro. Fiquei com um pé atrás, mas a verdade é que a história nos prende e ficamos com uma vontade tremenda de saber o que aconteceu às duas personagens principais Emma e Jane, as duas mulheres que habitam na nº 1 de Folgate Street, uma casa minimalista e tecnológica, com regras surreais. Depois de uma tragédia pessoal, Jane muda-se para esta casa e descobre que a inquilina anterior, Emma, teve um final infeliz naquela casa e tenta descobrir o que aconteceu, com as histórias de ambas a cruzar-se e a repetir-se... Vamos acompanhando as vidas das duas através de capítulos intercalados, o que dá um bom ritmo e dinâmica à história. No entanto, achei que o final deixou um pouco a desejar, mas no geral é um livro cativante.